A vitória de Zenigata capítulo final

Capítulo Final

No dia seguinte Zenigata acorda cedo e toma o café da manhã no próprio hotel, enquanto pensa no que fará agora que não perseguirá mais Lupin.

Depois da refeição Zenigata sai do restaurante do hotel, um aluno de Goemon se aproxima e diz:

– Mestre Ishikawa pede desculpas por não vir e pediu que o levasse até o local do funeral do Senhor Lupin.

 Zenigata é escoltado pelo aluno de Goemon até o templo, onde a cerimônia budista é realizada. Zenigata fica surpreso ao ver um padre católico presente e também se surpreende ao ver  Jigen presente na cerimônia.

Goemon vem até Zenigata e o cumprimenta:

– Obrigado por ter vindo, Senhor Zenigata. A alma de Lupin com certeza está alegre por sua presença aqui. 

Zenigata vê que as pessoas tratam Fujiko como a viúva de Lupin. O ex- inspetor  fica comovido ao ver Junior dormindo tranquilo no colo da mãe. Zenigata caminha até Fujiko para prestar respeitos. Zenigata então ouve uma voz familiar dizer:

– Tiozão, você veio no meu velório. Tô emocionado.

Zenigata se recusa a olhar para trás com medo de ser ridicularizado por Goemon , Jigen e os demais convidados do velório. Mas o ex- inspetor sente um dedo o cutucando no ombro e mesma voz insistindo:

– Não me diga que tá com medo de mim, Tiozão? Olhe pra trás.

– Tem alguma coisa lhe incomodando, Senhor Zenigata? Pergunta Fujiko notando que Zenigata está pálido.

Zenigata quer responder a Fujiko, mas continua ouvindo a voz de Lupin:

– Responda, a minha Fujiko querida, Tiozão. Ela lhe fez uma pergunta.

Apavorado, Zenigata se abaixa diante de Fujiko e começa a fazer uma oração  pela alma de Lupin. Zenigata segue firme  na oração e ouve mais uma vez a voz de Lupin:

– Eu morri por sua culpa, Tiozão.

– Eu só cumpri meu dever quando prendi você, além disso foi Jigen quem o denunciou. Diz Zenigata olhando para trás e vendo Lupin sorrindo.

– E aí, Tiozão?

Zenigata desmaia com o susto. Jigen se aproxima de Zenigata e diz a Lupin:

– Essa brincadeira foi longe demais. O Tiozão passou mal. Alguém chame um médico.

– Lupin! Que mal gosto aparecer no no meio do seu velório, pode traumatizar o Júnior. Um absurdo você deixar o bebê e eu abandonados com apenas  cinco milhões de dólares americanos por mês. Diz Fujiko.

– Sentiu a minha falta, Fujiko querida? Diz Lupin entregando uma rosa a Fujiko.

Zenigata acorda e percebe que está em um quarto. O ex-inspetor dá um suspiro de alívio e diz a si mesmo:

– Ainda bem que tudo não passou de um sonho.

Porém Zenigata se depara com um sorridente Lupin:

– Olá, Tiozão!

Zenigata dá um grito de pavor e Jigen entra no quarto e repreende Lupin:

– Chega de bancar o fantasma, se não você vai matar o Tiozão do coração.

Lupin dá uma risadinha divertida e Zenigata se recomponhe.

– Então você está mesmo vivo? Como você conseguiu fugir da prisão secreta? Pergunta Zenigata  dando beliscão em Lupin que dá um grito de dor.

Jigen dá uma gargalhada com a cena e Lupin tenta dar um cascudo no companheiro, quando Goemon diz:

– É melhor você explicar ao senhor Zenigata o que está acontecendo e assim ajudar os leitores a entenderem toda situação.

– Tem razão, Goemon. Pra isso vou usar o recurso do flashback.

Lupi começa a contar tudo o que aconteceu a Zenigata:

“ Há três anos eu estava relaxando em um resort quando eu li num portal de internet sobre Hilda Jabs e o marido dela, um sujeito chamado Franz.

