Os monges não devem repetir as falas de Shaka de Virgem

Resumo: Gintoki aceita  procurar um animal de estimação e encotra Oboro numa atitude muito estranha.

Personagens: Gintoki, Oboro

Categoria:Anime/mangá: Gintama/Cavaleiros do Zodíaco; Gênero:Humor/paródia/crossover; Classificação:Livre

Gintama pertence a Hideaki Sorachi e demais detentores da obra. Essa é uma história de fã para fã sem fins lucrativos.

Monges não devem repetir as falas do Shaka de Virgem

 Mais um dia comum em Edo. Quando uma velhinha chega ao escritório do faz tudo no exato momento que Shimpachi está varrendo o chão.

– Bom dia, meu rapaz. Eu estou precisando de ajuda para recuperar o meu gatinho. Diz a senhora.

– Está certo, senhora. Vou falar com nosso presidente. Diz Shimpachi mostrando à senhora o caminho do escritório.

Gintoke está com as pernas em cima da mesa tirando meleca do nariz, quando Shimpachi abre a porta do escritório.

– Temos uma cliente.

Gintoke fica de pé num pulo e a senhora mostra a ele a foto do que ela dizer ser um gato, mas o animal na foto se parece muito com um coelho.

– Quero que o ache, senhor Sakata. Ele é minha única companhia na velhice. Diz a senhora começando a chorar.

Gintoki pensa em recusar, mas ele mostra uma quantia generosa como adiantamento.

– Nós acharemos seu animalzinho, senhora.

Gintoke começa a procurar o animal pelo parque da cidade e vê o animal correr para um ponto afastado indo para uma ponte. Assim que atravessa a ponte, Gintoke vê Oboro se aproximar. Gintoke saca a espada de madeira e aponta para o assassino dos Narakus, mas Oboro responde:

– Não devemos nos agredir, pois atos de violência apenas geram mais violência.

Gintoki fica chocado com a resposta de Oboro e insiste:

– O que deu em você? Por acaso isso é algum truque barato? 

– Talvez essa sua agressividade seja parte de seu carma. Recitarei um mantra para você. Se quiser pode me acompanhar até o templo. Diz Oboro.

Gintoki guarda a espada e finge que confundiu Oboro com outra pessoa, mas resolve seguir o monge. Oboro entra em um templo budista e Gintoki tem certeza que o assassino número um do Naraku está aprontando alguma coisa e saca a espada de madeira.

– Te peguei, desgraçado! Diz Gintoki com um grito.

Oboro interrompe o mantra que está entoado e olha para o samurai de cabelo prateado e pede silêncio.

– Vejo que insiste em me atacar. Talvez seja meu carma que você queira me atacar sem motivos. Eu por acaso o ofendi em uma vida passa? Talvez você fosse uma vaca e eu tomei seu leite. Diz Oboro mantendo a calma.

– Você ouviu o que acaba de dizer? As pessoas agora vão pensar que isso é uma fanfic yaoi. Eu vou embora, mas eu vou voltar e você vai ver. Eu nunca vou te perdoar pelo que fez ao sensei.

– Diga-me o que eu fiz ao seu sensei? Será que você é um espírito desencarnado que vaga pela transitoriedade do mundo? 

Gintoke fica apavorado com a ideia de ser mesmo um fantasma e diz:

– Não quero ser um fantasma. Tenho medo de fantasmas. 

Oboro fica comovido com Gintoke e diz:

– Vou preparar alguma mantras e pegar alguns selos. 

Mas logo Gintoki se lembra:

– Ei! Eu não morri coisa nenhuma. De onde tirou essa ideia?

– Dessa sua estranha obsessão em lutar contra mim por causa de algo que eu supostamente fiz ao seu sensei. Acho que esse seu jeito irritante deve ter feito seu sensei perder a cabeça. Responde Oboro confuso.

Gintoki vai responder a Oboro com um palavrão, mas se controla e diz:

– O que ele faz aqui? Oe, oe, Oboro. Conta logo o plano de vocês.

– Bem, eu continuo não entendendo nada do que você está falando. Saiba que tudo isso é transitório sob as árvores salas gêmeas. Diz Oboro, sendo interrompido por Gintoki que tampa a boca do monge com as duas mãos.

– Ficou doido? Se você continuar falando, a Toei Animetion vai processar a gente.

