A vitória de Zenigata Capítulo III

Três anos antes

Lupin está em uma pousada, que escolheu como esconderijo. Ele conta a Jigen e Goemon sobre o plano que tem para invadir a casa da candidata a Primeira Ministra da Alemanha, Hilda Jabs.

– O esquema é bem simples como vocês podem ver. Diz Lupin encerrando a explicação.

-Li num portal de notícias que essa mulher está grávida de cinco meses. Comenta Jigen.

– Não precisa se preocupar, Jigen, eu jamais machucaria uma mulher grávida, além disso meu plano é a prova de falhas.

Goemon permanece o tempo todo muito quieto olhando para a Zantetsuken. Lupin não gosta muito do silêncio do companheiro e pergunta:

– O que foi, Goemon? Você pelo menos ouviu o que eu falei?

– Ouvi sim. Sinto muito, mas não farei esse trabalho. Tem uma sombra negra em minha Zantetsuken. Lupin, não faça esse trabalho. Entendo que você quer recuperar a agenda do seu avô com os nomes de todos os Lupins, mas algo terrível vai acontecer se você for. Diz Goemon.

– Você sabe muito bem que eu não ligo pra superstições e crendices. Retruca Lupin.

– Não gosto do fato de assaltar uma mulher grávida. Sinto muito, mas nossa aliança está desfeita a partir de hoje. Agradeço a vocês por todos os ensinamentos que tive. Diz Goemon fazendo uma reverência.

 Em seguida, Goemon sai da casa e deixa Lupin e Jigen perplexos com a decisão.

– Parece que dessa vez ele realmente se chateou com você, Lupin. Diz Jigen levantando do sofá, onde estava deitado.

– Pode ser, mas depois eu me acerto com ele e peço desculpas. Diz Lupin.

– Eu concordo com Goemon de que não é um trabalho muito digno assaltar uma mulher grávida. 

– Eu sei, Jigen, mas como está no plano o roubo só acontecerá na noite da ópera e ela não estará em casa. Pois segundo a agenda ela e o marido estarão na ópera de Munique num evento beneficente. Diz Lupin.

– Quem conseguiu essa agenda pra você? Pergunta Jigen.

– Minha Fujiko querida.

– Vai ver por isso Goemon teve um mau pressentimento.

– Fujiko nunca me trairia.

– Sei.

Três dias depois, Lupin e Jigen vão até as montanhas onde fica o esconderijo de Goemon para falar com ele. Um dos alunos de Goemon se aproxima dos dois ladrões e diz:

– O mestre Ishikawa foi meditar e eu não sei quando voltará. Ele comentou que ia orar por seus amigos que estão envoltos por uma sombra terrível.

Lupin e Jigen se despedem do aluno de Goemon no exato momento que samurai se aproxima.

– Oi, Goemon. Como você tá? A gente veio aqui pra saber se você não quer mesmo participar do trabalho da semana que vem. Diz Lupin.

– Não, mas fico feliz em ver vocês outra vez.

Depois de cumprimentar os amigos, Goemon dispensa os alunos e faz sinal para Lupin e Jigen entrarem com ele no dojo.

Lupin entrega a Goemon uma caixa de doces tradicionais que o samurai gosta e diz:

– Eu quero me desculpar por ter ofendido a sua fé. 

– Não precisa me pedir desculpas, Lupin. Embora eu realmente me senti ultrajado por seu deboche com minhas crenças. Estou muito contente em ver vocês mais uma vez. Diz Goemon.

Goemon oferece saquê aos amigos e diz:

– Agora que me aposentei, vou me casar com a senhorita Murasaki.  A nova cerimônia será daqui a um mês. Depois do casamento viverei para minha família e meditação.

– Isso é muito legal. O próximo a se casar sou eu com a Fujiko querida. Viu só, Jigen? Você vai ficar solteiro e ranzinza. Diz Lupin.

– Puff! Quando você se casar com aquela mulher traiçoeira, vai pagar todos os seus pecados. Retruca Jigen.

– A Fujiko será uma esposa muito fiel. Diz Lupin.

– Fiel ao dinheiro. Retruca Jigen.

Goemon se diverte com a pequena discussão entre os amigos sobre a fidelidade de Fujiko.

Enquanto bebem Goemon, Jigen e Lupin têm uma conversa muito agradável, até que Goemon insiste mais uma vez:

– Desistam desse trabalho. Ele será sua desgraça, Lupin. A tal candidata está grávida.

– Nem vem com essa, Goemon. Você sabe perfeitamente que eu não vou desistir. Quando eu quero algo, pego pra mim. Diz Lupin.

Vendo que não conseguirá convencer Lupin a desistir do trabalho, Goemon se volta para Jigen e diz:

– Tome cuidado para não deixar se enganar por seus olhos.

– O que você quer dizer com isso? Pergunta Jigen.

– Que às vezes nossos próprios olhos podem nos enganar da forma mais cruel e nos induzir ao erro.  Responde Goemon.

 Antes dos amigos irem embora, Goemon entrega um amuleto de boa sorte a cada um deles e diz:

– Continuarei minhas preces por vocês dois. Quando precisar de mim eu irei mesmo sem você chamar, Lupin. Saiba que não tenho rancor, apenas não quero fazer esse trabalho e presenciar a sua desgraça.

– Eu sei. Até mais Goemon. A gente se vê por aí. Diz Lupin.

Lupin entrega um envelope a Goemon e diz:

– Conto com você para proteger esse tesouro.

Jigen se despede de Goemon com um aceno de cabeça. Goemon observa Lupin e Jigen indo embora sentido que nunca mais os verá novamente.

 Uma semana após visitarem Goemon nas montanhas, Lupin e Jigen chegam à casa de Hilda Jabs e conseguem passar pelo forte esquema de segurança depois de lançarem gás sonífero para os seguranças e cães de guarda dormirem.

– Você fica monitorando as câmeras pra que nada dê errado. Diz Lupin a Jigen.

Jigen vai  asoviando um blues antigo e vai para a sala de controle. Enquanto Lupin segue em frente pelo corredor principal até o escritório da candidata, onde está guardado o diário com os nomes de todos descendentes de Arsene Lupin e onde eles vivem, além dos lugares onde estão guardados os tesouros deixados por Lupin I.

Jigen entra na sala de controle, onde dois seguranças dormem profundamente. O pistoleiro checa primeiro as câmeras que filmam o lado de fora da casa e vê que tudo segue como planejado e relaxa.

– Nem parece que esse é um trabalho arranjado pela Fujiko. Comenta Jigen para si mesmo. O pistoleiro acende um cigarro para afastar o pensamento da previsão de Goemon.

Jigen volta a atenção para as câmeras internas da casa e para espanto dele Sônia Jabs, irmã mais nova de Hilda, está na casa. Ela não foi afetada pelo gás do sono e caminha pelo corredor principal acendendo a luz e vai em direção ao escritório, onde Lupin está. Jigen usa o comunicador e tenta avisar Lupin:

– Lupin! Abortar a missão tem uma moça acordada na mansão e ela está indo na sua direção.

– De jeito nenhum, Jigen. Eu já cheguei até aqui e não vou desistir. Falta só alguns segundos pra  eu abrir o cofre.

– Lupin, isso é muito imprudente. Caia fora daí agora mesmo! Lembre-se do que o Goemon disse. Insiste Jigen.

– Não seja idiota! Eu nunca liguei pra crendices e adivinhações. Retruca Lupin irritado.

Jigen vê pela câmera do escritório o momento em que Sônia entra e se depara com Lupin.  Para surpresa de Jigen, Lupin atira e atinge Sônia com  dois tiros no peito a matando na hora . 

Jigen fica perplexo com o que acaba de assistir e liga para Zenigata com o celular.

– Tiozão, sou eu, Jigen. Estou ligando para denunciar um assassinato cometido por Lupin. Ele matou agora pouco a irmã de Hilda Jabs. Diz Jigen ao telefone desligando em seguida.

Lupin entra na sala de controle segurando a arma e diz:

– Jigen, temos que ir embora agora mesmo daqui. Tem mais alguém na casa.

– Você não vai a lugar nenhum depois do que fez. Como você teve coragem de cometer uma barbaridade tão grande? Diz Jigen sacando a arma.

– Do que você tá falando? Por acaso drogaram você com alguma coisa? Diz Lupin .

Jigen atira no ombro de Lupin, fazendo o ladrão derrubar a Walther. 

– O que deu em você? Pergunta Lupin tentando conter o sangramento da ferida.

– Olhe para câmera  do escritório e pare de se fazer de idiota. Eu já liguei pro Zenigata e contei o que você fez.

Lupin olha para câmera e fica horrorizado ao ver o corpo de Sônia Jabs caído no chão e ensanguentado por causa dos tiros.

– Mas eu não fiz isso. Jigen, você me conhece e sabe que eu seria incapaz de atirar em uma mulher inocente.

– Cale a boca! Você tem muita sorte do Goemon não estar aqui, ele te retalharia na hora. Apesar dessa monstruosidade que você fez, eu não tenho coragem de te matar.

 – Então era isso que o Goemon queria dizer. Ei, Jigen, lembra do que Goemon falou sobre você ser enganado por seus próprios olhos? Você deve ter visto um deepfake. Alguém armou pra mim. Diz Lupin.

– Não seja ridículo, foi você quem disse que não acreditava em crendices e ofendeu Goemon. Agora por sua culpa eu estou nessa situação asquerosa como seu  cúmplice.

Jigen acende um cigarro e vê Zenigata chegar trazendo consigo um exército de policiais.

– Até nunca mais, Lupin. Diz Jigen saindo pela porta e sendo surpreendido por Zenigata.

– Lupin! Nunca pensei que você fosse um assassino tão perverso, matar uma mulher indefesa é um nojo,até mesmo para você. Dessa vez você não escapa. Você enganou todo mundo com a conversa de ladrão cavalheiro. Diz Zenigata gritando de tanta indignação.

Jigen também é preso e levado com Lupin para uma viatura especial. Pela primeira vez na vida Jigen não consegue olhar para Lupin sem sentir asco. Lupin fica em silêncio e com o olhar distante. 

A imprensa e a multidão de curiosos disputam as melhores imagens da prisão de Lupin para posteridade.

Zenigata e seus subordinados chegam à sede da Interpol, trazendo Lupin e Jigen algemados.  Uma representante do Ministério Público europeu está à espera de Lupin e Jigen.

Lupin e Jigen são levados para salas de interrogatório separadas por ordem de Zenigata. 

A representante do Ministério Público europeu se aproxima de Zenigata e diz:

– Muito bem, Inspetor Zenigata. O senhor cumpriu com seu dever e com certeza é um grande herói do povo japonês e do povo europeu. Eu sou Johanna Meiner, representarei o povo europeu no interrogatório de Lupin e Jigen. Já posso adiantar que um juiz autorizou a transferência imediata de Lupin para uma prisão em uma base militar secreta  em Marselha na França. Quanto a Jigen tudo dependerá da cooperação dele.

– Bem, talvez Jigen mereça alguma consideração. Foi Jigen quem me chamou. Diz Zenigata.

– Isso é ótimo. E quanto ao samurai Goemon?

– Ele não estava na cena do crime. Vamos averiguar se ele não está à espreita para salvar Lupin e Jigen. Diz Zenigata.

– Ótimo. Não quero perder o meu caso por uma falha da Interpol.

– A senhorita não vai perder o caso, eu garanto. Diz Zenigata.

