Magnum 357 e a Rosa Branca da Vingança Parte II
Zenigata percebe uma emprega se afastando e joga um par de algemas nos pulsos dela e grita:
– Parada, Fujiko Mine! Você está presa como cúmplice de Lupin e para servir de isca para capturar ele finalmente.
A empregada dá um grito de surpresa e quando Zenigata se aproxima vê que não é Fujiko e belisca o rosto da mulher para tirar a máscara.
– O que pensa que está fazendo, senhor? Vou lhe processar. Diz a empregada.
Fujiko ri assistindo a cena e logo escapa sem que ninguém a perceba disfarçada de policial masculino.
Jigen volta ao esconderijo e encontra Goemon meditando em posição de lótus.
– Conseguiu convencer a sua namorada a não matar o tal mafioso? Pergunta Goemon de olhos fechados.
– Quem se importa? Uma mulher é sempre traiçoeira. Retruca Jigen.
– Que frase mais misógina, Jigen. Diz Fujiko chegando ao esconderijo.
Fujiko tira a mścara que usou para se disfarçar de policial e Lupin entra na sala e tenta abraçar a amada.
– Fujiko querida! Você tá muito sexy com esse uniforme policial. Você podia ter escolhido algo mais curto pra eu ver o seu bumbum lindo. Vamos agora mesmo pro quarto resolver isso. Diz Lupin.
Fujiko pega um cacetete e bate na cabeça de Lupin.
– Pervertido! Diz Fujiko irritada.
– As mulheres não têm senso de humor. Murmura Lupin meio grogue.
– Oi, Fujiko. O que você descobriu sobre a segurança do tal de Lino Tito? Pergunta Jigen.
– Esse cara tem todas as informações sobre a gente e até como agiremos. Provavelmente ele já sabe que estive na casa dele e que Lupin vai participar do coquetel para ver se tem alguma falha de segurança. Explica Fujiko.
– Ele já sabe até que você fugiu disfarçada de policial, Fujiko querida e o Zenigata já mandou alguns policiais nos vigiarem de perto. Nós vamos antecipar as coisas. Vamos agir durante o coquetel. Diz Lupin animado.
– Ei, Lupin. Você acha que isso é realmente prudente? Pergunta Jigen.
– É claro que não é por isso que é tão divertido. Afinal vocês estão comigo pela diversão, não é mesmo?
– Não se confunda, Lupin. Eu só vim por dinheiro. Retruca Fujiko
– Não seja tímida, Fujiko querida. Confesse seu amor diante dos nossos amigos. Insiste Lupin.
– Não seja ridículo. Diz Fujiko.
– Por que não deixa de idiotices e conta o seu plano. Diz Goemon.
– Tem razão, Goemon. Eu acabei de ter uma ideia que nem mesmo esse mafioso metido a sabichão pode imaginar. Diz Lupin.
Chega a noite do coquetel e Zenigata está de prontidão caminhando entre os convidados, quando percebe Fujiko usando um lindo vestido vermelho conversando animada com um velho milionário.
Zenigata se aproxima de Fujiko e diz:
– Você está presa. Agora venha em silêncio.
– Isso é ilegal, seu trapaceiro. Reclama Fujiko.
Zenigata algema Fujiko e a retira do salão de festas. O inspetor entrega Fujiko aos policiais e diz:
– A vigiem para que ela não chame a atenção de Lupin e dos outros.
– Certo, inspetor. Diz um policial.
– Isso não vai ficar assim, Lupin vem me salvar como sempre. Diz Fujiko.
Zenigata pega um lenço e amordaça Fujiko.
– Fique quieta! Ainda não quero que Lupin saiba da sua prisão. Vou pegar todos vocês de uma vez. Diz Zenigata.
Outro policial se aproxima e avisa:
– Acabei de ver Goemon na cozinha disfarçado de cozinheiro.
– Ótimo! Vamos prendê-lo agora mesmo.
Zenigata manda os outros policiais vigiarem Fujiko e vai até a cozinha com o outro policial.
Enquanto Zenigata está no salão, Fujiko começa a se debater para se livrar das cordas e sem querer deixa o decote do vestido mostrar um pouco mais do seio.
Um dos policiais se aproxima para ajudar Fujiko e é nocauteado por um luva de boxe que sai do decote do vestido. O outro policial vem socorrer o colega disposto a agredir Fujiko com a coronha da arma, mas leva um chute certeiro no queixo que o deixa fora de combate.
Fujiko consegue se livrar das amarras e da mordaça, e começa a se despir, revelando ser Lupin.
– Os policiais modernos não sabem como tratar uma dama. Vou me queixar às autoridades. Diz Lupin seguindo para o cofre.
Zenigata e seus comandados entram na cozinha e encontram o chef e os dois cozinheiros amarrados e amordaçado e ordena:
– Eles começaram a agir se espalhem e capturem todos eles!
Zenigata sai da cozinha liderando os policiais e entra no salão central no exato momento em que o apresentador vem até o palco e anuncia:
– Hoje o senhor Lino Tito tem o prazer de apresentar a todos a artista que ele escolheu agenciar. Com você, White Rose, a grande revelação do Blues.