Assim que eu vi o sujeito o reconheci como um dos caras que atacaram o império Lupin. Ele resolveu me atrair revelando que tinha o diário onde meu avô tinha anotado os nomes de todos os descendentes do clã Lupin e também alguns dos esconderijos da fortuna dos Lupin.

– Eu vou pegar  esse diário de volta. Eu jurei.

Então eu liguei pro Jigen para ajudar no trabalho e ele aceitou de cara. Jigen  atendeu ao meu chamado e fez uma reverência humilde e disse:

– Obrigado por me chamar, Lupin. Em honra a nossa amizade eu farei esse trabalho de graça e o protegerei com a minha vida.”

Jigen dá um cascudo em Lupin e interrompe a história:

– Pare de inventar bobagens, eu não falei nada disso. E nunca faria uma reverência pra você.

– Não precisava me bater! Reclama Lupin começando uma pequena briga física com Jigen.

– Lupin foi atraído pelo diário do avô, mas história toda era um blefe para que o tal Franz matasse a esposa e Lupin levasse a culpa pelo assassinato.  Diz Goemon.

– Você destruiu o meu flashback perfeito. Eu vou lembrar disso, Goemon. Reclama Lupin.

– Os leitores modernos não têm paciência para um flashback cheio de bobagens. Retruca Goemon.

– Mas como você fugiu da prisão secreta, Lupin? Pergunta Zenigata.

Lupin olha para Goemon e diz:

– Pode deixar que eu mesmo conto. Será muito rápido e certa pessoa não precisará interromper outra vez. 

– Eu só quis deixar essa fanfic mais dinâmica. Retruca Goemon.

– Chega! Agora eu vou contar como fugi da prisão. 

– Vamos, Lupin! Conte essa história de uma vez.

Lupin então começa a fuga:

“ Como eu cheguei à prisão de olhos vendados, deduzi que fui mandado para a Ilha da Perdição, perto de Marselha, vizinha à lendária Ilha de Montecristo.

 Fiquei em uma solitária completamente isolada do mundo, onde eu não tinha contato nem mesmo com outros presos. A porta da cela era transparente e eu só tinha privacidade para ir ao banheiro. 

Então eu me lembrei do grandioso Conde de Montecristo e decidi que fugiria como ele, ou seja morrendo.”

Zenigata interrompe Lupin e diz:

– Eu ouvi dizer que os presos desse lugar são incinerados quando morrem.

Lupin começa a relatar o que aconteceu:

“ Exatamente. Então lembrei do livro de regras do vovô onde dizia que todo preso deixa a prisão quando morre e ensina a técnicas para simular a morte.Então usei algumas aranhas e escorpiões que estavam na minha cela. 

Deixe eles me picarem e logo adoeci de verdade. E como eu imaginava o jovem médico da prisão veio me atender, mas eu recusei o tratamento e ele foi se queixar com o diretor da prisão. 

Eu sabia que o diretor  queria mais que eu morresse e recusaria me mandar pra um hospital.  O jovem doutor indignado saiu da prisão disposto a ir à imprensa.

O diretor quis apressar as coisas e mandou uns guardas me matarem na cela e eu cuidei deles usando os meus escorpiões e aranhas treinados. É claro que eu peguei a arma de um dos guardas. É claro que Jigen já tinha se infiltrado na  prisão disfarçado de guarda.

Fui atrás do diretor para conseguir escapar. Assim que entrei na sala do diretor e cheguei a tempo de salvar a vida do médico.

Então  o diretor tentou atirar em mim, mas eu fui mais rápido. Aproveitei e tomei o lugar dele e mandei chamar Goemon para entregar as minhas cinzas.”

– Ei, Lupin. Explique logo pro Tiozão porque eu denunciei você à polícia, as pessoas estão confusas, achando que eu sou um traidor. Diz Jigen.

