A vitória de Zenigata Capítulo III

Três anos antes

Lupin está em uma pousada, que escolheu como esconderijo. Ele conta a Jigen e Goemon sobre o plano que tem para invadir a casa da candidata a Primeira Ministra da Alemanha, Hilda Jabs.

– O esquema é bem simples como vocês podem ver. Diz Lupin encerrando a explicação.

-Li num portal de notícias que essa mulher está grávida de cinco meses. Comenta Jigen.

– Não precisa se preocupar, Jigen, eu jamais machucaria uma mulher grávida, além disso meu plano é a prova de falhas.

Goemon permanece o tempo todo muito quieto olhando para a Zantetsuken. Lupin não gosta muito do silêncio do companheiro e pergunta:

– O que foi, Goemon? Você pelo menos ouviu o que eu falei?

– Ouvi sim. Sinto muito, mas não farei esse trabalho. Tem uma sombra negra em minha Zantetsuken. Lupin, não faça esse trabalho. Entendo que você quer recuperar a agenda do seu avô com os nomes de todos os Lupins, mas algo terrível vai acontecer se você for. Diz Goemon.

– Você sabe muito bem que eu não ligo pra superstições e crendices. Retruca Lupin.

– Não gosto do fato de assaltar uma mulher grávida. Sinto muito, mas nossa aliança está desfeita a partir de hoje. Agradeço a vocês por todos os ensinamentos que tive. Diz Goemon fazendo uma reverência.

 Em seguida, Goemon sai da casa e deixa Lupin e Jigen perplexos com a decisão.

– Parece que dessa vez ele realmente se chateou com você, Lupin. Diz Jigen levantando do sofá, onde estava deitado.

– Pode ser, mas depois eu me acerto com ele e peço desculpas. Diz Lupin.

– Eu concordo com Goemon de que não é um trabalho muito digno assaltar uma mulher grávida. 

– Eu sei, Jigen, mas como está no plano o roubo só acontecerá na noite da ópera e ela não estará em casa. Pois segundo a agenda ela e o marido estarão na ópera de Munique num evento beneficente. Diz Lupin.

– Quem conseguiu essa agenda pra você? Pergunta Jigen.

– Minha Fujiko querida.

– Vai ver por isso Goemon teve um mau pressentimento.

– Fujiko nunca me trairia.

– Sei.

Três dias depois, Lupin e Jigen vão até as montanhas onde fica o esconderijo de Goemon para falar com ele. Um dos alunos de Goemon se aproxima dos dois ladrões e diz:

– O mestre Ishikawa foi meditar e eu não sei quando voltará. Ele comentou que ia orar por seus amigos que estão envoltos por uma sombra terrível.

Lupin e Jigen se despedem do aluno de Goemon no exato momento que samurai se aproxima.

– Oi, Goemon. Como você tá? A gente veio aqui pra saber se você não quer mesmo participar do trabalho da semana que vem. Diz Lupin.

– Não, mas fico feliz em ver vocês outra vez.

Depois de cumprimentar os amigos, Goemon dispensa os alunos e faz sinal para Lupin e Jigen entrarem com ele no dojo.

Lupin entrega a Goemon uma caixa de doces tradicionais que o samurai gosta e diz:

– Eu quero me desculpar por ter ofendido a sua fé. 

– Não precisa me pedir desculpas, Lupin. Embora eu realmente me senti ultrajado por seu deboche com minhas crenças. Estou muito contente em ver vocês mais uma vez. Diz Goemon.

Goemon oferece saquê aos amigos e diz:

– Agora que me aposentei, vou me casar com a senhorita Murasaki.  A nova cerimônia será daqui a um mês. Depois do casamento viverei para minha família e meditação.

– Isso é muito legal. O próximo a se casar sou eu com a Fujiko querida. Viu só, Jigen? Você vai ficar solteiro e ranzinza. Diz Lupin.

