Sinopse: Jigen decobre que uma jovem cantora de quem se tornou fã tem planos sinistros para um mafioso, que també0m é alvo de Lupin.
Personagens: Jigen,Lupin, Fujiko, Zenigata, Goemon e personagens originais.
Categoria:Anime/mangá: Lupin III; Gênero: Crime,romance,drama,comédia; Classificação:12 anos
Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.
Magnum 357 e a Rosa Branca da Vingança
Jigen chega num bar e senta a uma mesa em frente ao palco de onde pode ver a bela cantora de longos cabelos loiros e lisos, o nome dela é White Rose. Há alguns meses White Rose se tornou a cantora favorita de Jigen, por causa da voz doce de cantora de Bossa Nova que dá um sentimento de um anjo cantando Jazz e Blues.
White Rose termina a primeira música e como parte do número joga rosas brancas para a plateia. Jigen percebe que uma rosa com uma mancha vermelha cair no colo de um famoso mafioso.
Jigen pede mais um copo de uísque e acende mais um cigarro e continua acompanhando o show. A cantora anuncia para a plateia extasiada:
– Hoje eu quero cantar uma nova canção composta por mim numa noite de tempestade.
White Rose senta num banco, paga um violão acústico e começa a cantar com a voz doce uma história triste:
“Era uma vez uma garotinha e o pai num passeio de carro
Até que homens armados saíram de uma van escura.E as balas perfuraram tudo, sangue e cheiro de enxofre
Lágrimas e sangue.
Cheiro de carne e enxofre queimado
A garotinha chorava e chorava.
Os homens maus viram a pobre garotinha.
Medo e desespero.
Armas em punho.
Mas surgiu o cavaleiro negro.
O cavaleiro negro salvou a garotinha.
A garotinha plebéia.
A garotinha plebéia que recusou o Paraíso
A garotinha plebéia desceu até o inferno para matar.
Nem dor, nem lágrimas.
O amor está com o caveleiro negro.
O amor está com o cavaleiro negro.
Nada mais de dor, nem lágrimas.
Nem rosas, nem sangue.
O amor está com o caveleiro negro.”
Quando White Rose termina de cantar Jigen corre em direção ao palco e pula sobre a cantora como se fosse um fã alucinado.
Dois seguranças do bar chegam para tirar Jigen do lugar, mas White Rose diz:
– Tudo bem, eu conheço ele. É apenas um fã bêbado, não precisam se preocupar.
White Rose pede a Jigen para ir com ela até o camarim e o pistoleiro a segue. A sós com a cantora no camarim dela, Jigen pergunta:
– O que pretendia?
– Acabar com aquele desgraçado que matou o meu pai e quase me matou. Responde a cantora.
– Esqueça esaa tolice de vingança. Siga sua turnê e se torne uma cantora famosa. Diz Jigen.
– Não. O meu sonho de ser cantora vem depois da vingança. Retruca White Rose.
– Não seja tola. Um anjo como você não deveria sujar as mãos de sangue. Insiste Jigen.
White Rose sorri e diz a Jigen com a voz cheia de ternura:
– Até os anjos podem se tornar demônios quando têm um bom motivo. Eu estou realmente muito feliz em ver você outra vez, Jigen.
– Eu também estou feliz em ver você outra vez, Carla. Já faz muito tempo, não é mesmo?
– Sim, faz. Diz a cantora.
Sem que Jigen espere, White Rose dá um beijo na boca dele e o faz engolir um sonífero. Jigen começa a sentir os efeitos do remédio em poucos segundos.
– O que você fez comigo? Pergunta Jigen sonolento.
– Nada demais. Agora descanse um pouco, meu querido Jigen. Diz White Rose ajudando Jigen a deitar no sofá.
Antes de ir embora White Rose vasculha o celular de Jigen e encontra o número de Lupin e manda uma mensagem de texto para vir buscar Jigen.
– Adeus, Jigen. Diz White Rose dando um beijo de leve nos lábios do pistoleiro.
Jigen acorda e percebe que está no quarto do apartamento que usa com esconderijo. Ele sai do quarto e encontra Lupin mexendo no celular.
– Oi, Lupin. Como é que vim parar aqui? Diz Jigen.
– Não lembra mesmo de nada do aconteceu ontem a noite? Você é tão insensível, Jigen. Brinca Lupin imitando uma voz feminina.
– Seu idiota! Retruca Jigen.
– Brincadeirinha. Eu fui buscar você no bar depois que uma mulher ligou pra mim pedindo pra ir te buscar no Bar Noir. Parece que você se divertiu muito com uma gatinha. Diz Lupin dando uma risadinha.