Zenigata entra na sala para falar com Lupin. Lupin está bastante calmo, apesar da acusação grave.

– Eu não matei aquela garota, Tiozão. Armaram pra mim. Acho que de alguma maneira conseguiram colocar um deepfake meu naquela câmera e enganaram o Jigen.Diz Lupin.

Zenigata dá um murro na mesa e diz:

– Acha mesmo que eu vou acreditar nisso? Por que não confessa logo que matou aquela pobre moça, porque ela lhe flagrou roubando? Confesse de uma vez. Até o seu amigo Jigen ficou contra você e ligou pra mim. 

– Pois é, Tiozão. Jigen acreditou na câmera. Goemon tinha razão sobre os olhos serem enganados. Diz Lupin triste.

– Por falar no Goemon, onde ele está? Pergunta Zenigata.

– Goemon não faz mais parte da nossa gangue.Ele disse que não ia fazer o trabalho e estava deixando a nossa equipe.

– Rá! Quer mesmo que eu acredite nisso? Aposto que Goemon deve estar esperando lá fora e quando sairmos para a prisão na base secreta, ele vai cortar o carro no meio com Zantetsuken e resgatar você. Mas saiba que eu tenho drones espalhados por todo o caminho e se ele aparecer será capturado.

Depois de um longo interrogatório, Lupin é levado para uma prisão em uma base militar. Jigen é levado para um hotel para cumprir prisão domiciliar até o julgamento de Lupin.

Zenigata recebe autorização para levar Lupin até a prisão na base militar. O inspetor chama Yata e diz:

– Vigie Jigen de perto. Ele pode ter entregado Lupin, mas pode mudar de ideia. 

– E quanto ao Goemon? Pergunta Yata.

– Aparentemente Goemon não tem nada a ver com esse crime, mas ainda pode ser útil no processo. Vigie Jigen, enquanto eu levo Lupin para prisão. Não esqueça de hackear o celular de Jigen e todos computadores que ele possa acessar.


 Seis meses depois da prisão de Lupin, o julgamento é marcado sem revelar o local da audiência para a imprensa e nem mesmo os membros da Interpol sabem onde será.

Um dos agente espalhados pela cidade entra na sala de Zenigata e diz:

– Já fiz o reconhecimento físico e a leitura facial confirmou que Goemon está na cidade. Parece que ele recebeu uma visita hoje. O senhor quer mandar um efetivo para prendê-lo, Inspetor Zenigata?

– Até que prender Goemon não seria má ideia, ele pode nos dar ainda mais informação sobre Lupin. Diz Yata.

– Nesse momento Goemon não é necessário para o caso, mas pode tentar libertar Lupin. Continue vigiando Goemon e se ele se aproximar do local do julgamento e o acusamos de obstrução à justiça. Diz Zenigata.

– Certo, senhor. Diz o agente saindo para cumprir as ordens de Zenigata.

– Acha mesmo que Goemon vai tentar libertar Lupin, mesmo sabendo do crime que ele cometeu? Diz Yata.

– Isso que eu acho estranho. Jigen entregou Lupin e contou todos os detalhes do crime, inclusive sobre a recusa de Goemon em participar do assalto e o próprio Lupin confirmou a história toda. Vou deixar Goemon agir livremente e se ele tentar libertar Lupin, nós o mandamos para mesma prisão que Lupin. Diz Zenigata.

– O senhor não precisa se preocupar tanto, Inspetor Zenigata. O local do julgamento de Lupin é totalmente desconhecido. Nem mesmo lhe disseram onde será? Diz Yata.

– Só que Lupin não é um criminoso comum. Ele já deve ter entrado em contato com Goemon ou outro cúmplice para resgatá-lo. Diz Zenigata. 

Chega o dia do julgamento de Lupin em um grande aparato de policiais e agente do serviço secreto europeu se reúne em um fórum em uma rua fechada longe dos olhos do público e da imprensa.

Lupin é retirado do carro forte da prisão vendado para evitar que ele mande a localização do lugar para Goemon.

O julgamento ocorre exatamente como o previsto, sem tentativas de fuga e com os depoimentos de Fujiko e Jigen ajudando na condenação de Lupin.

Lupin é sentenciado à prisão perpétua em uma solitária na prisão secreta construída numa ilha perto de Marselha.  

Depois que o juiz lê a sentença todos na sala ouvem o som de flauta tocar uma música japonesa triste.

 Um policial vem correndo até Zenigata e grita:

– Tem uma sombra que parece um samurai numa torre em frente ao fórum. 

– É o Goemon. Diz Zenigata indo com um grande efetivo de policiais capturar Goemon. Em seguida ordena aos agentes que vão transportar Lupin:

– Aguardem aqui. Nós vamos levar o sósia de Lupin para enganar Goemon.

Lupin não resiste e diz:

– Acha mesmo que Goemon vai acreditar nesse truque idiota, Tiozão?

Zenigata não liga para  a provocação e deixa Yata com os agentes que escoltam Lupin para prisão.

Quando chega do lado de fora, Zenigata vê uma figura esguia  tocando flauta no alto de uma torre próxima ao fórum.  Zenigata manda lançar drones para iluminar a torre e ter certeza que é Goemon quem toca a flauta.

Os drones se aproximam de Goemon e o iluminam apontando as armas não letais, Goemon não se incomoda com as máquinas e termina a canção e pula num num rio próximo à torre onde estava e desaparece na escuridão.

Zenigata fica sem entender e acha que é um truque para salvar Lupin e diz aos subordinados:

– Entrem depressa, Fujiko e Jigen devem estar ajudando Lupin a escapar dos outros.

Porém quando chega com os subordinados Zenigata encontra tudo tranquilo.

– E o Goemon, Inspetor Zenigata? Pergunta Yata.

– Eu sabia! Você não me engana, Lupin! Diz Zenigata puxando o rosto do pobre Yata para tentar arrancar a suposta máscara.

Mesmo sem enxergar o que está acontecendo por causa dos venda, Lupin debocha da situação:

– O que foi, Tiozão? Não confia nos seus homens?

Zenigata solta Yata no chão e se aproxima de Lupin com o punho fechado para dar um soco nele, mas se controla.

– Seu desgraçado! Por que Goemon veio aqui se não foi pra lhe ajudar a fugir?

– Acho que ele só veio se despedir de um velho amigo  que nunca mais verá. Vamos logo, Tiozão. Já tá na hora de eu ir para minha prisão definitiva.

-Ora, seu… Eu vou lhe levar até a prisão. Diz Zenigata.

Zenigata vai com o comboio que leva Lupin até a prisão. Durante todo o trajeto, Zenigata se comunica com os policiais e agentes de inteligência que estão vigiando o caminho até a prisão.

O comboio chega a um porto pequeno, desconhecido da população geral.

– Fiquem alertas! Com certeza Goemon surgirá das águas. Diz Zenigata disfarçando a esperança de mais uma fuga espetacular de Lupin.

Um sujeito muito magro e com um queixo imenso sai do barco e diz:

– Boa noite, Inspetor Zenigata. É um prazer conhecer o homem que prendeu Lupin. Eu sou Allan Leclark, diretor da prisão militar da Ilha do Diabo. 

Zenigata começa a puxar o rosto do diretor da prisão e depois retoma a compostura e diz:

– Mil desculpa, senhor diretor.  É que um dos ex- companheiros de Lupin está à solta e pode tentar resgatar Lupin.

O diretor ri e diz:

– Isso é impossível. Essas águas estão infestadas de tubarões e ninguém conhece a localização desse porto. Foi um ótimo trabalho, inspetor Zenigata. Agora nós assumimos a custódia do prisioneiro. Tenha uma boa viagem de volta ao Japão.

A vitória de Zenigata capítuloII

Reencontros

Goemon guarda a espada e faz um gesto para que Zenigata o acompanhe. 

– Se quer conversar comigo por favor me acompanhe até o meu dojo. Diz Goemon.

Zenigata  aceita o convite e segue Goemon para fora da vila até um bosque denso, cujo único caminho é uma estrada  de terra improvisada em linha reta.

 Zenigata fica desconfortável com o silêncio absoluto de Goemon e tenta comentar sobre o clima e a beleza do lugar, mas o samurai continua sem dizer uma só palavra durante todo o caminho. 

Depois de quase um quilômetro de caminhada Goemon para diante de um dojo e diz:

– Chegamos. Entre.

Zenigata segue Goemon até o dojo e começa imaginar se o samurai não quer matá-lo por causa da prisão de Lupin. O ex-inspetor aceita que caiu em uma armadilha, pois está cansado demais para fugir. 

– O que ele faz aqui? Pergunta Fujiko tirando a pistola que sempre traz consigo na cinta liga.

Zenigata fica muito tenso e percebe que Murasaki  está no pátio do dojo, brincando com dois meninos de idade aproximada, um menino é muito parecido com Goemon,porém está usando roupas modernas, e o mesmo menino que o ex-inspetor viu com Fujiko.

– Eu  não sou mais policial, não precisa ter medo de mim. Diz Zenigata.

– Você confia nele, Goemon? Pergunta Fujiko sem abaixar a arma.

– O povo Iga disse que ninguém o seguiu até aqui, por favor Senhora Fujiko aguarde alguns minutos com Murasaki e as crianças antes de irmos para casa, enquanto eu converso com o senhor Zenigata.

Fujiko abaixa a arma e se apressa em segurar o menino que se aproxima dela. Zenigata tenta fazer carinho no menino, mas ele começa a chorar e se agarra com força em Fujiko.

– Você o assustou, seu bruto! Diz Fujiko se afastando de Zenigata.

Goemon faz sinal para Zenigata o acompanhar até  a sala de treinamento do dojo.

– O que veio fazer aqui? Pergunta Goemon.

– Eu quero saber o motivo de você não ter ajudado Lupin naquele dia. Por que você se limitou a tocar a flauta? Diz Zenigata.

– Então o seu tédio e solidão são tão grandes para você gastar dinheiro para me fazer uma pergunta? A resposta é simples, eu não poderia fazer nada por um homem que já estava condenado pelos deuses desde do princípio, mas toquei para aliviar a angústia de um bom companheiro de aventuras que um dia chegou a ser meu amigo. Responde Goemon.

– Na verdade eu estou aqui, porque não acredito que Lupin matou aquela pobre moça. Eu vim até aqui pedir a sua ajuda para provar a inocência de Lupin. Você é o único que pode salvar Lupin da prisão, já que Jigen o abandonou. Tenho certeza que com a minha ajuda, poderemos encontrar a prisão onde Lupin está.

– Eu me recuso. Diz Goemon.

– Como assim? Você era companheiro de Lupin, um amigo. Por que não o ajuda a provar a inocência dele? Diz Zenigata indignado.

– Infelizmente as coisas são como são. Eu estou aposentado do crime e agora vivo em meditação e para cuidar da minha família. Responde Goemon.

–  E o Jigen? Onde ele está? Quero falar com ele.

– Não sei nada sobre Jigen desde o dia que ele e Lupin me visitaram antes do assassinato daquele dia. Você ainda tem seus instintos de policial, pode encontrar Jigen sem minha ajuda.

Zenigata fica sem ação, pois acreditava que Goemon estava tramando como salvar Lupin da prisão secreta. Vendo o ex-inimigo paralisado de frustração, Goemon diz:

– Por que não aprecia a vila de Iga por alguns dias antes de voltar para casa. 

Zenigata balança a cabeça afirmativamente e quebra o silêncio perguntando:

– Quem é aquele menininho com a Fujiko?

