O perfume mais caro tem o aroma da morte Parte II
Zenigata consegue dissipar a fumaça do carro onde estava Lupin e logo constata que não há corpos. Um policial encontra um bilhete com uma caricatura de Lupin escrito “Parabéns por seu trabalho duro, Tiozão”
– Maldito Lupin! Como se atreve a me fazer de idiota?
Zenigata pensa por alguns segundos e grita:
– Todos para a perfumaria Dafne!
Lupin e seus companheiros conseguem entrar na perfumaria Dafne com certa facilidade.
– Isso é muito estranho, parece uma armadilha. Diz Lupin.
– Ei, essa fala é minha tradição! Reclama Jigen.
– Deixem de tolice, vamos seguir com o plano de Lupin. Diz Goemon.
De repente dois alçapões se abrem e Jigen e Lupin caem em um e Goemon em outro.
Frederick aperta um botão e faz surgir da parede um grande monitor de TV, onde exibe o que se passa no subsolo da perfumaria.
– Quero que você assista a derrota do grande Lupin III e de seus amigos. Talvez eu possa aproveitá-los como meus subordinados ou matéria prima para uma linha masculina. Diz Frederick.
Fujiko vai responder, mas está tensa demais quando vê Goemon surgir na tela e se recuperar da queda que não foi alta.
O samurai levanta para procurar os amigos quando ouve uma voz de mulher:
– Olá, Goemon. Eu estava esperando por você e seus amigos. Eu sou Patrícia, a dona desse lugar.
Goemon olha para Patrícia e vê que ela está nua. O samurai fica atrapalhado e quase deixa cair a espada quando Patrícia se aproxima.
– Não se preocupe,Goemon, meu bem. Você agora será meu gentil subordinado. Diz Patrícia dando um beijo em Goemon.
Goemon não consegue se defender quando Patrícia o espeta com uma agulha. Goemon cai de olhos fechados e Patrícia sorri e vai embora.
Ao assistir a cena pelo telão, Fujiko fica atônita e Frederick debocha:
– Quem será o próximo, Fujiko?
A câmera mostra Patrícia caminhando alguns metros e encontrando Lupin.
– Olá, gatinha. Por acaso você viu o meu amigo Goemon? Ele se veste de samurai.
– Olá Lupin. É um prazer conhecer você. Cumprimenta Patrícia.
Goemon surge com um olhar diferente e sem dizer nada ataca os companheiros e Jigen atira, mas Goemon consegue cortar a bala ao meio e continua indo na direção de Jigen pronto para desferir um golpe.
– Ei, Goemon! Você esqueceu de mim. Diz Lupin apontando a arma para Goemon. Antes que Goemon tenha alguma reação, Lupin aperta o gatilho e Goemon é atingido em cheio por uma luva de boxe.
– Valeu, Lupin. Mas o que deu no Goemon pra atacar a gente assim? Pergunta Jigen.
– Eu dei a ele um pouco de uma droga hipnótica que estamos desenvolvendo. Basta que eu dê um beijo e nenhum homem consegue resistir. Diz Patrícia se aproximando de Jigen.
Lupin é mais rápido e rouba um beijo Patrícia e diz:
– Eu quero ser seu seguidor. Vou roubar todas as riquezas desse mundo pra você, Patrícia querida.
– Lupin! Já esqueceu que a gente veio aqui pra roubar um perfume super caro e alguns diamantes? Diz Jigen aos gritos.
– Não se atreva a tocar em nada da Patrícia querida, ou não terei misericórdia de você. Diz Lupin apontando a arma para Jigen.
– Não precisa ficar contra mim, Jigen. Basta se unir a mim. Seremos a maior organização do submundo. Diz Patrícia.
– Hump! Eu nunca vou trabalhar pra uma mulher. Eu tô indo embora, Lupin e Goemon façam o que quiserem. Diz Jigen virando as costas e sendo surpreendido por Goemon.
Jigen nem tem tempo de pegar o Magnum, pois Goemon o atravessa com a espada.
– Bem feito pra ele. Diz Lupin abraçando Patrícia.
– Lupin, não abrace a senhorita Patrícia de modo tão vulgar. Reclama Goemon.
– Tudo bem, Goemon. Agora me ajudem a levar o corpo do Jigen pro laboratório, ele servirá como matéria prima de um novo perfume masculino. Diz Patrícia empolgada.
Fujiko se deixa cair no chão depois de tudo o que assistiu. Frederick não se contém e debocha de Fujiko:
– Veja só, eles não se importam com você.
Fujiko balança a cabeça negativamente sem dizer nada e Frederick se aproxima de uma alavanca e diz:
– Agora chegou o momento que eu mais gosto. O momento em derreter você em ácido sulfúrico, enquanto está viva. Adoro ver a expressão de dor e sofrimento das mulheres antes de morrerem e virar matéria prima para os meus perfumes.
Frederick puxa a alavanca e o ácido começa a passar pelos tudo e invadir a cela. Fujiko fica apavorada e grita:
– Lupin me ajude!
– Isso mesmo! Sofra e se desespere. Isso deixará meu perfume perfeito. Comemora Frederick no exato momento em que leva um tiro certeiro na testa.
Fujiko sorri quando vê Lupin, Goemon e Jigen chegarem à sala onde ela está mantida como prisioneira. Lupin desliga o fluxo do ácido e Goemon consegue partir o vidro da cela com Zantetsuken e liberta Fujiko.
Fujiko se joga nos braços de Lupin e chora de emoção.
– Eu pensei que fosse morrer. Comenta Fujiko.
– Não se preocupe, Fujiko querida, eu sempre virei por você. Diz Lupin fazendo surgir um diamante com um truque de mágica e entregando a Fujiko.
– Ei, Lupin. Vamos embora daqui. O Tiozão chegou. Avisa Jigen.
– Parado aí, Lupin! Grita Zenigata jogando as algemas, mas Jigen as destrói com um um tiro.
– Até mais, Tiozão. Deixei pra você uma gatinha perigosa. Diz Lupin, usando uma bomba de fumaça e conseguindo fugir com toda a gangue.
No dia seguinte todos comentam sobre o grande trabalho de Zenigata em prender uma assassina em série que agia junto de seu comparsa e fabricava perfume com os corpos das vítimas.
Mais tarde na sede da Interpol, Yata entra na sala de Zenigata e diz animado:
– O governador vai lhe condecorar pela prisão da assassina em série.
– Eu não me importo com isso, apenas cumpri com meu dever. Diz Zenigata saindo.
– Onde o senhor vai, inspetor?
– Recebi uma dica que Lupin está na América do Sul e eu não vou até lá prender aquele safado. Diz Zenigata saindo.
Nota da autora: Tive a ideia para essa fic depois de ler uma matéria sobre perfumes caros.
Espero que gostem.