– Puff! Quando você se casar com aquela mulher traiçoeira, vai pagar todos os seus pecados. Retruca Jigen.

– A Fujiko será uma esposa muito fiel. Diz Lupin.

– Fiel ao dinheiro. Retruca Jigen.

Goemon se diverte com a pequena discussão entre os amigos sobre a fidelidade de Fujiko.

Enquanto bebem Goemon, Jigen e Lupin têm uma conversa muito agradável, até que Goemon insiste mais uma vez:

– Desistam desse trabalho. Ele será sua desgraça, Lupin. A tal candidata está grávida.

– Nem vem com essa, Goemon. Você sabe perfeitamente que eu não vou desistir. Quando eu quero algo, pego pra mim. Diz Lupin.

Vendo que não conseguirá convencer Lupin a desistir do trabalho, Goemon se volta para Jigen e diz:

– Tome cuidado para não deixar se enganar por seus olhos.

– O que você quer dizer com isso? Pergunta Jigen.

– Que às vezes nossos próprios olhos podem nos enganar da forma mais cruel e nos induzir ao erro.  Responde Goemon.

 Antes dos amigos irem embora, Goemon entrega um amuleto de boa sorte a cada um deles e diz:

– Continuarei minhas preces por vocês dois. Quando precisar de mim eu irei mesmo sem você chamar, Lupin. Saiba que não tenho rancor, apenas não quero fazer esse trabalho e presenciar a sua desgraça.

– Eu sei. Até mais Goemon. A gente se vê por aí. Diz Lupin.

Lupin entrega um envelope a Goemon e diz:

– Conto com você para proteger esse tesouro.

Jigen se despede de Goemon com um aceno de cabeça. Goemon observa Lupin e Jigen indo embora sentido que nunca mais os verá novamente.

 Uma semana após visitarem Goemon nas montanhas, Lupin e Jigen chegam à casa de Hilda Jabs e conseguem passar pelo forte esquema de segurança depois de lançarem gás sonífero para os seguranças e cães de guarda dormirem.

– Você fica monitorando as câmeras pra que nada dê errado. Diz Lupin a Jigen.

Jigen vai  asoviando um blues antigo e vai para a sala de controle. Enquanto Lupin segue em frente pelo corredor principal até o escritório da candidata, onde está guardado o diário com os nomes de todos descendentes de Arsene Lupin e onde eles vivem, além dos lugares onde estão guardados os tesouros deixados por Lupin I.

Jigen entra na sala de controle, onde dois seguranças dormem profundamente. O pistoleiro checa primeiro as câmeras que filmam o lado de fora da casa e vê que tudo segue como planejado e relaxa.

– Nem parece que esse é um trabalho arranjado pela Fujiko. Comenta Jigen para si mesmo. O pistoleiro acende um cigarro para afastar o pensamento da previsão de Goemon.

Jigen volta a atenção para as câmeras internas da casa e para espanto dele Sônia Jabs, irmã mais nova de Hilda, está na casa. Ela não foi afetada pelo gás do sono e caminha pelo corredor principal acendendo a luz e vai em direção ao escritório, onde Lupin está. Jigen usa o comunicador e tenta avisar Lupin:

– Lupin! Abortar a missão tem uma moça acordada na mansão e ela está indo na sua direção.

– De jeito nenhum, Jigen. Eu já cheguei até aqui e não vou desistir. Falta só alguns segundos pra  eu abrir o cofre.

– Lupin, isso é muito imprudente. Caia fora daí agora mesmo! Lembre-se do que o Goemon disse. Insiste Jigen.

– Não seja idiota! Eu nunca liguei pra crendices e adivinhações. Retruca Lupin irritado.

Jigen vê pela câmera do escritório o momento em que Sônia entra e se depara com Lupin.  Para surpresa de Jigen, Lupin atira e atinge Sônia com  dois tiros no peito a matando na hora . 