– Isso não lhe importa, mas se o importunar de alguma maneira não terei piedade de lhe matar. Agora pode ir embora e nunca mais me procure e trate de deixar a senhora Fujiko e o menino em paz. Diz Goemon sacando a espada.

Zenigata se retira calado e na saída do dojo vê Fujiko segurando o menino no colo, enquanto ele dorme tranquilo. O ex-inspetor não tem coragem de falar com Fujiko e vai embora sem olhar para trás.

De volta a hospedaria Zenigata vai para o quarto e acessa a base de dados da Interpol e começa a procurar por Jigen. O ex-inspetor sabe que a Interpol ainda vigia os passos de Jigen.

Em meia hora, Zenigata consegue localizar Jigen que agora é guarda-costas de Lisa Argento, uma renomada arqueóloga, o que viaja o mundo todo em busca de relíquias. Zenigata nota que nas fotos Jigen tem uma expressão mais pacífica e aparenta algum tipo de intimidade com Lisa.

Depois da pesquisa Zenigata resolve dormir, pois a viagem e a breve conversa com Goemon o deixaram esgotado.

Na manhã seguinte Zenigata resolve passear pela cidade e comprar alguns souvenirs  em uma loja antes de voltar para casa e acaba encontrado Fujiko e Murasaki com as crianças. Zenigata se esconde por trás de uma prateleira e ouve uma conversa de Fujiko e Muraski.

– Acho um absurdo  ter que esconder o Júnior do mundo, por causa do crime de Lupin. Já não basta eu e ele estarmos na penúria recebendo uma misera pensão de cinco milhões de dólares americanos por mês? Se as autoridades deixassem eu ia lá naquela prisão reclamar com Lupin. Diz Fujiko.

Murasaki segura o riso e diz:

– Goemon,Goemon XIV e eu  estamos vivendo bem,embora modestamente.

– Eu sei. E agradeço a vocês pela caridade de receber a mim uma pobre mãe solteira e meu filho. O pior é aquela tal de Rebeca dizendo que também quer pensão pro filho dela, alegando que também é filho de Lupin. Diz Fujiko.

Zenigata vai para o caixa pagar as compras evitando ser visto por Fujiko e Murasaki  e acaba esbarrando em Goemon.

– Comprando souvenirs, senhor Zenigata? Diz Goemon. 

– Sim. Vou embora da cidade amanhã. Diz Zenigata.

Fujiko e Murasaki se aproximam do caixa. Júnior começa a chorar assim que vê Zenigata.

– Como ousa assustar assim uma criança? Diz Fujiko.

– Eu não tive a intenção, Fujiko. Não sei por que esse bebê me odeia. Diz Zenigata.

– O senhor estava outra vez atrás da senhora Fujiko, senhor Zenigata? O senhor por acaso está apaixonado pela senhora Fujiko? Diz Goemon.

Fujiko e Zenigata ficam perplexos com o comentário de Goemon e Júnior também para de chorar.

– Então foi o senhor quem armou tudo para Lupin ser preso e poder se casar com a Fujiko? Que coisa feia, senhor Zenigata. Diz Murasaki juntando-se às deduções do marido.

– O mais honrado seria o senhor casar com a senhora Fujiko para que ela não seja mais uma indefesa mãe solteira. Diz Goemon.

– Ficou louco, Goemon? Eu, casada com o Zenigata? Ele jamais poderia dar a vida que o meu filho  e eu merecemos. Além do mais ele não faz meu tipo. Diz Fujiko.

– Se pudéssemos falar com Lupin, tenho certeza de que ele aceitaria. Talvez você pudesse se casar com Jigen, senhora Fujiko, mas agora ele parece estar muito bem com a senhorita Lisa. Como samurai eu poderia lhe oferecer para ser minha concubina, mas  a senhora Murasaki não concordaria.

– Que história é essa de concubina, Goemon? Mais tarde conversamos. Diz Murasaki irritada.

– Eu apenas sugeri por pena da senhora Fujiko e um samurai deve ter compaixão pelos desvalidos. Na verdade acho que o senhor Zenigata é o mais indicado já que está solteiro e nem tem filhos. Diz Goemon.

Zenigata paga as compras o mais depressa possível antes que Goemon o obrigue a se casar com Fujiko.

Zenigata chega ao quarto da hospedaria ofegante e por alguns instantes imagina como seria a vida casado com Fujiko.  Zenigata se vê usando um avental e limpando a casa, enquanto Fujiko está no celular comprando jóias e Júnior chora e xinga o ex-inspetor.

– Que visão horrível. Lupin tem que escapar imediatamente antes que eu acabe casado com a Fujiko. Diz Zenigata começando a arrumar as malas.

Zenigata levanta cedo na manhã seguinte para pegar o ônibus para cidade vizinha e voltar para casa. Enquanto aguarda o ônibus, Zenigata vê Goemon se aproximar.

– Está de partida, senhor Zenigata? Não vai mesmo se casar com a senhora Fujiko?

Zenigata começa a gaguejar e para a sorte do ex-inspetor o ônibus chega.

– Bem, Goemon. Foi um prazer falar com você, mas eu tenho que ir. Seja feliz com sua família. Diz Zenigata subindo apressado no ônibus.

Dentro do ônibus Zenigata percebe que Goemon entrou em contradição sobre Jigen.

“Então Goemon sabe onde encontrar Jigen. Ótimo com certeza os dois e Fujiko estão tramando a fuga de Lupin. E quando isso acontecer, eu vou prender Lupin outra vez.”

Zenigata chega a cidade vizinha à vila Iga e decide ficar na cidade para descansar da viagem, por isso fez uma reserva em um hotel. O ex-inspetor pega um táxi e durante o trajeto até o hotel vai mexendo no celular e encontra uma notícia que o interessa:

“ Lisa Argento, renomada arqueóloga está na cidade para uma conferência em nossa cidade. A conferência será no final da tarde no Centro Cultural.”

– Que coincidência mais conveniente. Comenta Zenigata sorrindo satisfeito.

Zenigata vai à conferência de Lisa e logo na entrada do prédio vê Jige chegando com Lisa. Zenigata se aproxima para falar com Jigen. 

– Olá, Jigen. Preciso falar com você.

– Eu vou  avisar ao coordenador que chegamos, querido. Por favor, não demore. Diz Lisa se afastando para deixar Zenigata e Jigen conversarem a vontade.

– Falar o que comigo? Agora minha ficha tá limpa e você não é mais da polícia, Tiozão. Diz Jigen colocando um cigarro na boca sem acender.

– Eu acho que Lupin é inocente no caso da Sônia Jabs. Diz Zenigata.

– Problema seu. Eu sei o que vi naquela noite. E acredite em mim, eu não tô nada contente de ter entregado um amigo. Ninguém no submundo quer meus serviços e agora tenho que trabalhar chefiado por uma mulher. Mas as coisas são como são. Diz Jigen.

– Goemon disse a mesma coisa. Não acredito que vocês abandonaram Lupin. Como podem fazer isso?

– Puff! Então andou falando com Goemon? Ele também tentou fazer você se casar com aquela mulher traiçoeira da Fujiko? Quer saber de uma coisa, Tiozão? Você bem que podia casar com ela pra aliviar o seu tédio e parar de perseguir o Lupin e vir encher o nosso saco. 

Zenigata vai responder a Jigen, quando Lisa aparece e segura no braço de Jigen e avisa:

– O coordenador disse que a sala está pronta. Minha conferência começa em dez minutos. Você acha que pode checar a segurança nesse tempo, meu bem?

– É claro. Responde Jigen se afastando.

– Sinto muito, senhor Zenigata, mas Jigen não gosta de falar sobre Lupin e o que aconteceu naquela noite. Agora eu tenho que ir.

Zenigata não entra e apenas observa Jigen e Lisa caminhando até a sala de conferências.

A Vitória de Zenigata Capitúlo I

Sinopse: Zenigata finalmente prende Lupin e nos três anos que passam após a prisão. Entediado, Zenigata resolve fazer alguma coisa. Mas o que realmente aconteceu?

Personagens: Zenigata, Lupin, Goemon, Jigen, Fujiko, Murasaki(personagem de A Conspiração de Fuma).

Categoria: Anime/mangá: Lupin III; Gênero: Drama/humor/Crime e Mistério; Classificação: 12 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Uma amarga vitória

Zenigata lê mais uma vez a matéria escrita há três anos em um portal de internet sobre a prisão de Lupin III:

“ Depois de ter cometido o assassinato covarde de Sônia Jabs, irmã mais nova de Hilda,Lupin perdeu o apoio de seus antigos aliados. Na ocasião Lupin e seu parceiro Daisuke Jigen invadiram a casa de Hilda Jabs de madrugada, candidata a Primeira Ministra da Alemanha.

Segundo nossas fontes, Jigen ficou do lado de fora da casa, enquanto Lupin entrou.

Porém Lupin foi surpreendido por Sônia Jabs,  que não foi drogada pelo gás do sono que Lupin jogou na casa. O perigoso bandido disparou contra a moça a matando com dois tiros no peito. Nem mesmo Jigen pôde perdoar um crime tão cruel e covarde e entregou Lupin à polícia.

Quem efetuou a prisão foi o renomado  Inspetor Zenigata da Interpol, que  dedicou a vida à prisão de Lupin III.

“ Jamais imaginei que Lupin fosse capaz de um ato tão hediondo. Espero que a justiça o condene à pena máxima.” Declarou o grande inspetor.

Lupin foi transferido para uma prisão secreta e terá um julgamento mantido em sigilo absoluto, feito por uma corte internacional, por causa de seus inúmeros crimes. 

 Devido à cooperação no caso de Sônia Jabs, Daisuke Jigen recebeu perdão judicial por todos os seus crimes. A famosa ladra Fujiko Mine negociou a anistia de seus crimes em troca de seu depoimento contra Lupin. Já Goemon Ishikawa não esteve no local do assassinato de Hilda, segundo Jigen o samurai recusou o trabalho por achar desonroso assaltar uma mulher grávida e rompeu os laços com Lupin dias antes do crime.”

Quando termina de ler o artigo Zenigata vai  até  a cozinha fazer café como faz todos os dias. O ex- inspetor liga a televisão no telejornal esperando a notícia de mais uma fuga espetacular de Lupin. O ex-inspetor começa a lembrar  do último dia na interpol.

Zenigata ficou muito contente quando foi chamado à sala do chefe e esse disse:

– Parabéns, Inspetor Zenigata.  Você finalmente conseguiu capturar Lupin e graças as provas que você reuniu contra ele durante todos esses anos, o caso da Promotoria Internacional com certeza vencerá e Lupin será condenado. Como prêmio a Interpol e a Promotoria Internacional lhe daremos  a aposentadoria com salário integral e mais uma gorda bonificação por prender um perigoso criminoso internacional.

Zenigata apenas aceitou o prêmio, sentido que na verdade era apenas uma dispensa por ser obsoleto. 

Zenigata termina a refeição e vai ao templo que fica  a poucos metros de sua casa. Durante o pequeno trajeto, o ex-inspetor se pergunta:

– Por que Lupin mudou de método tão rápido? Ele nunca matou ninguém, muito menos uma mulher inocente. Seja lá pra qual prisão o mandaram ele é capaz de fugir. Vou conversar com Yata para que ele vigie Goemon ,Fujiko e Jigen.

No caminho para o templo, Zenigata vê as crianças brincando tranquilas e dá um pequeno sorriso. Depois de fazer suas orações, Zenigata volta para pegar o equipamento de pesca em casa.