– O nome da moça é White Rose?
– Isso mesmo. Agora que tal parar de farra e voltar ao trabalhar? Minha Fujiko querida conseguiu um grande trabalho pra gente. Diz Lupin.
– Não estou interessado. Retruca Jigen indo para cozinha.
– Vamos roubar a fortuna de um mafioso chamado Lino Titto. Diz Lupin.
– Eu vou fazer o trabalho, mas tenho que checar uma coisa antes. Diz Jigen.
– A propósito, eu já chamei o Goemon. Avisa Lupin no exato momento em que Goemon abre a porta e entra no apartamento.
– Alguém deveria explicar como é que ele faz isso. Comenta Lupin.
– Vai saber. Retruca Jigen.
– Com licença, vim porque você disse que tem um trabalho para mim. Que tipo de trabalho é? Diz Goemon.
– Na verdade é um trabalho pra todos nós. Minha Fujiko querida descobriu uma fortuna em jóias e obras de arte com um mafioso local. Diz Lupin.
– Eu não tenho interesse em jóias. Você deve guardá-las para a senhorita Fujiko.
– Esse cara tem uma espada que pertenceu a Souji Okita(1). E também tem algo que pertence por direito aos Lupin, o anel que meu avô deu à Vitorine, a mãe adotiva dele. Esse maldito mafioso roubou do túmulo dela. Vou mostrar pra esse safado que ninguém rouba de Lupin Terceiro.
– Pode contar comigo para ajudar a limpar sua honra. Diz Goemon.
– Puff! Eu vou preparar as armas. Diz Jigen.
Enquanto toma o café da manhã, Jigen começa pesquisa no celular os assassinatos que aconteceram durante a madrugada.
– Somente as mesmas vítimas até agora. Então ela não agiu. Diz Jigen para si mesmo.
– Do que você tá falando, Jigenzinho? Pergunta Lupin.
– Assunto meu. Responde Jigen.
– Ele anda tão sensível. Comenta Lupin com Goemon.
– Deve ter alguma coisa a ver com a mulher que você me mostrou, Lupin. Diz Goemon.
– O quê? Como você descobriu? Pergunta Jigen.
– Eu pesquisei o nome da moça que mandou a mensagem me pedindo pra te buscar no bar, Jigenziho. Você teve sorte de passar a noite com ela, mesmo ela sendo mais nova que você. Não sabia que você curtia as novinhas. Diz Lupin.
– De fato, é uma bela jovem. Quase tive pensamentos impuros com ela, mas como é namorada do Jigen, meditei até desmaiar. Diz Goemon.
– Parem com isso, vocês dois. Reclama Jigen.
– Bem, vamos voltar ao trabalho. Esse Lino Tito tem um museu particular no centro da cidade com segurança de primeira. Um detalhe que não pode passar despercebido é que esse sujeito tem as nossas fichas criminais com nosso modus operandi, habilidades e tudo mais. Diz Lupin.
– Imagino que você tenha um plano. Diz Goemon.
– Exatamente! Vamos atacar durante a inauguração da ala dedicada ao meu avô que será aberta ao público. Diz Lupin.
– Hum! É claro que isso é uma armadilha. Diz Jigen.
– Eu sei. Aposto que o velho Zenigata bolou essa ideia. Diz Lupin com um sorriso de satisfação no rosto.
– E quando será isso? Pergunta Jigen.
– A inauguração do museu será daqui a uma semana. Amanhã à noite Lino Tito dará um coquetel na casa dele, parece que ele quer investir no mercado musical. É claro que nós vamos ao coquetel para estudarmos o esquema de segurança desse cara. Diz Lupin.
– Acho que nosso trabalho será antecipado. Diz Jigen acendendo um cigarro.
– Isso tem a ver com a senhorita Fujiko? Pergunta Goemon.
– É claro! Prometi a minha Fujiko querida que daria a ela o anel de Victorine como presente de casamento. Eu disse a minha Fujikinha que esse anel tem um valor incalculável.
Goemon se aproxima da porta para ir embora e Lupin relembra:
– Esse sujeito tem uma espada que pertenceu a Souji Okita.
– Está bem, eu ajudarei então. Diz Goemon.
Lupin recebe uma mensagem de Fujiko com o mapa da mansão de Lino Tito e um esquema do sistema de segurança da casa.
– Minha Fujiko querida já mandou o mapa e tudo o que precisamos para entrarmos na casa e participarmos do coquetel. Diz Lupin.