Jigen fica perplexo com o que acaba de assistir e liga para Zenigata com o celular.

– Tiozão, sou eu, Jigen. Estou ligando para denunciar um assassinato cometido por Lupin. Ele matou agora pouco a irmã de Hilda Jabs. Diz Jigen ao telefone desligando em seguida.

Lupin entra na sala de controle segurando a arma e diz:

– Jigen, temos que ir embora agora mesmo daqui. Tem mais alguém na casa.

– Você não vai a lugar nenhum depois do que fez. Como você teve coragem de cometer uma barbaridade tão grande? Diz Jigen sacando a arma.

– Do que você tá falando? Por acaso drogaram você com alguma coisa? Diz Lupin .

Jigen atira no ombro de Lupin, fazendo o ladrão derrubar a Walther. 

– O que deu em você? Pergunta Lupin tentando conter o sangramento da ferida.

– Olhe para câmera  do escritório e pare de se fazer de idiota. Eu já liguei pro Zenigata e contei o que você fez.

Lupin olha para câmera e fica horrorizado ao ver o corpo de Sônia Jabs caído no chão e ensanguentado por causa dos tiros.

– Mas eu não fiz isso. Jigen, você me conhece e sabe que eu seria incapaz de atirar em uma mulher inocente.

– Cale a boca! Você tem muita sorte do Goemon não estar aqui, ele te retalharia na hora. Apesar dessa monstruosidade que você fez, eu não tenho coragem de te matar.

 – Então era isso que o Goemon queria dizer. Ei, Jigen, lembra do que Goemon falou sobre você ser enganado por seus próprios olhos? Você deve ter visto um deepfake. Alguém armou pra mim. Diz Lupin.

– Não seja ridículo, foi você quem disse que não acreditava em crendices e ofendeu Goemon. Agora por sua culpa eu estou nessa situação asquerosa como seu  cúmplice.

Jigen acende um cigarro e vê Zenigata chegar trazendo consigo um exército de policiais.

– Até nunca mais, Lupin. Diz Jigen saindo pela porta e sendo surpreendido por Zenigata.

– Lupin! Nunca pensei que você fosse um assassino tão perverso, matar uma mulher indefesa é um nojo,até mesmo para você. Dessa vez você não escapa. Você enganou todo mundo com a conversa de ladrão cavalheiro. Diz Zenigata gritando de tanta indignação.

Jigen também é preso e levado com Lupin para uma viatura especial. Pela primeira vez na vida Jigen não consegue olhar para Lupin sem sentir asco. Lupin fica em silêncio e com o olhar distante. 

A imprensa e a multidão de curiosos disputam as melhores imagens da prisão de Lupin para posteridade.

Zenigata e seus subordinados chegam à sede da Interpol, trazendo Lupin e Jigen algemados.  Uma representante do Ministério Público europeu está à espera de Lupin e Jigen.

Lupin e Jigen são levados para salas de interrogatório separadas por ordem de Zenigata. 

A representante do Ministério Público europeu se aproxima de Zenigata e diz:

– Muito bem, Inspetor Zenigata. O senhor cumpriu com seu dever e com certeza é um grande herói do povo japonês e do povo europeu. Eu sou Johanna Meiner, representarei o povo europeu no interrogatório de Lupin e Jigen. Já posso adiantar que um juiz autorizou a transferência imediata de Lupin para uma prisão em uma base militar secreta  em Marselha na França. Quanto a Jigen tudo dependerá da cooperação dele.

– Bem, talvez Jigen mereça alguma consideração. Foi Jigen quem me chamou. Diz Zenigata.

– Isso é ótimo. E quanto ao samurai Goemon?

– Ele não estava na cena do crime. Vamos averiguar se ele não está à espreita para salvar Lupin e Jigen. Diz Zenigata.

– Ótimo. Não quero perder o meu caso por uma falha da Interpol.

– A senhorita não vai perder o caso, eu garanto. Diz Zenigata.