“ Quando será que Lupin fugirá da cadeia? Faz três longos anos e nada de fuga. Entro todos os dias no site da Interpol e nada. A prisão onde ele está incomunicável é realmente à prova de fugas? Será que Lupin ainda está vivo? E Jigen que abandonou e agora é guarda-costas de uma arqueóloga famosa. Será que não foi tudo um truque da Fujiko? Quando Lupin vai fugir?”

Zenigata vê o carro de Yata se aproximando e sente o coração pular de alegria prevendo que Lupin conseguiu escapar e a Interpol o que de volta à ativa.

Zenigata acena e Yata para o carro e vem até o ex-inspetor. Para surpresa de Zenigata, Yata vem acompanhado por uma jovem muito bonita.

– Oi, Inspetor Zenigata. Trouxe a minha noiva para o senhor conhecer. Sayaka, esse é o  grande Inspetor Zenigata. Foi ele quem prendeu o terrível Lupin Terceiro e me ensinou muito na Interpol. Inspetor Zenigata, essa é Sayaka minha noiva e uma das melhores promotoras de justiça do Japão.

Sayaka e Zenigata se cumprimentam à moda oriental e o ex-inspetor convida Yata e a noiva para um chá.Quando Yata e Sayaka vão embora, Zenigata percebe o quanto está solitário e entediado. Zenigata  decide provar a inocência de Lupin no caso Hilda Jabs.

– Preciso falar com Goemon. Diz Zenigata. Mas não sei nada dele  há três anos.

Zenigata lembra que Goemon só pode estar em algum lugar que pertença ao povo Iga, já que foi treinado na arte deles.

 O ex-inspetor pega um mapa de uma região próxima de onde ele vive e  faz um círculo nos possíveis lugares onde Goemon possa morar e logo percebe que existe um lugar cujo nome não está no mapa. Zenigata decide arriscar e compra uma passagem para uma cidade de porte médio próxima ao local sem nome no mapa.

– Eu estarei de volta ao jogo em breve!

Na tarde seguinte Zenigata chega a uma vila, distante de uma cidade de porte médio. Assim que chega o lugar, Zenigata percebe as casa em estilo japonês muito antigo, como se ainda fizessem parte da era dos samurais. 

Porém a cidade tem modernidades como carros e as pessoas no geral se vestem como em qualquer outra cidade japonesa.

– Goemon só pode estar aqui. Diz Zenigata a si mesmo.

Zenigata anda alguns metros e encontra uma hospedaria. Quando entra o ex-inspetor é recebido por uma jovem usando um quimono tradicional.

– Boa tarde. Seja bem-vindo a nossa hospedaria,senhor. Gostaria de um quarto?

– Sim, eu gostaria de um quarto para três dias, por favor. 

– É claro. Basta preencher o seu registro. Depois eu acompanho até seu quarto. A senha do wi fi fica na na cômoda. 

Enquanto preenche o registro do hotel, Zenigata conversa com a recepcionista:

– Lugar agradável. Vem muita gente aqui?

– Durante o verão recebemos muitos visitantes vindos de várias partes do país para o festival que realizamos em honra de Goemon Ishikawa I e aos ninjas de Iga. Até estrangeiros vêm nos visitar de vez em quando.

Quando fica sozinho no quarto Zenigata observa que o quarto parece saído de um filme de samurai, mas tem vários confortos modernos. Zenigata ouve o som da barriga roncando  e vai procurar um lugar para comer.

A recepcionista da hospedaria indica a lanchonete do outro lado da rua.

Zenigata sai para comer e fica chocado ao ver Fujiko caminhando pela rua segurando a mão de um garotinho aparentando três anos de idade. O menino é muito parecido com Lupin.

Fujiko caminha alguns metros e o menino estende os bracinhos pedindo colo. Fujiko sorri e coloca o garotinho no colo e dá um beijo carinhoso no rosto dele.Zenigata começa a seguir Fujiko e o menino e  a ladra se aproximar de um carro. O ex-inspetor pensa em ir até Fujiko, quando sente a lâmina de uma espada em seu pescoço.

– O que faz aqui? Pergunta Goemon prestes a decapitar Zenigata.

– Eu quero falar com você, Goemon.

Notas da autora

Olá.

Percebi que eu tenho deixado de lado as notas de autora aqui no blog. Então decidi fazer um post inteiro com notas que por algum motivo não postei no final de cada história.

Nos últimos meses estou adorando escrever fanfics sobre o anime Lupin III. Além de ser um anime incrível Lupin III combina com muito gêneros sem ficar estranho o que eu acho uma grande virtude para criar histórias do cômico ao drama.

Notas sobre algumas fanfics sobre Lupin III:

Samurai Assassino: Fiz essa fanfic baseada no ótimo mine especial Is Lupin still burning? Achei muito interessante a ideia de Goemon ter se tornado um assassino profissional e Lupin o enfrentar. Também aproveitei para usa Kyousuke Mamo em uma fanfic, porque ele é o meu vilão favorito de Lupin.

Fujiko e o Magnum 357: Essa fanfic é uma pequena paródia de um episódio de Uma mulher chamada Mine Fujiko, porém eu coloquei uma personagem da parte IV, minha série favorita de Lupin entre as mais atuais.

Talvez eu poste aqui e no Wattpad uma fanfic em capítulos de Lupin III.

O Mestre do meu Mestre:

É uma fanfic bem antiga de Cavaleiros do Zodáco que eu pensei até que tivesse perdido. Originalmente ela era bem mais curta, então decide antes de postar outra vez improvisar outro final.

Até uma próxima.

O Mestre do meu Mestre

Sinopse: Camus se machuca e vai passar um tempo com seus alunos, Mestre Cristal e Hyoga.

Personagens: Camus de Aquarius, Cavaleiro de Cristal e Hyoga de Cisne.

Catagoria:Anime/Mangá:Cavaleiros do Zodíaco; Gênero: Humor; Classificação: Livre.

Cavaleiros do Zodíaco pertence a Massami Kurumada e Toei animetion. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O mestre do meu mestre

Camus sofre um acidente durante um treinamento e quebra a perna, para ajudar o amigo Milo o aconselha:

– Por que não passa uns tempos com seu pupilo o Cavaleiro de Cristal?

– Tem razão. Cristal está treinando um novo aluno que veio do Oriente chamado Hyoga. Quero ver como está esse treinamento. Concorda o cavaleiro de Aquários.

No dia seguinte Camus chega a Sibéria, o Cavaleiro de Cristal recebe seu mestre com bastante alegria.

– Fico contente em receber o senhor aqui, mestre Camus. Diz o Cristal.

– Espero que não esteja querendo dizer que está feliz, por eu ter quebrado a perna Cristal.

– É claro que não, mestre Camus.

O Cavaleiro de Cristal apresenta Hyoga:

– Esse é meu pupilo Hyoga. Hyoga, esse é Camus,meu mestre e seu mestre também.

– É um prazer conhecer o senhor mestre Camus. Mestre Cristal sempre fala do senhor, diz que o senhor tem métodos de treinamento ainda mais cruéis que os dele e isso me incentiva a fazer o melhor de mim.

– Hyoga traga  o chocolate quente do mestre Camus. Diz Mestre Cristal.

– De qualquer modo, eu vou assistir o treinamento e ver se você está ensinando as técnicas direito a esse garoto. Avisa Camus.

O cavaleiro de Cristal dá um sorriso para tentar disfarçar que não gosta de seu mestre interferir no treinamento de Hyoga.

No campo de treinamento na manhã seguinte Camus observa Cristal treinar Hyoga e resolve dar alguns conselhos:

– Hyoga não é assim que se bate na muralha de gelo. Concentre seu cosmo com mais empenho. Cristal vá agora mesmo ensinar direito ou esse menino jamais conseguirá a armadura.

– Sim, mestre Camus.

Mais tarde durante o jantar Camus pergunta a Hyoga:

-Você já sabe qual é a temperatura do zero absoluto?

-Não mestre Camus. Na fundação Graad, onde eu estudava, não chegou nesse assunto.

– Seu mestre substituto ainda não lhe falou sobre isso?

– Ainda não.

O cavaleiro de Cristal logo  nota a reprovação no olhar do mestre e resolve desconversar colocando mais sopa para Camus.

-Essa sopa está com um gosto estranho, Cristal. Não me diga que não aprendeu a técnica de manter uma boa horta no mais absoluto frio? Diz Camus.

– É que os legumes são escassos nessa parte do mundo, mestre Camus. 

– Parece que teremos que repetir o treinamento da horta. Diz Camus.

– Como quiser, mestre Camus.

Hyoga não se controla e dá uma risada abafada.

Camus volta ao santuário de Athena e quando entra na casa de Aquário tem uma grande surpresa ao encontrar Degel, o cavaleiro da antiga guerra santa.

-Parece que você tem poucos livros na biblioteca. Como seu mestre é meu dever aumentar seu conhecimento.

Fujiko e o Magnum 357

Sinopse: Uma mulher aborda  Fujiko e pede a ladra para  roubar a arma de Jigen.

Personagens: Fujiko, Dona da Josefine da parte IV, Jigen, Lupin e Goemon

Categoria:Anime/mangá: Lupin III;Gênero: Humor/paródia;Classificação: 13 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Fujiko e o Magnum 357

Uma senhora que Fujiko conheceu num cruzeiro, a reencontra numa  joalheria. 

– Olá, senhorita Fujiko, lembra de mim? Diz a mulher com um sorriso simpático.

Fujiko não lembra da mulher, mas resolve fingir que a conhece e diz:

– É claro que eu me lembro. Como tem passado?

– Um pouco deprimida depois que a minha Josefine sumiu. Diz a senhora.

– Josefine? Repete Fujiko tentando lembrar o nome da mulher e quem seria Josefine.

– Na verdade eu gostaria de lhe convidar para almoçar porque quero que você faça um trabalho para mim.

– Que tipo de trabalho?

– Eu quero que você roube o Magnum de Daisuke Jigen, o companheiro de Lupin e traga pra mim. Eu me apaixonei por ele quando vi uma foto dele na TV. Você aceita almoçar comigo?

– É claro. 

Enquanto acompanha a senhora até a limusine, Fujiko estranha a sensação de déjà vu. 

“ Roubar o revólver do Jigen. Onde eu já vi isso antes?”

Não demora muito para Fujiko e senhora chegarem ao restaurante. A senhora consegue uma das melhores mesas do lugar. Durante o almoço a senhora explica o plano a Fujiko que continua tentando lembrar quem é a mulher à sua frente. A única coisa que Fujiko ouve a mulher dizer é:

– Darei a você três milhões de dólares americanos pelo trabalho.

– Considere feito. Diz Fujiko.

Três dias após o encontro, Fujiko localiza o esconderijo de Lupin numa pequena propriedade rural. Ela fica observando até ver Lupin sair de carro e deduz que não tem ninguém na casa.

Fujiko consegue entrar com facilidade na casa. A ladra encontra o quarto de Jigen e abre a porta que está destrancada. Fujiko começa a procurar o revólver no armário de Jigen, mas não consegue achar. 

“ Onde ele poderia guardar a arma dele? Só vou levar emprestada por um tempo e colocar de volta antes que ele perceba.” Fujiko se questiona indo até uma cômoda.

Jigen sai do banho sem  notar a parecença de Fujiko e tira a toalha em que está enrolado. Fujiko fica sem ação ao ver Jigen nu.

Antes que Jigen ou Fujiko digam algo, Lupin entra no quarto do amigo e flagra Fujiko e Jigen.