– A propósito, Lupin. Fujiko sabe o nome da cantora que esse tal Tito pretende lançar? Pergunta Jigen.
– Vou perguntar agora mesmo. Responde Lupin.
Lupin logo recebe a resposta de Fujiko e fala a Jigen:
– Que mundo pequeno, Jigen, a cantora é a sua novinha.
Jigen acende mais um cigarro e sai sem dizer nada.
– Minha Zantetsuken sente uma grande sede de sangue no caminho dessa festa. Diz Goemon.
– E daí? O Jigen esqueceu de fazer o almoço. Diz Lupin.
No final da tarde, Lino Tito está em sua casa e vai até uma de suas luxuosas suítes, onde White Rose está com um estilista escolhendo a roupa para o coquetel.
– Está se sentindo cômoda, senhorita? Pergunta o mafioso.
– Sim. Muito obrigada por me acolher em sua casa e tomar conta da minha carreira. E me proteger depois que Daisuke Jigen, o parceiro de Lupin, me atacou. Diz White Rose se aproximando de Lino e dando um beijo no rosto.
Lino dispensa o estilista e os assistentes dele para ficar a sós com White Rose.
– É o mínimo que posso fazer, pois sou um grande fã seu e quero levar a sua música ao mundo inteiro. Quanto a Jigen, não se preocupe, chamei do Japão o único homem que pode deter Lupin e sua gangue, o Inspetor Zenigata. Diz Lino.
– Que gentil. Farei a minha melhor performance em homenagem a tudo o que o senhor fez por mim. Diz White Rose com um sorriso angelical.
Uma empregada entra no quarto e avisa:
– O Inspetor Zenigata acaba de chegar.
– Que bom! Venha, senhorita Rose. Acho que o Inspetor Zenigata vai adorar conhecer você. Diz Lino.
Quando fica a sós a empregada revela ser Fujiko.
– Será que Zenigata me reconheceu? Pergunta-se Fujiko.
Assim que chega à sala, Lino comprimenta Zenigata e apresenta White Rose. Zenigata fica um pouco encabulado ao cumprimentar a cantora, mas logo retoma a compostura e diz:
– Fujiko Mine, parceira de Lupin, está infiltrada na casa como uma das empregadas. E se Fujiko está aqui, Lupin não está longe.
– Parece que o meu grande show já começou. Diz Lino.
– Espero que a presença de Lupin e da gangue dele não atrapalhe o meu show. Conto com o senhor, Inspetor Zenigata. Diz White Rose subindo as escadas para voltar ao quarto.
White Rose entra no quarto e encontra Jigen sentado em uma poltrona. A cantora sorri e murmura:
– Então você veio.
Jigen permanece muito sério e retruca:
– Sim, eu vim. Quero confirmar se você vai mesmo fazer o que pretende.
– É claro que sim. Eu venho preparando esse espetáculo desde os quinze anos, quando você me salvou naquela noite. Imagino que você queira me impedir e bancar o salvador da donzela. Diz White Rose.
– Na verdade, só vim recomendar que não hesite tanto. Se tem tanta dúvida, desista agora e tenha uma bela carreira musical. Porque ninguém pode salva você de si mesma. Se não aguenta viver com a culpa e o remorso, é melhor pedir emprego em um novo bar. Diz Jigen levantando e caminhando até a janela aberta de onde se pode ver o sol se pondo.
– Eu vou me lembrar do seu conselho e não vou hesitar. Pode dizer aos seus amigos pra pegarem tudo o que quiserem. O show de depois de amanhã será inesquecível.
Jigen acena com a cabeça e pula a janela para o lado de fora. White Rose corre para tentar impedi-lo de ir, mas não vê nada a não ser as rosas vermelhas do jardim.
Whites Rose sai do quarto e vai até a sala onde, Lino e Zenigata conversam e diz:
– Acho que eu vi Daisuke Jigen da gangue de Lupin lá fora.
– Não se preocupe, senhorita, eu vou prendê-lo e ele nunca mais a incomodará. Diz Zenigata indo para o lado de fora da casa.
Zenigata manda os policiais fazerem uma busca rigorosa, mas não encontram ninguém.
– Esse maldito! Mas por que será que o Jigen esteve aqui? Pergunta-se Zenigata em voz alta.
Nota da autora: Outra história sobre Jigen. Confesso que o plano inicial era uma oneshot, mas eu fui gostando de escrever e por isso tem mais um capítulo.
Espero que gostem.