Zenigata entra na sala para falar com Lupin. Lupin está bastante calmo, apesar da acusação grave.

– Eu não matei aquela garota, Tiozão. Armaram pra mim. Acho que de alguma maneira conseguiram colocar um deepfake meu naquela câmera e enganaram o Jigen.Diz Lupin.

Zenigata dá um murro na mesa e diz:

– Acha mesmo que eu vou acreditar nisso? Por que não confessa logo que matou aquela pobre moça, porque ela lhe flagrou roubando? Confesse de uma vez. Até o seu amigo Jigen ficou contra você e ligou pra mim. 

– Pois é, Tiozão. Jigen acreditou na câmera. Goemon tinha razão sobre os olhos serem enganados. Diz Lupin triste.

– Por falar no Goemon, onde ele está? Pergunta Zenigata.

– Goemon não faz mais parte da nossa gangue.Ele disse que não ia fazer o trabalho e estava deixando a nossa equipe.

– Rá! Quer mesmo que eu acredite nisso? Aposto que Goemon deve estar esperando lá fora e quando sairmos para a prisão na base secreta, ele vai cortar o carro no meio com Zantetsuken e resgatar você. Mas saiba que eu tenho drones espalhados por todo o caminho e se ele aparecer será capturado.

Depois de um longo interrogatório, Lupin é levado para uma prisão em uma base militar. Jigen é levado para um hotel para cumprir prisão domiciliar até o julgamento de Lupin.

Zenigata recebe autorização para levar Lupin até a prisão na base militar. O inspetor chama Yata e diz:

– Vigie Jigen de perto. Ele pode ter entregado Lupin, mas pode mudar de ideia. 

– E quanto ao Goemon? Pergunta Yata.

– Aparentemente Goemon não tem nada a ver com esse crime, mas ainda pode ser útil no processo. Vigie Jigen, enquanto eu levo Lupin para prisão. Não esqueça de hackear o celular de Jigen e todos computadores que ele possa acessar.


 Seis meses depois da prisão de Lupin, o julgamento é marcado sem revelar o local da audiência para a imprensa e nem mesmo os membros da Interpol sabem onde será.

Um dos agente espalhados pela cidade entra na sala de Zenigata e diz:

– Já fiz o reconhecimento físico e a leitura facial confirmou que Goemon está na cidade. Parece que ele recebeu uma visita hoje. O senhor quer mandar um efetivo para prendê-lo, Inspetor Zenigata?

– Até que prender Goemon não seria má ideia, ele pode nos dar ainda mais informação sobre Lupin. Diz Yata.

– Nesse momento Goemon não é necessário para o caso, mas pode tentar libertar Lupin. Continue vigiando Goemon e se ele se aproximar do local do julgamento e o acusamos de obstrução à justiça. Diz Zenigata.

– Certo, senhor. Diz o agente saindo para cumprir as ordens de Zenigata.

– Acha mesmo que Goemon vai tentar libertar Lupin, mesmo sabendo do crime que ele cometeu? Diz Yata.

– Isso que eu acho estranho. Jigen entregou Lupin e contou todos os detalhes do crime, inclusive sobre a recusa de Goemon em participar do assalto e o próprio Lupin confirmou a história toda. Vou deixar Goemon agir livremente e se ele tentar libertar Lupin, nós o mandamos para mesma prisão que Lupin. Diz Zenigata.

– O senhor não precisa se preocupar tanto, Inspetor Zenigata. O local do julgamento de Lupin é totalmente desconhecido. Nem mesmo lhe disseram onde será? Diz Yata.

– Só que Lupin não é um criminoso comum. Ele já deve ter entrado em contato com Goemon ou outro cúmplice para resgatá-lo. Diz Zenigata. 

Chega o dia do julgamento de Lupin em um grande aparato de policiais e agente do serviço secreto europeu se reúne em um fórum em uma rua fechada longe dos olhos do público e da imprensa.