– Jigen! Fujiko! Diz Lupin chocado com a cena, pois Jigen continua sem roupas.

– Não é nada disso que você está pensando, Lupin. Tenta explicar Jigen.

– O que está insinuando, Lupin? Você acha que eu teria alguma coisa com um groseirão como o Jigen?

Lupin  segura a mão de Fujiko e diz:

– Eu acredito na sua inocência, Fujiko querida. Você não tem muita experiência com homens. Aposto que Jigen sempre teve uma paixão secreta por você e agora está tentando lhe seduzir de modo indecente ficando pelado na sua frente.

Lupin olha para Jigen com raiva e diz:

– Nós vamos resolver isso num duelo. Não vou deixar você roubar a Fujiko querida de mim, Jigen. Nunca esperei isso de você, meu melhor amigo.

De repente Goemon surge na porta do quarto e comenta toda a cena:

– Toda essa confusão me lembra o que aconteceu com um sujeito na vila dos Iga. Ele também flagrou a esposa e o melhor amigo num ato de adultério.

– Goemon, você não tá ajudando aqui. Diz Jigen revoltado.

– Verdade! Pra alguém que fala pouco, você é bem fofoqueiro. Diz Fujiko.

– Não estou dizendo nenhuma fofoca, apenas relatando fatos. Retruca Goemon.

– Eu não vou te perdoar, Jigen. Pegue o seu 357! Eu não me importo em duelar contra você por minha Fujiko querida. Diz Lupin sacando a arma.

– Isso mesmo, Lupin. Um homem deve lutar por sua honra. Diz Goemon.

Fujiko dá um cascudo em Goemon e diz:

– Idiota! Pare de incentivar essa maluquice, não vê que eles vão acabar se matando?

– Na verdade Lupin vai acabar morto, porque Jigen tem o saque mais rápido. Diz Goemon massageando a cabeça.

Fujiko tem uma ideia e começa a beijar Lupin.

– Na verdade. Eu estava procurando por você Lupin e acabei entrando no quarto do Jigen por engano. Por que não vem se divertir um pouco comigo? Podemos jogar strip poker. Diz Fujiko convencendo Lupin a esquecer o duelo.

– Só se for agora mesmo, Fujiko querida. Diz Lupin com um sorriso bobo.

– Agora deem fora do meu quarto e me deixem trocar de roupa em paz! Grita Jigen expulsando os  amigos e batendo a porta com força.

Lupin usa um truque de mágica e faz surgir um anel com enorme diamante e diz:

– Desculpe ter duvidado da sua fidelidade, Fujiko querida. 

– Tudo bem, Lupin está perdoado. Nos vemos às dez. Agora eu tenho que resolver um pequeno problema.

Fujiko vai até um antiquário de armas e rouba um  Magnum 357 parecido com a arma de Jigen e  leva até a senhora que encomendou.

– Esses foram os três milhões de dólares mais fáceis que eu ganhei na vida. Mas de onde eu conheço aquela senhora? Diz Fujiko a si mesma.


Dias depois a mulher vai até uma feiticeira e entrega a arma. A feiticeira faz um alguns gestos espalhafatosos e murmura palavras estranhas e diz a mulher:

– Em três dias o dono dessa arma virá até você e lhe pedirá em casamento.

Uma semana depois Fujiko está com Lupin em um resort quando lê em um portal de celebridades.

 “ Pycal  invade mansão e pede multimilionária em casamento .  Furiosa com o ocorrido, a multimilionária  processa uma  bruxa local.”

Lupin pega o celular da mão de Fujiko e lê em voz alta uma parte da matéria:

– Aqui diz que ela queria se casar com o Jigen e pediu a arma dele emprestada pra um encantamento de amor. E o Pycal disse que não vai desistir do amor da mulher.

Fujiko fica desconfiada e começa a temer que a mulher descubra que a arma não é de Jigen.

Lupin dá uma grande gargalhada e diz:

– Vou ligar agora mesmo pro Jigen e contar que ele perdeu uma fortuna pro Pycal.  Vou contar isso pro Goemon também. Nunca mais vamos deixar Jigen em paz.

Bossa Nova para o anjo de pedra

 Resumo: Spike descobre que Vicious ainda está vivo em um hospital e decide conferir pessoalmente o boato.

Categoria: Anime: Cowboy Bebop; Gênero: Drama; Censura: 10 anos

Personagens: Spike, Vicious e personagem original.

Cowboy Bebop pertence aos Estúdios Sunrise. Essa é uma obra de ficção sem fins lucrativos feito de fã para fã.

 Bossa Nova para o anjo de pedra

Spike entra no hospital para indigentes e passa pelo recepcionista adormecidos e anda pelo pequeno corredor, guiado pela voz feminina cantando uma música suave. Spike chega ao quarto no final do corredor. 

A porta do quarto está aberta e o caçador de recompensas mal pode acreditar quando vê Vicious em uma cadeira de rodas. Vicious não tem qualquer expressão e nem mesmo parece ouvir a música que a moça canta.

 A moça nota a presença de Spike e para de cantar. Ela usa roupas parecidas com as de uma freira, mas sem o véu e tem cabelos ruivos bem claros presos num rabo-de-cavalo.

– Olá. Você o conhece? Pergunta a moça sorrindo.

– Digamos que somos velhos conhecido. E você é freira?

–  Não, eu não sou uma freira, sou uma enfermeira voluntária aqui há cinco anos. Sabe o nome dele? 

– Não vale a pena você saber. A quanto tempo ele está aqui?

– Acho que já faz um ano. Encontraram ele numa lixeira com um tiro na cabeça, mas os médicos não conseguiram nada a não ser deixá-lo vivo. Ele não anda, não fala e nem mesmo consegue ir ao banheiro sozinho. Tenho me esforçado pra que ele não tenha escaras. 

– E por que você tá fazendo isso tudo?

-Talvez eu tenha me apaixonado por ele. Ele não parece um anjo? Eu canto pra ele todos os dias a essa hora e acho que ele consegue ouvir. Diz a moça.

– Pra mim ele parece mais uma cobra petrificada. Cuidado, garota. Uma cobra petrificada ainda pode ter veneno. Diz Spike.

A jovem voluntária fica sem entender a última frase, mas antes que ela possa perguntar o sentido do alerta, Spike pergunta:

– Posso falar uma coisa pra ele?

– Claro. Você é primeira visita que ele recebe desde que chegou aqui. Talvez ajude ele se recuperar.

Spike se aproxima de Vicious  diz ao pé do ouvido dele:

– Tenha uma vida bem longa.

Spike se despede da voluntária com um aceno e vai embora. Vicious consegue esboçar um sorriso.

– Você sorriu. Parece que a visita desse seu conhecido lhe fez muito bem. Comenta a moça se aproximando de Vicious, enquanto percebe os corvos se empoleirando no muro ao lado do hospital.

Capturados

 Sinopse:  Zenigata consegue prender Lupin, Jigen e Goemon depois que a União Europeia oferece uma recompensa alta.

Personagens: Lupin III, Goemon, Jigen, Fujiko , Zenigata e Yata.

Categoria: Anime/mangá: Lupin III;Gênero: Humor/Suspense; Classificação: 14 anos

Aviso: Contém nudez.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Capturados

Zenigata conduz Lupin, Jigen e Goemon para uma prisão especial. Os três homens estão amarrados com uma corda especial que aperta sempre que o individuo tenta se soltar e amordaçados.  

– Dessa vez vocês não vão conseguir escapar. Já que nem mesmo podem se comunicar para traçar um plano. 

Lupin tenta falar alguma coisa a todo custo, mas imite apenas sons incompreensíveis. Jigen resmunga algo como um palavrão,  Goemon solta um breve suspiro e fica quieto em seguida.

Zenigata não resiste e tripudia:

– Rá! Rá! Vocês não vão conseguir fugir. Deveriam parar de tentar falar, porque é inútil. Vocês três serão conduzidos para a prisão mais segura do mundo, onde serão vigiados vinte e quatro horas por dia e serão mantidos algemados o tempo todo até o final de suas penas ou seja pelo resto da vida

 Lupin continua insistindo em tentar falar, mas Zenigata o ignora e manda o motorista do carro prisional ir mais rápido.

Dias antes os governos de vários países da Europa aumentaram a recompensa de Lupin e seus companheiros para  um bilhão de Euros. 

– Finalmente o senhor vai capturar Lupin, senhor Zenigata. Diz Yata.

– Sim. Dessa  vez eles não poderão se esconder. Cada cidadão estará atrás dessa fortuna.

Fujiko chega à sede da Interpol e vai direto a sala do chefe e diz:

– Quero fazer um acordo. Eu entrego Lupin e os outros e fico com recompensa e também quero que o meu nome fique limpo. 

– Está bem. Diz o chefe da Interpol.

Mais cedo no dia da prisão, Lupin recebe no celular uma mensagem de Fujiko avisando que chegará logo ao esconderijo e que tem uma surpresa para Lupin.

– Fujiko querida vem me ver. Diz Lupin radiante a Jigen.

– Puff! Aquela mulher traiçoeira quer nos entregar à polícia em troca da recompensa por nossas cabeças. Retruca Jigen.

– A minha querida Fujiko não é esse tipo de mulher.

– Jigen Tem razão, Lupin. Você fica idiota quando se trata daquela mulher. Diz Goemon.

Não demora muito para Fujiko chegar ao esconderijo de Lupin.

– Olá, Lupin. Eu trouxe uma surpresa pra você. Diz Fujiko deixando Lupin olhar pelo decote do vestido dela.

– Mal posso esperar para ver a surpresa, Fujiko querida. Responde Lupin levando a amada para o quarto.

– Eu vou me recolher para meditar. Diz Goemon.

Enquanto Jigen apenas revira os olhos em sinal de reprovação à atitude de Lupin.

No quarto Fujiko começa a beijar Lupin de maneira apaixonada, deixando o ladrão empolgado.

– Vamos pra cama logo, Fujiko querida. Diz Lupin.

– É claro, meu amor. Porém eu tenho uma proposta.

– E qual é, Fujiko querida?

– Que tal se eu amarrar e amordaçar você. Diz Fujiko.

– Isso vai ser muito excitante. É claro que eu quero, Fujiko querida. Responde Lupin com um grande sorriso.

Lupin deixa Fujiko amarrar com o que parece um tipo de corda comum, mas enquanto ele se mexe percebe que a corda parece apertar mais.

– Fujiko querida, que tipo de corda é essa? Pergunta Lupin.

– É uma nova corda desenvolvida pela polícia japonesa. Sinto muito, Lupin, mas um bilhão de euros amoleceu meu coração. Diz Fujiko.

Antes que Lupin possa reclamar, Fujiko coloca na boca dele uma grande mordaça de bola e prende com firmeza atrás da cabeça do ladrão.

Lupin tenta gritar e xingar Fujico enquanto tenta se soltar das cordas que se tornam cada vez mais apertadas.

 Goemon percebe algo errado vindo do quarto de Lupin e fica surpreso ao encontrar Fujiko nua no corredor.

– Olá, Goemon. Diz Fujiko se aproximando do samurai e o colocando contra uma parede.

Goemon fica atrapalhado e solta a espada na tentativa de cobrir os olhos. Fujiko aproveita a confusão mental do samurai e acerta o soco na boca do estômago dele o suficiente para atordoá-lo. Fujiko não perde tempo e amarra Goemon com a corda especial.

