Resumo: Jigen e Fujiko são capturados pelo serviço de inteligência de um país com a ajuda de Zenigata. Para libertar o amigo e amada, Lupin terá que abrir mão de uma grande reliquía da família.
Personagens: Lupin, Goemon, Fujiko, Jigen, Zenigate e personagens originais.
Catagoria: Anime/mangá: Lupin III; Gênero:Humor/paródia; Classificação:10 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.
O Exótico Tesouro de Lupin
Num reino chamado Eurotrópico o chefe da inteligência entra numa reunião, onde o rei Gerad, o governante do país, está com os ministros falando sobre as finanças do país.
– Talvez o senhor deva cortar seus gastos com roupas, majestade. Diz o ministro da economia.
– Que absurdo! Eu quero uma ideia melhor agora mesmo. Exige o rei.
– Eu tenho a solução,majestade. Descobri que existe um tesouro maravilhoso deixado pelo grande ladrão Arsene Lupin. Diz o chefe da Inteligência.
O rei fica bastante interessado e pergunta:
– Onde está esse tesouro maravilhoso?
– Numa ilha cuja localização é mantida em segredo pelo descendente mais famoso de Arsene Lupin, Lupin Terceiro. Não se preocupe, logo esse grande tesouro pertencerá ao povo de Eurotrópico. Mandei meus homens se juntarem à Interpol para capturar Lupin e os comparsas dele. Assim faremos que Lupin nos dê o tesouro em troca da própria liberdade. Diz o chefe da Inteligência.
– Isso parece perfeito. Diz o rei sorrindo só de imaginar os bilhões que conseguirá.
– Mandei chamar um policial japonês que é o maior especialista em Lupin Terceiro do mundo, o inspetor Zenigata.
Dias depois Jigen está fumando tranquilo em um bairro obscuro de Nova York, quando é cercado e rendido por policiais.
– Você está preso, Daisuke Jigen. Diz Zenigata surgindo das sombras.
Fujiko sai de uma joalheria e Zenigata a algema e diz:
– Você está presa por seus inúmeros crimes, Fujiko Mine.
Lupin está em um esconderijo no Japão com Goemon quando vê o chefe da Inteligência eurotropeia na TV ao lado de Zenigata. Zenigata toma à frente e grita:
– Lupin! Eu prendi seus parceiros Jigen e Fujiko. Entregue-se e posso pensar em soltá-los, pois são peixes pequenos.
Jigen e Fujiko são filmados com pulsos e tornozelos algemados.
– Como Tiozão pôde se rebaixar assim, sequestrando a Fujik querida e o Jigen? Diz Lupin.
– É óbvio que é uma armadilha.
– Sim, exatamente como eu previ que aconteceria. Parece que o tal rei de Eurotrópico já sabe do formidável tesouro que o meu avô deixou numa ilha secreta.
– Você é mesmo um homem pervertido para criar um plano desses. Diz Goemon.
– Eu sei. Mas você vai me ajudar, não é, Goemozinho?
Goemon sorri e retruca:
– Sempre é divertido brincar com a vaidade de um homem tolo.
– Exatamente. Esse rei é um safado que tira o dinheiro do povo para gastar com roupas caras. Vamos roubar o tesouro nacional de Eurotrópoico e entregar ao povo, claro que teremos uma pequena comissão. Diz Lupin.
No dia seguinte Lupin e Goemon vão até a sede da Interpol e se entregam. Zenigata se aproxima indignado e puxa o rosto de Lupin, enquanto grita:
– Não pense que eu vou cair nos seus truques.
– Pare com isso, Tiozão. Tá doendo. Reclama Lupin.
– Então é você mesmo?
– Sim, vim me entregar, mas em troca quero ver a minha querida Fujiko e Jigen. Diz Lupin.
O chefe da inteligência surge vem até o pátio da Interpol e diz:
– Você os terá de volta e ainda ficará livre se nos entregar o tesouro secreto que Arsene Lupin deixou para você. Imagino que seja uma troca bem justa. Eu sou, Gary,chefe da Inteligência de Eurotrópico.
– Era só isso? Eu quero a permissão para levar Goemon comigo. Garanto que trarei o tesouro mais valioso do clã Lupin, mas antes gostaria que você libertasse a minha Fujiko querida e o Jigen.
– Isso não será possível. Jigen e Fujiko continuarão presos nas celas especiais, mas como um gesto de boa vontade, vou deixar que os veja pelas câmeras.
Lupin vê a imagem de Jigen e Fujiko em celas separadas e pede para falar com os companheiros.
– Eu quero falar com eles. Diz Lupin.
O chefe da Inteligência de Eurotrópico liga o sistema de microfone de som das celas de Fujiko e Jigen e deixa Lupin falar com eles.
– Aguentem firme, Jigen e Fujiko querida. Eu vou entregar o tesouro mais valioso do meu clã em troca da liberdade de vocês. Goemon e eu vamos buscar o tesouro agora mesmo. Diz Lupin.
Zenigata questiona o chefe da Inteligência:
– Vai mesmo fazer isso?
