A misteriosa rosa vermelha

Resumo: Mukuro tenta convencer Hiei a contar é irmão de Yukina, mas Hiei acaba enfurecendo Mukuro. Yusuke tem solução.

Genero: Humor/romance

Personagens: Hiei, Mukuro, Yusuke e Kurama.

Yu Yu Hakusho pertence a Yoshihiro Togashi e demais detentores da obra. Essa é uma história de fã para fã sem fins comerciais.

A misteriosa rosa vermelha

Hiei volta ao castelo de Mukuro depois de mais uma patrulha nos arredores do Makai. Quando cruza mais um dos corredores do castelo, Hiei se depara com Mukuro. 

– Pela sua cara, você viu Yukina mais uma vez. Por que não conta a ela que de uma vez que vocês são irmãos? Se quiser, ordeno ao Shigure que retire a obrigação de você não contar a verdade para Yukina.

– Se meta com seus assuntos, mulher! Pra que a Yukina vai quer um irmão maldito feito eu? – responde Hiei. 

– Pensei que tivesse superado isso. Já imaginou quando a Yukina se casar com o Kuwabara e nascer um garotinho de fogo? 

Na mente de Hiei, surge a imagem de um Kuwabra confuso segurando um garotinho que incendeia todo o quarto, enquanto Yukina dá um sorriso doce. 

Um sorriso divertido se desenha no rosto de Hiei ao pensar na confusão.  

– Pelo visto você pensou em algo engraçado. No que está pensando, Hiei?

– No quanto sua vaidade de mulher está  ferida por eu não te obedecer, mulher. E quanto a superar traumas do passado, pensei que você tivesse superado os seus – diz Hiei em tom de deboche. 

Mukuro se enfurece e, num golpe muito rápido, atira Hiei a quilômetros do castelo. Ao passar por seus subordinados, Mukuro ordena: 

– Não o deixem entrar se quiserem viver! 
 

Longe dali, Hiei se levanta e avalia se não tem nenhum machucado grave. 

– Preciso falar com o Kurama. Ele saberá como resolver esse problema. 
 

Em pouco tempo, Hiei chega ao mundo dos humanos. Ele vai até a casa de Kurama, mas para sua surpresa é Yusuke quem o atende. 

– E aí, Hiei? Que cara é  essa? Andou brigando com a Mukuro, foi? Por que não quis colocar o lixo pra fora? 

Furioso com o comentário, Hiei segura Yusuke pela gola da camiseta, mas volta ao seu habitual sangue frio e finalmente pergunta: 
 

– O que faz aqui, Yusuke? 

– Sabe como é que é né, Hiei? Eu tava sem grana, então eu pedi pro Kurama me dá uma força. Então, como ele foi viajar de férias pra América do Sul com a mãe dele, me deixou tomando conta de tudo por aqui. 

– E ele vai te pagar? O mundo dos homens deve ter enlouquecido o Kurama – resmunga Hiei. 

– Muita calma nessa hora, Hiei. Kurama confia tanto em mim, que até me deu umas dicas sobre plantas – diz Yusuke confiante. 

– É mesmo? – Duvida Hiei. 

– É claro que é verdade. Tá  comigo, tá com Deus, rapá! 
 

Yusuke leva Hiei até o quarto de Kurama. Ele mostra ao pequeno youkai de fogo uma bela rosa vermelha num vaso e explica: 

– O Kurama tava trabalhando com essa flor e disse pra mim (nesse ponto da conversa Yusuke imita Kurama): ‘’Entregue essa flor pro Hiei, caso ele brigue com a Mukuro. ’’ E você sabe que o Kurama sempre tem razão. 

Na verdade, Kurama disse a Yusuke: 

– Não mexa em nenhuma das minhas plantas, muito menos naquela rosa vermelha! 
 

Mesmo envergonhado em ter que admitir ter brigado com Mukuro, Hiei pega o vaso com a rosa e vai embora. 

– Eita! Baixinho mais mal educado – comenta Yusuke. 
 
 

Alguns dias se passam desde a briga entre Hiei e Mukuro. Presumindo que Mukuro está mais calma, Hiei entra no castelo e vai direto ao quarto de Mukuro, que está descansando da última ronda. 

Os olhos de Mukuro se enchem de raiva quando ela vê Hiei. 

– Como se atreve a vir até aqui? – pergunta Mukuro, em posição de ataque. 

– Vim te trazer isso, mulher – diz Hiei envergonhando, entregando a Mukuro a rosa vermelha que Yusuke lhe deu. 
 

Mukuro aspira o perfume delicioso da rosa e logo sua expressão se torna branda. 

– Não precisa ter vergonha de mim, Hiei. Ninguém está nos vendo; pode me beijar sem medo – diz Mukuro, para espanto de Hiei, que mesmo sem entender o que deu em Mukuro a beija sem nenhum pudor. 

“O que será que tinha nessa rosa? Odeio admitir, mas o Yusuke fez uma coisa boa. Depois dou um jeito de agradecer a ele’’, pensa Hiei, enquanto dá outro beijo longo em Mukuro.

Depois de alguns dias de viagem, Kurama finalmente volta para casa. Ao entrar em seu quarto, ele descobre que a rosa vermelha em que ele estava trabalhando desapareceu. 

Kurama se controla para não se transformar em Youko e pergunta a Yusuke pela rosa: 

– O que você fez com aquela rosa vermelha em que eu estava trabalhando? 

– Ah! A Mukuro botou o Hiei pra fora de casa, e sabe como é que é, né? O Hiei me pediu a rosa, até  implorou. Então, pra não deixar um amigo na mão, eu dei a rosa pra ele. Fazer o quê? 

– Yusuke! Aquela rosa era meu experimento com o perfume do esquecimento!  Grita Kurama, já como os olhos amarelados de Youko. 

– Xii! Que coisa, né? – diz Yusuke, com um sorriso bobo. 
Nota da autora: Essa fanfic foi escrita para comunidade Saint Seiya Super Fic, agora destivada. Foi um presente para a autora Anita dona do excelente site Olho Azul. http://olhoazulfics.blogspot.com/?m=1

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