– Por que isso, senhorita Fujiko? Pergunta Goemon tentando se soltar e sentindo as cordas cada vez mais apertadas.

– Não é nada pessoal, Goemon. É apenas pela recompensa. Agora fique quieto, não quero alertar Jigen. Diz Fujiko pegando o lenço comprido e passando entre os dentes de Goemon e em seguida envolvendo toda a boca do samurai. Goemon tenta protestar, mas logo fica quieto e envergonhado.

– Você fica uma gracinha assim, Goemon. Não se preocupe, vou visitar vocês na cadeia uma vez por ano. Diz Fujiko.

Jigen estranha o silêncio na casa e vai checar o que está acontecendo quando chega ao corredor que leva aos quartos e encontra Goemon amarrado e amordaçado.

– Goemon! Quem fez isso com você? 

Goemon tenta alerta o parceiro sobre o perigo, mas Fujiko acerta Jigen na cabeça com uma frigideira e diz:

– Eu não preciso ter sutileza nenhuma com você, Jigen.

Fujiko amarra Jigen com a corda especial e evolve toda a boca do pistoleiro com fita adesiva.

– Isso é pra você deixar de ser tão estúpido. Diz Fujiko.

Depois de imobilizar Lupin e o restante da gangue, Fujiko abre a porta do esconderijo e faz sinal para Yata e os dois policiais que vieram com ele.

Yata liga para Zenigata e avisa que prendeu Lupin e seus parceiros. Zenigata chega ao local trazendo um reforço similar a um exército.

– Que bom que chegou, Inspetor Zenigata. Quero pegar a minha recompensa. Diz Fujiko.

O chefe da Interpol que também veio com Zenigata e chamou a imprensa diz:

– É claro, senhorita Fujiko. Venha conosco até a sede da Interpol. Fujiko Mine, você está presa! 

– O quê? Mas isso é trapaça! Diz Fujiko ao ser algemada.

Enquanto Lupin, Jigen e Goemon são colocados no carro prisional.

– Finalmente capturamos Lupin e sua gangue. Anuncia o chefe da Interpol.

O carro prisional e o comboio que o cerca chegam a uma prisão isolada de tudo, onde só existem três celas separadas e vigiadas por câmeras vinte e quatro horas por dia. 

– Esse é o fim da linha, Lupin! Diz Zenigata tirando a mordaça de Lupin.

– Eu não sou Lupin, sou eu Yata, senhor. Quando nós entramos na casa para prender Lupin e a gangue dele, de alguma maneira Lupin e Goemon estavam livres das amarras e nos amarraram  e amordaçaram assim. Depois eles soltaram Jigen. Diz Lupin.

– Não seja mal perdedor, Lupin. Retruca Zenigata.

– É verdade! Eu não sou Lupin! Eu não quero ficar preso aqui. Pode puxar as máscaras. Choraminga o suposto Yata.

Zenigata ignora o suposto Yata e manda os três homens para as celas. Os homens livres das mordaças, negam suas identidades.

Enquanto isso na sede da Interpol, o chefe decide manter Fujiko algemada à uma cadeira em uma sala completamente fechada. A ladra é mantida apenas com as roupas íntimas.

– Assim a senhorita não poderá esconder nenhum truque. Diz o chefe da Interpol.

– Já imaginou se o público descobre que o chefe da Interpol abusa das prisioneiras?  Diz Fujiko.

– Calada! Ninguém acreditaria em você, minha bela ladra. Diz o chefe da Interpol. 

Zenigata entra na sala de interrogatório e diz:

– Lupin e seus homens já estão presos, senhor. Pode deixar que eu interrogo a prisioneira. 

– Está bem, Zenigata. Eu agora tenho uma coletiva de imprensa. Diz o chefe da Interpol saindo da sala.

– Que pervertido! Diz Fujiko sobre o chefe da Interpol. Em seguida Fujiko comenta:

– Por um instante eu acreditei mesmo que você e os outros foram presos, Lupin.

– Tudo correu exatamente como o planejado. Agora vamos, Fujiko querida. Goemon e Jigen estão à nossa espera no carro com o dinheiro da nossa recompensa e outras coisinhas que pegamos emprestado da Interpol.

Zenigata já está a alguns quilômetros da prisão especial, quando um dos guardas diz:

– Inspetor Zenigata. Pegue o smartphone agora e veja a coletiva de imprensa do chefe.

Zenigata faz o que o guarda sugere e mal pode acreditar quando é exibido um vídeo do chefe da Interpol na sala de interrogatório com Fujiko. No vídeo Fujiko está apenas de roupas íntimas.

Os jornalistas ficam indignados com as imagens de Fujiko e exigem a demissão do chefe da Interpol.

Em seguida Lupin surge num vídeo com toda a gangue dizendo:

– Muito obrigado por todo o dinheiro, Interpol. Também peguei alguns tesouros como indenização pelo assédio da Fujiko querida.

Zenigata fica furioso e grita:

– Lupin!

Antes de perseguir Lupin mais uma vez, Zenigata entra em contato com a prisão e manda soltar Yata e os outros policiais.

Longe dali Lupin e a gangue estão a caminho de outra cidade. Jigen que está dirigindo reclama com Fujiko:

– Que ideia foi aquela de me acertar com um frigideira, Fujiko?

– Foi para causar suspense aos leitores. Foi tudo pela ficção. Você acredita em mim, não é Lupin? E você vai me dar a maior parte da recompensa, não é, Lupin?

– É claro, Fujiko querida. Você é uma das personagens mais dedicadas do mundo da ficção merece ficar com a maior parte da recompensa. Diz Lupin.

Jigen resmunga alguma praga contra Fujiko, enquanto Goemon ri da situação.

Samurai Assassino

Resumo: Kyousuke Mamo envia Lupin para uma realidade onde Goemon é um assassino. Lupin conseguirá escapar?
Personagens: Lupin III, Kyousuke Mamo, Goemon Ishikawa, Fujiko Mine, Daisuke Jigen, Zenigata.Categoria: Mangá/anime: Lupin III; Gênero: Humor/Aventura/Universo alternativo; Classificação: 12 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Estúdios. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Samurai Assassino


Lupin chega ao novo esconderijo depois de uma noite de farra e diz:
– Jigen, já preparou o café da manhã?
Lupin percebe que Jigen não está em lugar algum da casa.
– Onde será que ele foi? Pergunta Lupin resmungando
O ladrão ouve um barulho estranho e olha pela janela e vê Kyosuke Mamo saindo da máquina do tempo.
– Eu voltei para me vingar de Lupin XIII pelo que ele fez à minha família. Diz Kyosuke
– De novo isso, cara? Você não cansa? Cadê o Jigen?
– Não vou descansar até que eu destrua todos os Lupins. Farei você sofrer, sendo morto por um de seus amigos. Ha!Ha! Respondendo à sua outra pergunta, Jigen está preso em algum lugar da quarta dimensão. Diz Kyosuke enquanto dá uma gargalhada descontrolada.
Kyosuke surpreende Lupin com gás do sono e o arrasta para a máquina do tempo.
– Vou deixar que você encontre seu amigo Goemon numa linha temporal onde ele jamais conheceu você. Sofra, Lupin! Diz Kyosuke dando uma gargalhada sinistra.
Lupin acorda num quarto similar ao dele e diz:
– Maldito Kyosuke. Ele vai ver só quando eu botar as mãos nele. No momento eu tenho que pensar em como sair daqui e salvar o Jigen.
Lupin percebe uma televisão ligada onde o apresentador do telejornal diz:
– Goemon Ishikawa XIII, conhecido como Samurai Assassino, cometeu mais um crime. A mais recente vítima do Samurai Assassino foi o candidato a prefeito de Tóquio, Kenji Akira.
Lupin vê na TV as imagens de Goemon fugindo dos policiais com a ajuda de Fujiko.
– Mas o que é isso tudo? Pergunta-se Lupin.
Em seguido o apresentador do telejornal diz:
– Conversaremos agora com o inspetor Zenigata, o novo responsável pelo caso do Samurai Assassino.
– Goemon! Não deixarei que você mate mais ninguém. Como um verdadeiro japonês, eu juro por meus antepassados que o prenderei. Diz Zenigata muito sério.
– O tiozão agora persegue o Goemon. Que coisa! Balbucia Lupin.
Chateado, Lupin resolve dar uma volta pela rua e se ambientar com o lugar onde está. Lupin entra em uma rua comercial lotada com pessoas indo e vindo, quando um homem de terno e gravata corre apavorado entre os carros. Quando o homem se aproxima da calçada, Goemon atravessa o peito dele com a espada.
– Outra vez cortei um homem indigno com a minha espada. Diz Goemon depois de matar o homem.
– Goemon. Diz Lupin chocado ao ver o olhar frio do amigo.
– De onde você me conhece? Sorte a sua que só mato os meus alvos. Diz Goemon indo embora.
Fujiko chega de moto e diz:
– Vamos embora logo, Goemon querido. O novo inspetor está atrás da gente.
– O que? Fujiko, querida. Como pôde ficar com essa cara? Diz Lupin indignado.
Goemon sobe na garupa da moto e Fujiko dá a partida indo embora do local em alta velocidade. Lupin pensa em correr quando vê Zenigata passar em uma viatura, mas o inspetor nem olha para ele e grita:
– Eu vou te prender Samurai Assassino!
– Eles realmente não me reconhecem nessa linha temporal.
Algumas horas depois Goemon e Fujiko chegam ao esconderijo deles e encontram Kyosuke Mamo.
– Como encontrou esse lugar e o que faz aqui? Pergunta Goemon apontando a espada para Kyosuke.
– Eu vim até aqui por indicação de um amigo da Europa. Preciso que você mate um homem para mim, senhor Ishikawa. Diz Kyosuke entregando a Goemon uma foto de Lupin.
– Já que veio de tão longe vou ouvir a sua oferta e decidir se farei ou não o serviço. Diz Goemon.
– Quando ouvir a minha história, tenho certeza que aceitará o trabalho, senhor Ishikawa.
Kyosuke inventa que Lupin massacrou a família dele e termina seu longo relato dizendo a Goemon:
– Por favor, senhor Goemon, me ajude a vingar minha família.
Goemon fica pensativo e diz:
– Vou perguntar a opinião da minha namorada. O que acha da história desse homem, senhorita Fujiko? Devemos ou não aceitar o trabalho que ele veio nos pedir?
– Ele veio de muito longe só para lhe contratar, Goemon. Não seria educado recusar, ainda mais quando a motivação é tão nobre.
– Está bem, eu aceitarei o trabalho. Diz Goemon.
Kyosuke sorri e com uma humildade bem estudada entrega um adiantamento ao samurai.
– Muito obrigado por aceitar minha oferta, senhor Goemon. Diz Kyosuke se retirando.
– Minha Zantetsuken sente uma sombra estranha vindo daquele homem que nos contratou.Diz Goemon a Fujiko.
– Talvez sua espada esteja apenas empoeirada, querido.
Goemon não liga para a observação de Fujiko e vai para a cachoeira meditar.