– Sim, vou soltar os membros da gangue de Lupin e o senhor faça com Lupin o que achar melhor, depois que ele entregar o tesouro. Responde o Gary.
– Estou decepcionado com você, senhor Zenigata. Diz Goemon saindo com Lupin para pegar o tesouro.
– Não pensem que eu vou me sentir culpado. Com vocês vale tudo. Grita Zenigata.
Horas depois Lupin e Goemon voltam trazendo um enorme baú. Gary e seus comandados se aproximam.
– Muito bem, Lupin. Entregue o tesouro. Diz Gary.
– Eu só entregarei esse tesouro raro nas mãos do rei. Segundo as instruções dadas pelo vovô, esse tesouro só pode ser entregue a pessoas muito inteligentes. Ele até pode provar a eficiência de uma inteligência artificial. Diz Lupin.
– Eu mesmo não pude crer quando vi que o avô de Lupin tinha esse tesouro. O senhor Arsene Lupin era mesmo um grande mestre ladrão. Diz Goemon emocionado.
– Está bem, levarei você ao rei. Concorda Gary.
Zenigata fica emocionado com a fidelidade de Lupin aos companheiros e diz:
– Lupin, você vai mesmo entregar o tesouro mais valioso da sua família por seu amigo e a mulher traiçoeira que você ama? Por causa disso eu vou soltar Jigen e Fujiko.
– Na verdade eles também vão comigo para entregar meu tesouro ao rei. Diz Lupin.
Mais tarde todos seguem para Eurotrópico. Horas depois o rei Gerad vem receber Lupin e gangue no grande salão real, junto com sua grande comitiva.
– Muito bem, Lupin. Eu estou aqui como você pediu. Mostre agora mesmo o tesouro dos Lupin. Ordena o rei.
– Com todo o prazer, majestade. Jigen, Goemon, tragam o tesouro.
Lupin pega a chave com um gesto solene e começa a abrir o baú que tem várias trancas e combinações.
– Ei, Lupin. O que tem aí? Pergunta Zenigata sem conseguir controlar a curiosidade.
– Apenas observe. Diz Goemon.
Lupin finalmente abre o baú e tira algo de dentro. Todos no salão ficam boquiabertos sem dizer uma palavra, até que Zenigata quebra o silêncio:
– Não tem nada aí!
– Pelo contrário, esse é o tecido que contém a sabedoria de Confúcio e só os mais inteligentes podem ver. Como o grande rei Gerad cumpriu com a palavra e libertou minha querida Fujiko e Jigen, eu mesmo quero fazer um traje para ele com esse tecido especial que meu querido avô deixou pra mim. Diz Lupin como se segurasse um grande tecido.
– Pra mim é uma grande honra tocar nesse tecido tão nobre. Diz Goemon.
Fujiko se aproxima do rei e diz:
– Tenho certeza que o rei ficará muito sexy com uma roupa feita com esse tecido.
Jigen puxa Lupin pelo braço e cochicha:
– Que história é essa?
Lupin dá uma risada e diz em voz alta:
– O Jigen também não consegue ver.
– Isso eu já esperava. Ele sempre foi bronco mesmo. Diz Fujiko.
– Hum! Que idiotice. Resmunga Jigen.
Lupin se aproxima do rei e diz:
– Quero que Vossa Majestade assista a confecção do seu terno especial.
– Está bem. Mas eu quero escolher o modelo do terno. Diz o rei.
– Será uma honra, confeccionar um terno para um rei tão inteligente. Meus ancestrais terão muito orgulho de mim. Diz Goemon.
Algumas horas depois o rei acompanha através das câmeras de seus aposentos, Lupin e Goemon costurando, enquanto Jigen os ajuda sem muita vontade.
Fujiko fica ao lado do rei e diz:
– Não vejo a hora do senhor vestir esse terno.
Enquanto isso, Zenigata anda de um lado para outro na sala de vigilância da capital.
– Deve ter algum truque nesse tal tecido que Lupin trouxe pra cá. O que ele pretende com isso? Diz Zenigata a si mesmo.
– Com certeza ele viu o quanto nosso rei é inteligente e quer exaltá-lo. Responde Gary assustando Zenigata.
Três dias depois, Lupin, Goemon e Jigen vão até os aposentos do rei Gerad. Lupin toma a frente e entrega o novo terno ao rei no porta terno e diz:
– Viemos entregar o terno que só aparece diante de olhos inteligentes e pode até mesmo descobrir se a inteligência artificial realmente funciona.
O rei abre o porta terno e não vê nada e diz contrariado:
– O que é isso significa?
– Não gostou do terno majestade? Não me diga que não está vendo? Diz Lupin.
– É claro que eu estou vendo só não gostei da cor. Diz o rei tentando disfarçar.
– Vamos, majestade. Eu quero ver como o senhor fica sexy nesse terno especial. Diz Fujiko deixando o rei ver o decote dela.
– Eu vou trocar imediatamente e testarei a inteligência de todos os que me cercam e até mesmo do povo.