– Ah sim. A senhora Hilda Jabs contratou os meus serviços quando descobriu que o ex-marido era um líder neonazista. Só que eu precisava que tudo fosse o mais real possível, por isso deixei o Jigen ser enganado pela câmera. Ele caiu direitinho.Diz Lupin rindo.

– Idiota! Eu devia ter deixado você na prisão com aquele diretor psicopata. Diz Jigen. 

– Eu agradeço a você por ter atendido ao meu chamado, Jigenzinho.

– Eu só descobri a verdade um ano depois quando fui visitar Goemon. Tem ideia do que eu senti entregando meu melhor amigo à polícia? Ninguém no submundo queria meus serviços. Diz Jinge.

– Não exagera. Isso é só uma fanfic e não um filme filosófico e tals. Retruca Lupin.

– Mesmo assim, a irmã da senhora Hilda Jabs está morta. Diz Zenigata.

Hilda e Sônia entram no templo. Hilda que na época dos acontecimentos estava grávida traz consigo a filha e diz:

– Peço perdão, senhor Zenigata. Fui eu que arquitetei com Lupin todo o plano. Graças a Deus Lupin teve tempo de trocar as balas da arma do falso Lupin que meu ex-marido contratou.

– De qualquer forma o tal Franz saiu impune e agora já deve estar aproveitando os tesouros dos Lupin e caçado os descendentes. Diz Zenigata.

– Na verdade eu deixei um presentinho pra ele na América do Sul. Diz Lupin com um sorriso malicioso.


Três anos antes, logo  após a prisão de Lupin e do assassinato da esposa Franz ;que na verdade tem o sobrenome Heinzen, chega com seus capangas numa ilha próxima à costa brasileira.

– Segundo o diário de Arsene Lupin, essa ilha é onde está a maior parte do tesouro do antigo império Lupin. Procurem e cada um ganhará a metade do que encontrar. Diz Fraz.

Os homens correm pela ilha destruindo as plantas e cavando em todos os lugares. Logo Franz avista uma casa e grita para os homens seguirem até lá.

Todos correm como uma manada descontrolada de gado e entram na casa e começam a quebrar as paredes com pás, picaretas e até com armas de fogo.

De repente uma grande explosão faz a ilha sumir do mapa.


Zenigata fica chocado  com toda a história que ouviu e diz:

– Lupin, você está preso!

Lupin ri e retruca:

– Você não pode me prender, Tiozão. Você não é mais policial. E você ficou solteirinho enquanto todo mundo se casou. Agora eu vou embora cuidar da minha vida, pois agora sou um homem de família cheio de responsabilidades com minhas seis mulheres e dois filhos.

– Como é que é Lupin, seu pervertido? Diz Fujiko entregando Junior no colo de Lisa e pegando um grande rolo de macarrão.

Lupin sai correndo com Fujiko o perseguindo.

– Calma, Fujiko querida. Você é uma das únicas mulheres da minha vida. Goemon, Jigen me ajudem! Grita Lupin correndo para tentar fugir de Fujiko.


De repente Zenigata ouve o chefe da Interpol gritando:

– Dormindo em serviço, Zenigata? É por isso que você nunca consegue prender Lupin.

– Então tudo não passou de um sonho? Eu ainda trabalho no caso Lupin e na Interpol? Diz Zenigata.

– É claro que trabalha aqui, por enquanto. Se eu lhe pegar dormindo em serviço mais uma vez, eu o rebaixo para cuidar dos papéis do arquivo. Diz o chefe.

Zenigata dá um grande beijo na bochecha do chefe e sai cantando feliz pelos corredores da sede da Interpol.

– Depois desse sonho incrivelmente elaborado estou mais confiante que preciso prender Lupin.

– O que deu nele? Pergunta o chefe da Interpol a Yata que vem passando.

– Vai ver que ele descobriu um jeito de finalmente prender Lupin. Diz Yata.

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