Lupin tem a ideia de procurar Goemon nas montanhas onde o samurai costuma treinar para contar sobre o plano de Kyosuke. Ele estaciona o carro ao pé da montanha e resmunga:
– Por que a prefeitura não pavimenta uma estrada até as montanhas pros carros chegarem até o topo?
Depois de horas caminhando, Lupin chega às montanhas onde Goemon vive. O ladrão escuta o barulho de água caindo e pensa:
‘’ Até que seria bom dar uma refrescada antes de encontrar o Goemon. Ele bem que podia se esconder num lugar com escada rolante.’’
Lupin chega à cachoeira e encontra Fujiko tirando a roupa para entrar no rio, onde Goemon está meditando apenas de tanga.
– Mais que absurdo é esse, Goemon! Fujiko! Vocês perderam a vergonha? Grita Lupin esquecendo que está em um universo paralelo.
Goemon ouve Lupin e saca a espada. Fujiko vê Lupin e diz:
– É o nosso alvo, Goemon, querido.
– Alvo?
– Sim! Você é o homem que matou a família do senhor Kyosuke. Diz Goemon se aproximando de Lupin.
Lupin não vê outra alternativa a não ser correr para a floresta.
– Não corra, seu covarde! Grita Goemon.
Lupin pega a pistola e aponta na direção de Goemon que está prestes a golpear o ladrão com a Zantetsuken. Lupin atira e consegue acertar o galho de uma árvore que cai na cabeça de Goemon e deixa o samurai desmaiado.
– Sinto muito Goemon, mas não posso deixar você me matar.
– Está se esquecendo de mim? Diz Fujiko apontando a arma para Lupin.
– Fujiko, querida. Você se lembra de mim?
– É claro, você é o nosso alvo. Diz Fujiko apontando uma pistola para Lupin.
Lupin atira e derruba a pistola da mão de Fujiko. Antes que Fujiko pegue a arma de volta, Lupin joga uma de suas bombas de fumaça e foge para o mais longe que consegue.
Lupin consegue encontrar abrigo em uma gruta não muito longe de onde estava.
‘’ Eu tenho que pensar rápido. Logo Goemon e Fujiko estarão aqui para me matar e eu vou ter que me defender. E ainda tenho que salvar o Jigen.’’
Lupin sai da gruta e começa a correr pela floresta para chegar ao carro, mas logo é surpreendido por Goemon que pula em sua frente. Mesmo não gostando da ideia Lupin se vê obrigado a pegar sua pistola.
De repente Zenigata chega e grita:
– Renda-se Samurai Assassino! Você está cercado!
Goemon estuda a situação e decide fugir. Lupin dá um suspiro de alívio e Zenigata se aproxima dele.
– Você está bem, cidadão? É melhor você passar a noite sob proteção policial. Diz Zenigata.
– Muito obrigado, Inspetor Zenigata, mas eu posso cuidar de mim mesmo. Diz Lupin indo para o carro.
Em algum lugar da quarta dimensão, Jigen está numa cela sem qualquer meio de fuga. De repente Kyosuke entra na cela e diz:
– Tenho boas-novas para você, Jigen. Logo você poderá sair daqui.
– Você matou o Lupin? Seu desgraçado. Diz Jigen tentando puxar sua arma e lembrando em seguida que sem ela.
– Eu não o matei, não sou nenhum selvagem. Na verdade, mandei Lupin para uma realidade onde Goemon é o assassino número um do mundo. E contratei os serviços de Goemon para matar Lupin. Diz Kyosuke rindo feito um maníaco.
– Eu duvido. Só posso acreditar que Goemon vai matar o Lupin vendo com os meus próprios olhos. Diz Jigen.
– Mesmo? Pois farei a sua vontade. Quando eu for visitar Goemon para ver o trabalho dele.

À noite, Lupin tem uma ideia e resolve colocar em prática imediatamente. Lupin começa a escrever um bilhete para Goemon dizendo:
‘’Quero morrer com honra. Peço a sua ajuda para cometer o seppuku, para ficar mais próximo das minhas raízes japonesas. Gostaria que a cerimônia começasse ao pôr do sol e terminasse ao nascer do sol daqui a dois dias.
Assinado
Lupin III.’’
– Agora é só entregar ao Goemon. Ih! Esqueci de ver se o Geomon conseguiu fugir. Diz Lupin ligando a televisão.
Não demora muito e o apresentador do telejornal diz:
– Mais uma vez o Samurai Assassino escapou. Apesar dos esforços do grande inspetor Zenigata, não foi possível localizar o esconderijo do Samurai Assassino, que segundo fontes fica próximo das montanhas.
– Como essa TV do universo alternativo é conveniente. Admira-se Lupin.
Lupin olha pela janela e vê dois ninjas e deduz que devem ser ninjas do clã Iga. Lupin sai do esconderijo e diz:
– Entreguem esse papel ao mestre de vocês.
Um dos ninjas pega o bilhete e desaparece no em meio a escuridão, junto dos outros ninjas.
– Esse universo alternativo é tão conveniente. Tomara que tenha cerveja na geladeira. Comenta Lupin.
Lupin vai até a cozinha e abre a geladeira e encontra várias latas de cerveja:
– Tô começando a gostar desse mundo.
Algumas horas depois, Goemon lê o bilhete de Lupin e manda outro ninja levar o recado dizendo que aceita ajudar no seppuku.
– Tem certeza que deve confiar nesse sujeito? Pergunta Fujiko.
– É o pedido de uma morte honrada seria de má educação recusar. Agora devo me recolher para meditação. Responde Goemon.
Na manhã seguinte Kyosuke vai até o esconderijo de Goemon para saber quando Lupin será morto.
– Bom dia, senhor Goemon. O senhor já matou aquele bandido infame? Pergunta Kyosuke.
– Ainda não. Ele teve a dignidade de querer morrer praticando o seppuku, como um verdadeiro guerreiro japonês deve morrer. Tem mesmo certeza de que foi ele quem matou sua família?
Kyosuke fica bastante surpreso com a decisão de Lupin e diz:
– Ele deve querer se desculpar com os deuses por suas maldades.
– Que seja. A cerimônia será realizada amanhã ao pôr do sol. O senhor pode vir. Diz Goemon.
– Eu participarei da cerimônia e vou trazer um convidado para assistir.
– Como quiser. Diz Goemon.
No dia da cerimônia do seppuku e Lupin chega meia hora atrasado.
– Oi, gente. Desculpem o atraso. Eu resolvi parar pra comer minha última refeição. Diz Lupin.
– Achei que você fosse desistir. Diz Goemon.
– Saiba que Lupin III não desiste jamais.
– Eu não posso assistir a uma cena dessas. Diz Fujiko apavorada quando Lupin pega a espada curta.
– Senhorita Fujiko. A namorada de um samurai deve ser delicada, mas também deve presenciar a morte honrada.
Lupin se controla para não socar Goemon depois do que acaba de escutar. No mesmo instante, Kyosuke Mamo chega trazendo Jigen amarrado e amordaçado.
– Pode começar o seppuku. Diz Kyosuke Mamo com um sorriso triunfante.
– Antes de começar o seppuku gostaria de recitar um pequeno poema de mil e duzentas páginas escrito por mim dedicado aos samurais. Diz Lupin.
– O quê? Isso vai demorar muito. Goemon, mate logo esse desgraçado! Diz Kyosuke perdendo o controle.
– Um samurai deve ser benevolente com seu inimigo. O senhor Lupin deve recitar a poesia dele antes de morrer. Diz Goemon. Goemon nota a presença de Jigen e pergunta a Kyosuke:
– Quem é esse homem e por que ele está imobilizado?
– Bem… Ele é um cúmplice de Lupin. Mente Kyosuke.
– Eu devo matá-lo também? Pergunta Goemon tirando a espada da bainha.
– Não. Ele é apenas um servo e deve assistir a morte do mestre dele para se arrepender de seus crimes.
Jigen murmura um xingamento para Kyosuke depois de ser chamado de servo, enquanto se debate.
– Está bem. Por que não o liberta das amarras e da mordaça, ele não poderá escapar daqui. E alguém como você que tem uma vingança justa não precisa de um refém. Diz Goemon.
Kyosuke para não causar a desconfiança de Goemon, Kyosuke solta Jinge.
– Muito bem, senhor Lupin. Comece a recitar sua poesia, enquanto eu faço uma oração por sua alma.
Lupin pega um caderno grande e começa a ler em voz alta:
– Um samurai é um guerreiro valente que aprecia as coisas belas como a flor de cerejeira, um samurai tem a lâmina afiada, mas também a bondade, um samurai vive por sua honra e nunca mata sem motivos, um samurai sempre protege os fracos, um samurai faz muitas coisas boas, um samurai acorda cedo, um samurai economiza, um samurai gosta de comida japonesa.
Kyosuke revira os olhos de tédio e pergunta:
– Dá pra ser mais rápido,Lupin? Você tem que morrer logo. E isso não é uma poesia, é só um amontoado de frases sem sentido sobre os samurais.
– Por favor, senhor Mamo, não interrompa a poesia que o senhor Lupin recita. Diz Goemon com lágrimas nos olhos.
– Ele recita tão bem. Diz Fujiko chorando.
Jigen também fica comovido com a poesia de Lupin e diz:
– Não sabia que você era um poeta, Lupin.
– Fala sério. Esse pessoal não sabe nada de Literatura. Resmunga Kyosuke.
Duas horas depois, Lupin continua lendo o poema, enquanto Jigen e Fujiko dormem tranquilos. Kyosuke demonstra mais uma vez a impaciência que sente:
– Lupin, quando você vai terminar esse poema?
– Não interrompa o senhor Lupin, ou vou desconfiar de sua história senhor, Mamo. Diz Goemon prestando atenção nos versos de Lupin.
– Putz! Resmunga Kyosuke.
Lupin continua recitando sua poesia, Kyosuke não aguenta e adormece durante a cerimônia.
Enquanto Kyosuke cochila, Lupin para a poesia e Goemon diz:
– Quero saber de você se realmente você matou toda a família daquele homem. Minha Zantetsuken diz para não lhe matar, mas eu aceitei o trabalho, além disso aquele homem tem atitudes muito estranhas.
– Ele mentiu pra você, Goemon. Mas não se preocupe em se vingar, eu vou dar uma lição nele que ele jamais esquecerá. Diz Lupin.
– Está bem. Não sei o porquê, mas parece que já nos conhecemos de algum lugar. Diz Goemon.
– Digamos que somos amigos em outra realidade. Até mais Goemon. Diz Lupin.
Jigen acorda do cochilo e se despede Goemon com um aceno de cabeça e ajuda Lupin a pegar Kyosuke e levá-lo para a máquina do tempo.
Kyosuke acorda e vê Goemon preparar a espada para decapitar Lupin, enquanto o ladrão se prepara para rasgar o próprio abdômen com uma espada curta.
– Finalmente, Lupin! Agora você vai pagar pelo que fez com os meus descendentes. Diz Kyosuke dando uma risada descontrolada.
Lupin pega a espada curta e Kyosuke se aproxima para ver de perto a morte do inimigo, porém Goemon para a espada e aponta para Kyosuke. Da ponta da espada sai uma luva de box que acerta Kyosuke em cheio.
Goemon tira a máscara e revela ser Lupin, e Lupin tira a máscara e revela ser Jigen.
– O que está acontecendo aqui? Pergunta Kyosuke tonto por causa do soco da luva.
– Nós roubamos a sua máquina do tempo enquanto você dormia. Dessa vez eu não vou ser tão bonzinho. Vamos te dar uma lição pra você nunca mais voltar com essa máquina idiota.
– O que vão fazer comigo? Pergunta Kyosuke tentando escapar de Lupin e Jigen.
– Nós não faremos nada. Ela fará. Diz Lupin apontando para uma senhora magra e alta, vestindo um quimono tradicional.
– Kyosuke! Que história é essa de sair por aí mudando a realidade? Diz a senhora.
– Mamãe!
A a mãe de Kyosuke o pega pela orelha e diz:
– Quando chegar em casa vamos ter uma conversa. Onde já se viu? Tão grande e fica aí brincando com a vida das pessoas.
Lupin e Jigen aproveitam e destroem a máquina do tempo, dessa vez a queimando junto com o projeto original.