O rei vai para o quarto de vestir e logo surge diante de todos apenas de cueca.
– E então o que acham do meu novo terno?
Fujiko se adianta e diz:
– Ficou perfeito. Nunca vi um terno com um caimento tão bom. O senhor não deseja uma rainha,majestade?
– Ficou incrível. Sei que o orgulho é uma paixão abominável para um samurai,mas creio que trabalhei muito bem. O terno está perfeito em Vossa Majestade. Diz Goemon.
– Eu também trabalhei duro, Goemon. O terno só ficou assim perfeito porque eu trouxe o tecido que o vovô deixou pra mim. Diz Lupin.
– Muito obrigado, Lupin. Você e sua gangue poderão deixar o país quando quiserem. Agora vou testar meu terno com a inteligência artificial. Diz o rei.
O rei Gerad segue pelo corredor que conduz até o cofre do palácio real e a inteligência artificial faz a leitura. O rei pergunta à inteligência artificial:
– O que acha do meu terno novo?
As câmeras filma o rei de cima a baixo e a inteligência artificial responde:
– Nenhuma roupa foi detectada.
– Eu sabia! A inteligência artificial é uma tolice. Diz o rei que em seguida manda desligar todo o sistema de inteligência artificial do país.
Lupin, Jigen e Goemon aproveitam para se aproximarem do cofre do palácio real. Enquanto Fujiko segue com o rei.
O rei vai ao encontro de Gary e Zenigata e pergunta:
– O que acharam do meu terno novo?
– Vossa Majestade está muito elegante. Diz Gary apressando-se em elogiar o rei.
– O senhor não tem vergonha, majestade? Sair por aí apenas de cueca. Diz Zenigata.
– Veja só, senhorita Fujiko. Um ignorante desses na Interpol. Inspetor Zenigata, vou falar com seus superiores sobre a sua ignorância. Diz o rei.
– Eu não sou nenhum ignorante. Isso só pode ser um truque do Lupin. Diz Zenigata.
– Vai ver que sua obsessão por Lupin é que o deixou ignorante. Provoca Fujiko.
– Eu devia lhe prender por desacato, Fujiko. Grita Zenigata irritado.
– Não fale assim com a minha futura rainha. Diz o rei Gerad.
– Quer saber de uma coisa? Eu vou embora e tomara que Lupin roube toda sua fortuna, rei Gerad. Diz Zenigata indo embora.
Enquanto isso, Lupin, Jigen e Goemon tiram todos os tesouros do cofre do rei.
– Ei, Lupin. Vamos deixar esse tesouro para o povo. Diz Jigen.
– Tem razão, Jigen. Na verdade, eu vou deixar uma parte com o povo.
– É o certo a fazer. Concorda Goemon, escondendo algumas pepitas de ouro no quimono.
Os três vão saindo do palácio por uma passagem secreta e encontram Fujiko.
– Olá, rapazes. Vocês não estão pensando em ir embora sem mim, não é?
– É claro que não, Fujiko querida. Diz Lupin oferecendo os lábios para Fujiko beijar.
Fujiko dá um beijo em Lupin e pega algumas jóias do paletó dele.
Lupin e gangue vão para um helicóptero preparado para a fuga. No momento em que Lupin e a gangue sobrevoam a praça central do capital de Eurotrópico, o rei Gerad faz um pronunciamento diante de todo o povo para mostrar seu novo terno.
– Quero provar a vocês meu intelecto superior com meu terno que só pessoas inteligentes podem ver. Ele foi feito com um tecido que o próprio Confúcio fabricou.
O povo elogia a roupa nova do rei até que uma criança da plateia grita:
– O rei tá só de cueca.
Nesse instante Lupin joga o tesouro real sobre o povo e o rei fica desesperado.
Dias depois Lupin está com a gangue no resort e Jigen lê sobre a deposição do rei de Eurotrópico e comenta com os amigos:
– Parece que o tesouro que deixamos para o povo foi de muita ajuda.
– Bem, na verdade, eu peguei algumas jóias pra mim. Não é que eu não me importe com o povo, mas eu também sou uma sofrida mulher do povo, não é mesmo Lupin? Diz Fujiko.
– Verdade, Fujiko querida. Na verdade Jigen, eu também peguei uns dois ou três diamantezinhos. Diz Lupin.
– Eu peguei algumas pepitas de ouro como pagamento pelas horas que passei costurando o terno do rei. Diz Goemon.
– Mas você não costurou nada, aquele tecido foi uma invenção do Lupin. Diz Jigen.
– E você, Jigen? Não pegou nada? Pergunta Fujiko.
– Bem, eu coloquei uma ou duas pedrinhas preciosas no meu chapéu, mas depois eu percebi que tinham mais que duas ou três pedras preciosas. Responde o atirador.
– Afinal de contas, somos ladrões e não comunistas. Diz Goemon.
– Mas se a gente continuar mentindo assim, vai acabar na política. Diz Lupin.
Todos os membros da gangue dão uma boa gargalhada com o comentário de Lupin.