Lupin é retirado do carro forte da prisão vendado para evitar que ele mande a localização do lugar para Goemon.

O julgamento ocorre exatamente como o previsto, sem tentativas de fuga e com os depoimentos de Fujiko e Jigen ajudando na condenação de Lupin.

Lupin é sentenciado à prisão perpétua em uma solitária na prisão secreta construída numa ilha perto de Marselha.  

Depois que o juiz lê a sentença todos na sala ouvem o som de flauta tocar uma música japonesa triste.

 Um policial vem correndo até Zenigata e grita:

– Tem uma sombra que parece um samurai numa torre em frente ao fórum. 

– É o Goemon. Diz Zenigata indo com um grande efetivo de policiais capturar Goemon. Em seguida ordena aos agentes que vão transportar Lupin:

– Aguardem aqui. Nós vamos levar o sósia de Lupin para enganar Goemon.

Lupin não resiste e diz:

– Acha mesmo que Goemon vai acreditar nesse truque idiota, Tiozão?

Zenigata não liga para  a provocação e deixa Yata com os agentes que escoltam Lupin para prisão.

Quando chega do lado de fora, Zenigata vê uma figura esguia  tocando flauta no alto de uma torre próxima ao fórum.  Zenigata manda lançar drones para iluminar a torre e ter certeza que é Goemon quem toca a flauta.

Os drones se aproximam de Goemon e o iluminam apontando as armas não letais, Goemon não se incomoda com as máquinas e termina a canção e pula num num rio próximo à torre onde estava e desaparece na escuridão.

Zenigata fica sem entender e acha que é um truque para salvar Lupin e diz aos subordinados:

– Entrem depressa, Fujiko e Jigen devem estar ajudando Lupin a escapar dos outros.

Porém quando chega com os subordinados Zenigata encontra tudo tranquilo.

– E o Goemon, Inspetor Zenigata? Pergunta Yata.

– Eu sabia! Você não me engana, Lupin! Diz Zenigata puxando o rosto do pobre Yata para tentar arrancar a suposta máscara.

Mesmo sem enxergar o que está acontecendo por causa dos venda, Lupin debocha da situação:

– O que foi, Tiozão? Não confia nos seus homens?

Zenigata solta Yata no chão e se aproxima de Lupin com o punho fechado para dar um soco nele, mas se controla.

– Seu desgraçado! Por que Goemon veio aqui se não foi pra lhe ajudar a fugir?

– Acho que ele só veio se despedir de um velho amigo  que nunca mais verá. Vamos logo, Tiozão. Já tá na hora de eu ir para minha prisão definitiva.

-Ora, seu… Eu vou lhe levar até a prisão. Diz Zenigata.

Zenigata vai com o comboio que leva Lupin até a prisão. Durante todo o trajeto, Zenigata se comunica com os policiais e agentes de inteligência que estão vigiando o caminho até a prisão.

O comboio chega a um porto pequeno, desconhecido da população geral.

– Fiquem alertas! Com certeza Goemon surgirá das águas. Diz Zenigata disfarçando a esperança de mais uma fuga espetacular de Lupin.

Um sujeito muito magro e com um queixo imenso sai do barco e diz:

– Boa noite, Inspetor Zenigata. É um prazer conhecer o homem que prendeu Lupin. Eu sou Allan Leclark, diretor da prisão militar da Ilha do Diabo. 

Zenigata começa a puxar o rosto do diretor da prisão e depois retoma a compostura e diz:

– Mil desculpa, senhor diretor.  É que um dos ex- companheiros de Lupin está à solta e pode tentar resgatar Lupin.

O diretor ri e diz:

– Isso é impossível. Essas águas estão infestadas de tubarões e ninguém conhece a localização desse porto. Foi um ótimo trabalho, inspetor Zenigata. Agora nós assumimos a custódia do prisioneiro. Tenha uma boa viagem de volta ao Japão.

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