Oboro quer perguntar o que é Toei Animetion, mas o outro ainda não o deixa falar. De repente um frequentador do templo diz:

– Ei, você do cabelo bagunçado. Por que está tentando sequestrar o mais pacifíco monge de nossa organização.

Gintoki finalmente deixa a boca de Oboro livre e diz:

– Eu não tava tentando sequestrar ninguém, só queria ensinar ao monge a recitar mantras pelo pensamento.

– É sério? Tem a ver com Toei Animetions que você falou antes? Pergunta Oboro.

– Oe,oe, Oboro. Essa sua personalidade tá ficando chata demais pra fic. As pessoas gostam que o herói vença o vilão e não um monge budista.

– De fato não quero lhe aborrecer, rapaz. Eu peço desculpas mais uma vez por ter lhe ofendido em outra vida. Se de alguma forma puder compensar minhas faltas, pode me bater. Diz Oboro humilde.

– De novo isso, cara? 

De repente Takasugi chega usando uniformes de policial.

– O que você está fazendo, estranho? Largue esse monge agora mesmo. Não podemos deixar que o sequestre.

– O que tá acontecendo aqui? Por que você tá com essa roupa de policial, seu anão? Diz Gintoki mais confuso ainda.

– Não se preocupe, senhor policiais, eu me rendo a esse pobre homem. Parece que é ele um tipo de encarnação do carma. Numa vida passada ele era uma vaca ou coisa do tipo.

Gintoki mais uma vez se prepara para falar um palavrão e é interrompido por Takasugi e Bansai que começam a chorar alto.

– O monge é bondoso demais. Não permitirei que você faça mal a ele. Diz Takasugi tirando a espada da bainha, sendo prontamente impedido por Oboro.

– Violência só gera mais violência. 

Gintoki aproveita e foge do templo. Quando vê que está longe o suficiente, Gintoki decreta que já trabalhou demais naquele dia estranho. O samurai percebe que não sabe onde estacionou a moto e pega um ônibus para ir para casa.

Quando chega ao distrito, Gintoki percebe várias casas elegantes e pessoas bem vestidas andando pelas ruas.

– Isso tá cada vez mais esquizito. Resmunga Gintoki chegando em casa, agora um prédio de luxo.

De repente Tama aparece com asas de fada.

– Olá Gintoki, sou a fada Tama. Estou aqui para lhe explicar o que está acontecendo nessa fanfic.

– Já não era sem tempo. 

– Você seguiu o gatoelho mágico e de alguma forma atravessou para o mundo do espelho, onde tudo é o contrário do seu mundo. Por isso nesse universo, eu sou uma fada e tenho poderes mágicos. Explica Tama.

– Então é por isso que Oboro tá achando que é o Shaka de Virgem.

– Sim. Para voltar ao seu mundo você precisa encontrar o gatoelho mágico. Vou te acompanhar ao lugar onde você pode dormir. Diz Tama.

Tama leva Gintoki pela cidade que é igual a Edo, onde Gintoki vive. Finalmente Tama para em frente a um hotel e diz:

– Você pode passar a noite aqui. Não se preocupe, é tudo de graça. O senhor Zura tem feito um bom governo, porém agora toda a estabilidade do nosso país está sendo ameaçada pelo terrível terrorista que se intitula Xogum. 

Gintoki resolve se distrair daquele mundo maluco assistindo o pouco de TV e fica literalmente de boca aberta ao ver Utsuro na televisão dando uma entrevista e a apresentadora diz:

– Estamo aqui com o renomado psiquiatra e especialista em distúrbios de personalidade Utsuro.

– Bem eu gostaria de dizer às pessoas que todos os seres humanos são belos e têm coisas bonitas dentro de si. Também gostaria de avisar que amanhã estarei em uma turnê espacial junto com os artistas espaciais da Harusame levando palavras de esperança e felicidade por todo o universo.

Gintoki muda de canal e vê uma notícia que o deixa ainda mais chocado:

– O perigoso terrorista Shoyo Yoshida acaba de incendiar mais uma escola e roubar todos os deveres de casa.

Apavorado Gintoki desliga a televisão e diz a si mesmo em voz:

– Eu tenho que cair fora daqui, senão vou acabar maluco. Preciso achar aquele bicho esquizito o quanto antes.