Centenas de anos depois no futuro. O reino de Calistro está em festa pela coroação da nova rainha.
– Hoje a princesa Clarice quinta de seu nome recebe a coroa como rainha desse próspero reino e país. Nessa grande ocasião, a nossa soberana finalmente proclamará seu marido e consorte.
Kyosuke Mamo X X IV está no salão dá um passo à frente e se ajoelha diante da princesa crente que ela o chamará, porém a jovem rainha diz:
– Hoje quero confessar a todo o reino de Caliostro o meu grande amor por Lupin XIII e pedir que ele seja meu marido.
Lupin XIII se aproxima do trono e beija a mão de jovem rainha e diz:
– Eu aceito o seu pedido, minha rainha.
Kyosuke fica furioso e resmunga:
– Eu vou me vingar dessa afronta ao meu clã. Lupin! Vou construir uma máquina do tempo como meu antepassado e matar seu ancestral mais próximo.
Goemon XXIII comenta com Jigen XIII:
– Essa situação parece tão familiar.







E você será pai

Resumo: Uma jovem surge no santuário e diz estar grávida de Milo de Escorpião.Gênro: Humor/Romance,família; Classificação:12 anosPersonagens: Milo de Escorpião, Personagem original, Máscara da Morte, Camus de Aquarios.

Cavaleiros do Zodíaco pertence a Masami Kurumada e demais detentores da obra. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

E você será pai

Milo está dormindo depois de uma grande festa na noite anterior no vilarejo próximo ao santuário. De repente o cavaleiro de Escorpião sente o corpo ser sacudido com força, pensando se tratar de um ataque de um novo inimigo, Milo pula da cama em posição de ataque.

Tudo que Milo vê é seu leal servo Yuri, um homem de idade avançada, bastante magro.

– Perdão por assustá-lo ,senhor. Mas lá fora tem uma jovem mulher que deseja falar com o senhor.

Milo normalmente daria um terrível bronca no servo, mas ao ouvir que uma jovem mulher quer falar com ele,o cavaleiro de Escorpião perdoa o servo e vai para sua sala de visitas.

Ao entrar na sala de visitas a primeira coisa que Milo vê é a grande barriga da jovem. Logo ele reconhece Rebeca, a filha do ferreiro do vilarejo. Rebeca sente que Milo irá perguntar se ela está grávida e diz:

– Sim, Milo. Eu estou grávida e o pai é você.

Milo sente falta de ar por alguns segundos e fica sem conseguir formular qualquer frase.

– Eu só vim te procurar, porque meu pai insiste em saber quem é o pai do meu filho. Por isso eu vim até aqui para saber se você quer assumir a criança. Continua Rebeca diante do silêncio de Milo.

 Notando a desconfiança nos olhos de Milo Rebeca diz:

– Entendo que você duvide que o filho seja seu. Se fosse comigo eu também duvidaria, mas estou disposta a fazer o exame de DNA para provar que o filho é seu.

– Pelo menos me dê até depois de amanhã para pensar no que fazer. Pede Milo ainda confuso, Rebeca concorda e diz que voltará no dia combinado.

Milo então decide ir até a Casa de Aquários, pois acha que Camus é a única pessoa que poderá ajudar nessa situação. Quando chega a casa do amigo, Milo encontra Camus opinando no modo que o Cavaleiro de Cristal treinou Hyoga:

– Acho que você foi mole demais com Hyoga, Cristal. Se não fosse por mim, Hyoga não seria tão forte.

O cavaleiro de Cristal ia dizer alguma coisa, quando Milo interrompe a conversa entre mestre e aluno:

– Camus, preciso falar com você em particular.

O Cavaleiro de Cristal se retira sem disfarçar o alívio da chegada de Milo.

A sós com o amigo Milo conta a Camus toda situação e por longos segundos espera pela opinião de Camus, que ouviu tudo calado.

– Acho que você deveria se casar com essa moça, caso os exames dêem positivos. É a coisa mais honrada a fazer para um cavaleiro de Athena. Diz Camus categórico.

– Eu sei, mas não queria perder minhas noites de farra. Eu até gosto da Rebeca, mas não sei se quero casar com ela.  Você tem razão, vou assumir ela e a criança. Quando ela vier depois de amanhã vou dizer que se instale em minha casa. Depois eu vejo isso de casamento. Diz Milo concordando com Camus.

No dia combinado Rebeca vai à casa de Milo e o cavaleiro de Escorpião conta a ela sobre a decisão que tomou. Rebeca fica feliz e abraça Milo, agradecendo:

– Muito obrigada. Já não aguentava mais meu pai pressionando para saber quem é o pai do meu filho. 

No final do dia Rebeca já estava perfeitamente instalada na casa de Milo de Escorpião. Rebeca estava se divertido assistindo TV, no confortável sofá da sala à noite,quando Milo resolveu sair para uma noitada,dizendo apenas:

– Eu não demoro.

– Tudo bem. Replica Rebeca.

O que Milo não imaginava era que Máscara da Morte observava a casa e assim que o cavaleiro de Escorpião saiu, Máscara da Morte se aproximou. 

Quando soube que uma mulher grávida estava nas Doze Casas, Máscara da Morte teve a súbita ideia de se fosse gentil com ela, talvez ele pudesse assistir ao parto e assim satisfazer sua sede de sangue, sem que ninguém suspeitasse.

Milo chega a uma taverna no vilarejo e encontra Shura, Aiolos e Afrodite bebendo cerveja e conversando animadamente. Assim que vê Milo, Afrodite o chama para se sentar com o grupo e beber.

– Pensei que Máscara da Morte viria com você, Milo. Comenta Afrodite.

– Eu não o vi. Responde Milo desconfiado.

– Estranho. Ele disse que iria na sua casa hoje à noite e  depois viria pra cá. Diz Afrodite bebendo mais um gole de cerveja.

Milo sente um frio na barriga e pede licença aos colegas e decide voltar para o Santuário o mais rápido possível. Durante todo o caminho Milo vai imaginando que Máscara da Morte teve uma recaída e tenha matado Rebeca e o bebê e levando as cabeças para a Casa de Câncer. Com esse pensamento, Milo usa sua velocidade da luz e começa a atravessar as doze casas até chegar a sua própria casa. Quando chega, Milo escuta a risada sinistra de Máscara da Morte e derruba a porta principal num só golpe, assuntando Rebeca que dá um grito.

– O que houve ,Milo?Esqueceu a chave? Você deveria tocar a companhia, tem uma mulher grávida aqui e ela não pode ter esses sustos. Diz Máscara da Morte.

– Eu sei que não tenho nada com sua vida Milo, mas você por acaso bebeu? Pergunta Rebeca espantada com a atitude de Milo – O seu colega da Casa de Câncer veio aqui procurando por você e ficou conversando comigo, até me trouxe uns bombons de chocolates.

‘’Então ele pretendia envenenar a Rebeca!’’ Diz Milo para si mesmo e rapidamente pegando Rebeca de um modo que a obrigue a cuspir os bombons ‘’envenenados’’.

– Ficou doido Milo?!Eu não quero envenenar sua mulher, vim aqui apenas para uma visita de cortesia. Explica o cavaleiro de Câncer.

Milo fica envergonhado e vai para o quarto.

‘’Aposto que amanhã o Santuário inteiro saberá dessa história. ’’

Desde o incidente com Máscara da Morte, Milo evitar sair e deixar Rebeca sozinha. Enquanto Máscara da Morte se torna cada vez mais solícito para Rebeca, pois o cavaleiro de Câncer ainda tem esperanças de poder assistir ao parto.

O tempo passa rapidamente e numa noite chuvosa, quando o Cavaleiro de Escorpião,Rebeca e Yuri televisão em silêncio absoluto, Rebeca avisa apavorada:

– A bolsa estourou!

– Não se preocupe Rebeca. Amanhã a gente sai e compra outra bolsa pra você numa loja do vilarejo. Agora vamos assistir o filme! Diz Milo pegando mais pipoca despreocupadamente.

– Acho que o bebê vai nascer.

Milo dá um pulo do sofá e vai pegar as coisas para levar Rebeca a maternidade, em seguida saí em disparada para o heliporto, pois Saori deixou um helicóptero a disposição de Milo e Rebeca. Porém Milo se dá conta que se esqueceu de um detalhe importante, ele não trouxe Rebeca com ele. Milo volta à casa de Escorpião e dessa vez trás Rebeca consigo.

Milo fica na sala de espera do hospital, não é muito tempo, mas parece que se passou um dia inteiro. De repente Milo tem um terrível pensamento:

‘’E se Máscara da Morte invadiu a sala de parto e pegou a minha mulher e meu filho. Dessa vez teremos a batalha dos mil dias e eu matarei o Máscara da Morte. ’’

 Uma enfermeira interrompe Milo dizendo:

– Já pode ver seu filho no berçário, senhor. É um lindo menino. A mãe passa bem e logo irá para o quarto.

Quando vê o pequeno menino de cabelos claros bem ralos e olhos azuis bem abertos, Milo dá um grande sorriso de felicidade. Em seguida Milo vai para o quarto ver como está Rebeca, que ainda está sonolenta por causa da anestesia.

– Nosso filho é lindo, Rebeca.

– A gente ainda nem pensou num nome pra ele. Diz Rebeca com voz grogue.

– Acho que vou homenagear meu amigo Camus, mas também quero que tenha meu nome. O que acha de Camus Milo?

– É lindo amor. Diz Rebeca, adormecendo.

Algum tempo depois Rebeca acorda e lembra ter concordado chamar o filho de Camus Milo e grita:

– Não!Não quero esse nome maluco pro meu filho!

– Não quer que nosso filho e chame Milo Junior? Pergunta Milo incrédulo.

– Milo Junior é lindo, querido.

– Enquanto você dormia eu vi que seria ridículo meu filho se chamar Camus Milo. É melhor que ele tenha  meu nome. Vou chamar Camus pra ser o padrinho do bebê.

– Isso é ótimo!

Camus vai com um desapontado Máscara de Morte visitar Milo e Rebeca. E como não quer nada Máscara da Morte pede a Rebeca:

– Poderia me deixar ver as fotos do parto?

– É claro senhor Cavaleiro de Câncer.

– Essas fotos vão demorar muito para ficarem prontas. Interrompe Milo.

Dias depois Rebeca já está em casa com Milo Junior e Milo se oferece para trocar a fralda do bebê, enquanto Rebeca descansa. De repente o bebê começa a chorar sem parar depois de fazer uma careta como se fizesse força.  Milo não sabe o que fazer para que o bebê pare de chorar, até que percebe a fralda está suja.

-E agora como se troca isso? Se pergunta Milo – Não posso acordar Rebeca para trocar a fralda.Eu tenho que mostrar porque sou um cavaleiro de ouro e trocar essa fralda. Que meu cosmo se eleve até o infinito!

Depois de meia hora e um banho de xixi, finalmente Milo consegue trocar a fralda do bebê, que começa a chorar outra vez. Rebeca acorda e pega o bebê no colo e ele fica quieto e quem adormece é Milo.

Para espanto de todos no Santuário Milo e Rebeca decidem não se casar, por enquanto e continuarem morando juntos para se conhecer melhor e criar Milo Junior.