O berço de Lupin

 Sinopse: Kyousuke Mamo volta no tempo disposto a atacar Lupin, enquanto ele é um bebê.

Personagens: Kyousuke Mamo, Lupin III, Lupin II, Aresene Lupin, personagens originais.

Categoria:Anime/mangá:Lupin III;Gênero: Humor/paródia/suspense;Classificação:12 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O berço de Lupin

Kyousuke Mamo consegue chegar à grande mansão Lupin. Kyousuke decide voltar ao passado para  acabar com Lupin III, quando ele ainda é um bebê. O vilão toca a campainha e quem vem atender é uma mulher loira e alta, cujo vestido tem um decote generoso.

– E você quem é? Pergunta a moça.

– Eu vim pela vaga de governanto. Diz Kyousuke.

– Você é a nova governanta? Mas você é um homem? Diz a moça realmente chocada.

– Marlene? O que está acontecendo aí? A senhora precisa da sua ajuda com menino. Diz Lupin II se aproximando.

– É que um homem veio preencher a vaga de governanta. Diz Marlene.

– Não se preocupe, Marlene. Todos nós somos livres. É o poder das flores. Diz Lupin II.

– O que ele quer dizer com isso? Resmunga Kyousuke.

Arsene Lupin entra na sala se apoiando em uma bengala e pergunta:

– O que está acontecendo aqui?

– Esse homem quer ser a nova governanta. Diz a babá.

– Eu realmente não entendo esse mundo cheio de hippies. Na minha época só moças bem instruídas se candidatavam à vaga de governanta, mas os tempos são outros. Diz  Arsene. 

– Na verdade, eu sou um governanto. Diz Kyousuke.

Lupin II dá uma tapa nas costa de Kyousuke e diz:

– Não fique constrangido, eu aceito o seu modo de vida. Meu pai é muito careta. Tem ideias do século passado.

Kyousuke finalmente entende o que Lupin II está pensando e diz:

-Acho que o senhor está enganado, senhor Lupin Segundo. Eu não sou como o senhor está pensando, eu estou aqui apenas pelo emprego.

– Tudo bem cara. O mundo é livre. Viva a paz e o amor sem fazer guerra. Diz Lupin II.

Arsene Lupin sai da sala resmungando:

– Espero que o meu neto não fique assim quando crescer.

– Ei! Colet, manda a minha mulher vir aqui conhecer a nova governanta. Como é seu nome mesmo? Diz Lupin II a uma empregada que vem passando.

– Kyousuke Mamo. É um nome japonês, senhor Lupin Segundo.

– Ah! Saquei! Vocês lá no Japão tem governanto invés de governanta. Tudo bem, nessa casa respeitamos as diferenças culturais.

– É isso mesmo. É um costume nosso lá no Japão.

A esposa de Lupin II surge no topo da escadaria, mas Kyousuke não consegue ver o rosto dela, mas percebe o belo corpo dela por causa do vestido curto.

– Então você já escolheu a nova governanta, querido. Suba, preciso de você no quarto agora. Diz a senhora Lupin II.

Lupin II sobe as escadas correndo e segura a esposa no colo. 

– Não é à toa que Lupin é do jeito que é. Murmura Kyousuke.

A babá sobe as escadas  e Kyousuke a segue. Marlene acha estranho o comportamento de Kyousuke e diz:

– Por que está me seguindo?

– É que eu ouvi sobre um bebê e eu gostaria de vê-lo. Eu adoro bebês. Diz Kyousuke reprimindo a intenção maléfica com um sorriso.

– Está bem. Eu tenho mesmo que dar de mamar ao jovem mestre. 

Kyousuke vai com a babá até o quarto do pequeno Lupin. O quarto do bebê Lupin não é muito diferente do quarto de outros recém nascidos, a não ser por alguns desenhos de bichinhos roubando cofres e um móbile de berço com ursinhos mascarados segurando sacos de dinheiro.

– Essa gente é realmente má influência. Resmunda Kyousuke.

Marlene tira o pequeno Lupin do berço e troca a fralda dele e diz:

– Está na hora de mamar, jovem mestre.

Kyousuke cobre a vista quando vê Marlene abrir a blusa, porém ela só pega uma mamadeira e começa a alimentar o bebê Lupin. 

– Está na hora da novela da tarde. Vou ligar a TV. Segura ele pra mim, governanto. Diz Marlene entregando Lupin a Kyousuke.

Assim que a babá sai, Kyosuke dá um sorriso maníaco para Lupin, porém o bebê dá uma risadinha alegre.

– Que fofo! Diz Kyousuke encantando com o bebê. 

A mãe de Lupin entra no quarto e surpreende Kyousuke segurando a criança.

– O que está fazendo, senhor governanta? 

– Bem… A babá teve que ir ao banheiro e o bebê acordou assustado e eu o peguei no colo. Mente Kyousuke entregando Lupin no colo da mãe.

– Muito obrigada, senhor governanta. Ele é o meu anjinho. Temo que talvez ele não suporte as expectativas do pai e do avô para se tornar um grande ladrão como eles.

Lupin sorri para a mãe que tem o rosto encoberto por um longo cabelo preto.

Kyosuke então tem uma ideia que julga brilhante.

“ Talvez eu não precise mesmo matar Lupin e ter minha imagem arranhada no século XXI, onde as pessoas gostam de um negócio chamado empatia. Vou ensinar a Lupin que roubar é errado e assim Lupin XIII não cruzará o meu caminho e meu clã será salvo de uma maneira mais fácil.”