De repente Gintoki percebe que Tama sumiu. Cansando, Gintoki adormece e sai para procurar gatoelho.

Gintoki caminha pela cidade organizada e arborizada e vê o gatoelho. Gintoki se prepara para capturar o animal que corre assim que o vê.

– Maldito bicho maluco.

Mais uma vez Gintoki corre atrás do gatoelho e acaba esbarrando em Oboro. O monge dá um sorriso gentil e diz:

– Parece que nos encontramos outra vez.

– Realmente deve ser algum tipo de carma ou coisa do tipo. Resmunga Gintoki. 

– Como tem passado, rapaz? 

– Tô procurando um bicho esquizito que uma mulher perdeu. Diz Gintoki mostrando a foto do gatoelho a Oboro.

– Então você está procurando um gatoelho mágico. Que interessante lá no templo temos vários deles. Parece que eles gostam muito das cenouras de lá. Explica Oboro.

– E por que você não disse nada antes?

– Por que você não me falou nada sobre isso. Na verdade parecia que só queria me atacar. Não entendo o motivo.

– É melhor deixar pra lá. Eu vou pro templo com você. Na verdade é que você é muito parecido com uma pessoa que eu conheci. Diz Gintoki.

– Você deve detestar mesmo essa pessoa, mas vamos deixar isso para lá. 

No templo, Oboro mostra o jardim onde vários gatoelhos brincam e se alimentam dos vegetais da horta. Gintoki coça a cabeça e tem uma ideia.

‘Vou pegar qualquer um desses bichos malucos e voltar pra casa de uma vez.’’

Gintoki pensa em ir até o jardim, mas o gatoelho se aproxima de Oboro que pega o animal no colo e entrega a Gintoki.

– Aqui está seu bichinho. A lenda diz que esse animais podem atravessar os mundos. Bem, acho que agora você pode ir. Espero que não esqueça que as flores brotam e morrem, até mesmo as estrelas e galáxias. Diz Oboro.

– Valeu, monge. Muito obrigado, mas por favor, não repita mais as frases do Shaka.

Oboro dá um sorriso gentil para Gintoki e diz:

– Você deve atravessar a ponte do parque para voltar ao seu lar. Até mais estranho.

– Até.

Gintoki improvisa uma coleira para ter certeza que o animal não vai fugir e segue as instruções do monge, atravessando a ponte.

Gintoki está caminhando para saída do parque e encontra Oboro junto com outros da ordem Naraku. Gintoki não resiste a curiosidade e vai cumprimentar o líder dos Narakus.

– Bom dia, Oboro-kun. Tem algum mantra pra mim hoje?

– Além de desobedecer a vontade dos Céus, é louco. Diz Oboro em posição de ataque.

Gintoki fica tão contente em estar de volta que dá um abraço apertado e um beijo no rosto de Oboro e sai correndo.

‘’ Acho que o sensei bateu com muita força na cabeça e deixou ele idiota.’’ Pensa Oboro.

Quando entra em casa Gintoki encontra a cliente à espera dele conversando com Shimpachi.

– Gin-san. Você já encontrou o bicho. Diz Shimpachi animado com rapidez do chefe.

– Nunca pensei que o senhor fosse tão rápido. Não passou meia hora e já trouxe o meu amado bichinho. Diz a senhora entregando o dinheiro a Gintoki e pegando o gatoelho que se aninha no braço dela.

-Putz! Nem acredito que isso acabou bem. Diz Gintoki.

De repente Gintoki sente uma presença e comenta com Shimpachi:

– Oe. Tô sentindo um cosmo poderoso. 

– É o cosmo de um cavaleiro de outro. Grita Shimpachi.

De repente alguém bate na porta e Gintoki anda em passos lentos e quando abre a porta e encontra Shaka de Virgem em pessoa.

– Vim em nome do santuário de Athena notificá-lo por violação de Direitos Autorais. Diz Shaka

Gintoki dá um grito de pavor e logo percebe que está no quarto e diz para si mesmo em voz alta:

– Ainda bem que foi tudo um sonho.

– Você é mesmo um tolo. Você caiu no Golpe Fantasma de Fênix.

Gintoki dá um grito de pavor que acorda meio quarteirão.

– Kagura,você devia parar com essa mania de meter Ikki de Fênix nas nossas historias

Deixe um comentário