White Rose sobe ao palco, usando um belo vestido vermelho sangue e se aproxima do palco. O público extasiado aplaude com entusiasmo a bela cantora.
White Rose começa a cantar e entreter ao público. Zenigata está acompanhando o show quando percebe Jigen se aproximando do palco e joga as algemas certeiras nos pulsos e a nas pernas de Jigen e se aproxima dele.
– Agora já tenho dois! Comemora Zenigata.
Lupin anda pelos convidados fazendo careta para provocar Zenigata.
– Parado aí, Lupin! Grita Zenigata.
Zenigata joga uma grande algema no pescoço de Lupin e puxa com força, porém ouve um grito feminino. Zenigata puxa o rosto de Lupin e logo descobre que na verdade é Fujiko disfarçada de Lupin e pergunta-se:
– O que está acontecendo aqui?
Zenigata puxa o rosto de Jigen e descobre que na verdade é Goemon e fica mais confuso.
De repente White Rose pega um belo violão acústico branco e diz ao público:
– Agora eu quero anunciar ao público a canção que eu compus especialmente para meu benfeitor Lino Tito. O nome da música é A Balada do Anjo da Morte.
O público fica atento como se esperasse por alguma tragédia. White Rose sorri e com um truque de mágica e faz surgir uma rosa vermelha e joga no colo de Lino.
Lupin chega ao cofre e coloca uma pequena carga de explosivo na porta do cofre,conta até três e aciona o dispositivo e explode a porta do cofre.
O barulho da explosão chega ao salão de festa, causando pânico entre os convidados que começam a correr para se salvarem.
Durante a confusão um policial se aproxima de Zenigata e avisa:
– Explodiram o cofre!
– Maldito Lupin. Grita Zenigata correndo até o cofre.
White Rose aproveita distração dos seguranças de Titio e pega o violão, que na verdade é uma metralhadora disfarçada e atira várias vezes contra o mafioso.
Os seguranças vão revidar os tiros, mas têm as pistolas tiradas na mão por tiros certeiros. Jigen tira a máscara de Goemon e se aproxima de White Rose.
– Você veio me salvar mais uma vez, Jigen. Diz White Rose abraçando Jigen.
A cantora começa a rir e chorar ao mesmo tempo e diz:
– É tão estranho. Eu deveria estar feliz com a morte daquele homem, mas eu não estou.
– Agora você entende o que eu disse? Vá embora para bem longe e tente limpar a sua alma o melhor possível. Diz Jigen dando um beijo na testa da garota.
Zenigata sobe no palco e diz:
– Parados aí Jigen e White Rose. Vocês estão presos pelo assassinato de Lino Tito.
Zenigata vai jogar as algemas, mas Goemon chega as corta e vários pedaços com Zantetsuken e Fujiko joga gás do sono em Zenigata que cai adormecido.
Lupin surge no helicóptero e joga uma corda para os companheiros fugirem. Goemon, Fujiko, Jigen e White Rose sobem no helicóptero.
Fujiko dá um abraço em Lupin e diz:
– Muito bem, Lupin. Mostre o meu anel de noivado.
Lupin tira um anel de pedra azul do bolso e entrega Fujiko. Fujiko olha o anel atentamente e comenta:
– Parece que o mafioso te enganou Lupin, esse anel é de bijuteria.
– Eu sei. Foi a primeira coisa que o vovô conseguiu dar de presente à mãe adotiva. O que vale é o valor sentimental.
– Lupin seu idiota! Diz Fujiko pegando uma marreta enorme.
Lupin corre para pegar um paraquedas e antes de saltar sugere a amada:
– Fujiko, você não devia assistir City Hunter.
– Você me paga seu idiota! Grita Fujiko pegando outro paraquedas para ir atrás de Lupin.
Jigen assume a pilotagem, enquanto White Rose e Goemon se divertem com a cena de perseguição de Fujiko e Lupin.
– Lupin é realmente um idiota. Bem, Jigen, eu já vou. Diz Goemon.
– Você também vai saltar de paraquedas? Pergunta Jigen.
– É claro. Não fiz muita coisa nessa fanfic vou tirar umas férias. Até mais. Diz Goemon saltando.
Algumas horas depois da fuga, Jigen pousa o helicóptero na fronteira e desce com White Rose.
– Você vem comigo, Jigen? Pergunta White Rose.
– Não. Só você pode enfrentar as consequências dos seus atos, eu já tenho meus próprios pecados. Adeus. Diz Jigen entregando a White Rose uma rosa branca e alguns diamantes.
Jigen volta para o helicóptero e vê White Rose conseguindo um táxi para um hotel próximo.
Nota da autora: A segunda e última parte da fanfic. Engraçado é que eu comecei a escrever essa fic no dia em que foi anunciado o falecimento do dublador original do Jigen, que era o último do elenco original. Então fica a homenagem a ele.
Espero que gostem.