Na manhã seguinte Kyousuke está trabalhando e tudo parece tranquilo até Lupin II entrar  em casa e anunciar a Arsene Lupin:

– Encontrei um objeto muito legal, coroa. Tá lá no jardim. Você também pode vir,Senhor governanta.

Kyousuke mal pode acreditar quando vê a máquina do tempo no jardim dos Lupin.

– Olha só o que eu achei, pai. Aposto que você nunca roubou algo tão legal assim. Diz Lupin II.

– O que é essa coisa em forma de ovo, Segundo? Diz Arsene.

– Eu acho que é um carro, porque tem uns painéis e um negócio tipo marcha ou um volante. Não vamos atribuir rótulos a essa coisa. A coisa será o que a gente quiser. Tenho certeza que é uma grande preciosidade. Responde Lupin II.

– É uma máquina do tempo! Grita Kyousuke. O cientista tampa a boca com a mão depois de perceber a besteira que fez.

– Gostei dessa ideia, senhor governanta. Vou guardar a máquina do tempo no cofre dos Lupin. Nenhum ladrão conseguiu abrir aquele cofre, porque só os Lupin tem o talento natural e a técnica pra fazer. Diz Lupin II levando a máquina do tempo até o cofre.

Kyousuke entra na casa sem saber como recuperar sua máquina quando Lupin vem engatinhando até ele e estende os bracinhos querendo brincar. 

Kyosuke pega Lupin no colo e logo a babá entra na sala com uma expressão de fúria.

– Como pôde fazer isso, senhor governanta? Vou contar aos patrões.

– Do que você está falando, Marlene? Pergunta Kyousuke recebendo uma bofetada.

Marlene tira do bolso de Kyousuke uma calcinha de renda cor-de-rosa. A babá pega Lupin no colo e o bebê sorri para Kyousuke. O cientista logo percebe que foi Lupin o autor do roubo.

– Não fui eu. Foi o bebê. Diz Kyosuke.

Marlene  dá outra tapa no rosto de Kyousuke que quase cai no chão

– Além de pervertido é covarde. Tentando colocar a culpa no inocente jovem mestre. Diz Marlene pegando Lupin no colo. O bebê se esfrega nos seios da babá, deixando Kyousuke chocado.

“ É cada uma que me acontece. Agora eu tenho que pensar num meio de recuperar a minha máquina do tempo e dar o fora daqui.  Essa gente é louca,não é à toa que Lupin é um monstro.”

Kyousuke espera até a madrugada para ir até o cofre dos Lupin pegar a máquina do tempo de volta. Com muito cuidado, Kyosuke vai até o subterrâneo da mansão.

Kyousuke finalmente chega ao subterrâneo e quando se aproxima do cofre encontra o bebê Lupin engatinhando.

– Como é que você veio parar aqui, Lupin? Onde estão a babá e seus pais? Mas que gente mais irresponsável.

Lupin bate palmas e dá uma risadinha fofa se divertindo com as caretas de Kyousuke. 

Kyousuke Mamo começa a andar  de um lado para o outro tentando descobrir como abrir o cofre.

Lupin engatinha até a porta do cofre e Kyousuke diz:

– O que está tentando fazer? Você quer abrir o cofre?

Lupin bate palminha e sorri alegre gostando da brincadeira.

– Talvez ele possa mesmo abrir o cofre. Resmunga Kyousuke.

Kyousuke pega Lupin no braço e deixa o pequeno inimigo colocar as mãos no cofre. Lupin começa  brincar com botão de combinação do cofre e em poucos segundos consegue abrir o equipamento.

– Muito bem, Lupin. Você é um gênio. Diz Kyousuke correndo para a máquina do tempo.

Lupin começa a chorar e chama atenção dos pais e do avô que ficam orgulhosos da proeza do bebê.

– Nosso filho será um ladrão lendário. Diz a mãe cheia de orgulho.

– Ainda bem que o clã Lupin sobreviverá, apesar de tudo. Diz Arsene Lupin.

– O que você quer dizer com isso, coroa? Questiona Lupin II.

Kyousuke Mamo está na máquina do tempo viajando para algum lugar onde possa relaxar, quando se dá conta de que ele ensinou Lupin a roubar.

– Não é possível que eu tenha feito isso. Já sei, deve ser um sonho. Quando eu acordar estarei no hospital psiquiátrico e tudo ficará bem. Diz Kyousuke a si mesmo tentando se acalmar.

Kyosuke aparece no jardim do hospital psiquiátrico e um enfermeiro o cumprimenta:

– Olá, senhor Kyosuke Mamo. De volta de mais uma viagem pelo tempo?

– Na verdade eu estou apenas sonhando, Kazuma. Isso é apenas um sonho.

– O pobre sempre volta pior dessas viagens no tempo. Comenta o enfermeiro com uma colega.

Num lugar distante da clínica psiquiátrica, Jigen serve o jantar aos companheiros de gangue e diz:

– Você nunca contou pra gente qual foi seu primeiro roubo, Lupin.

– Eu não lembro direito. Mas a mamãe falou uma vez que foi quando eu tinha apenas um ano de idade e consegui abrir o cofre dos Lupin. Responde Lupin.

– Inacreditável. Diz Goemon.

Nota da autora: Essa fanfic é uma pequena paródia de O berço do mal, episódio de Além da Imaginação que eu assisti outra vez recentemente. Coloquei Kyosuke Mamo como protagonista, porque achei que combinava com esse tipo de história, além de ser meu vilão favorito da franquia.

Espero que gostem.

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