Sinopse: Lupin é preso e enviado para a solitária na Ilha do Polvo depois da traição de um membro da gangue.
Personagens: Lupin,Jigen, Fujiko, Goemon e Zenigata.
Catagoria:Anime/mangá; Gênero: Humor; Classificação:Livre
Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.
Operação Traição
Lupin chega a uma casa num bairro decadente de Nova York ,depois de receber um convite de Jigen. Assim que abre a porta Lupin vê Jigen algemado a uma cadeira e amordaçado.
– Jigen! O que aconteceu aqui? Pergunta Lupin se aproximando para libertar o amigo.
Jigen tenta desesperadamente avisar a Lupin que tem alguém atrás dele, mas o ladrão responde:
– Calma aí, Jigen. Já vou tirar essa mordaça.
– Não precisa, Lupin. Nós mesmos vamos te contar a surpresa. Diz Fujiko.
Lupin vira para olhar Fujiko e recebe um golpe de espada de Goemon. Lupin cai no chão e antes de perder a consciência ouve Goemon dizer:
– Permita me apresentar, sou o agente Ishikawa da inteligência japonesa e essa é a agente Fujiko Mine do CIA. Não se preocupe, o golpe que eu lhe dei não foi fatal.
Zenigata se aproxima e vibra:
– Finalmente, Lupin! Quem diria que você cairia por causa desses dois?
– Se aceita uma sugestão, Inspetor Zenigata, mande Lupin para o único lugar de onde ele não pode fugir, a Ilha do Polvo. Diz Goemon.
– Você é muito cruel, Goemon. Lupin tem muito medo de polvos. Diz Fujiko.
– Por isso mesmo. Diz Goemon.
– Isso é perfeito. Diz Zenigata.
Fujiko olha para Jigen se debatendo e tentando chamar por Lupin e pergunta:
– O que faremos com Jigen?
– A inteligência japonesa não tem interesse nesse pistoleirozinho, por mim que ele vá pra qualquer prisão por aí. Sugere Goemon.
Zenigata sorri de satisfação e diz:
– Vou levar Lupin agora mesmo para prisão, enquanto os meus assistentes cuidam de Jigen.
Fujiko abraça Goemon e diz:
– Agora finalmente poderemos sair de férias pro Caribe.
– Tem razão, meu amor. Responde Goemon dando um grande beijo em Fujiko.
No dia seguinte Lupin é transportado de barco por Zenigata para a Ilha do Polvo. Lupin está totalmente imobilizado por correntes que prendem cada articulação dele. Lupin não consegue disfarçar a tristeza.
– O que foi, Lupin? Está tão calado. Não me diga que está sofrendo pela traição da Fujiko? Diz Zenigata.
– Não é isso, Tiozão. É que eu não posso acreditar que eu confiei tanto no Goemon pra depois ele ser apenas um tira sujo. Acho que essa é a pior traição. Goemon sempre pareceu tão sincero, era como se fosse meu irmão mais novo. Ninguém pode confiar em ninguém nesse mundo. Desabafa Lupin num suspiro.
O barco se aproxima da Ilha do Polvo, uma ilha fora dos mapas oficiais, com uma enorme formação rochosa em forma de um polvo gigantesco.
– Estamos perto do seu novo lar, Lupin! Não se preocupe virei lhe visitar uma vez por semana. Diz Zenigata se divertindo com a situação.
Lupin sente um calafrio quando vê o polvo gigante que dá nome à ilha.
– Não se preocupe, Lupin. Esse não é o único polvo na ilha, essa ilha é cheia de polvos de todos os tamanhos. Debocha Zenigata.
– Antes de eu enfrentar a minha pena, gostaria de saber o que aconteceu com Jigen. Diz Lupin resignado.
Zenigata segura as lágrimas e diz com a voz engasgada:
– Jigen foi levado para uma prisão onde será executado imediatamente. Eu tentei convencer o juiz que não era necessário, mas Goemon insistiu que a única pena para Jigen era a morte. Nunca imaginei que Goemon fosse tão traiçoeiro.
– Pobre Jigen. Tiozão, pode me levar pra visitar o Jigen? Diz Lupin muito triste.
– Você quase me tapeou, Lupin. Aceite seu destino como um homem! Diz Zenigata puxando o prisioneiro imobilizado até a praia da ilha.
Pela primeira vez na vida Zenigata vê o pânico no rosto de Lupin. Lupin tenta subir em Zenigata e grita desesperado:
– Por favor, Tiozão me leve pra outro lugar!
– Pare com isso, Lupin. Aceite seu destino. Diz Zenigata puxando Lupin, enquanto o ladrão fecha os olhos para não ver os polvos.
Zenigata chega com Lupin em uma construção de pedra feita para ser uma cela perfeita, pois a única saída é grade reforçada. Zenigata empurra Lupin na cela e tranca a grade.
– Não se preocupe, Lupin. Virei depois de amanhã trazer mais provisões. Como você pode ver, tem água e comida o suficiente. Vou visitar o Jigen. Diz Zenigata indo embora.
Lupin vê Zenigata entrar no barco e aos poucos sumir no mar. Lupin dá um suspiro ao olhar as paredes de rocha espessas, a cela tem apenas uma cama , uma cadeira e um banheiro improvisado.
– Bem, parece que agora eu fui realmente pêgo. Diz Lupin suspiroso caminhando para a cama.
Enquanto pilota o barco para o continente Zenigata começa a lembrar do que aconteceu dias antes.
– Lupin está preso sem chance de fuga, mas algo me incomoda. Diz Zenigata para si mesmo enquanto se afasta da ilha.
Dois dias antes da prisão de Lupin, Zenigata entra na sala do chefe da Interpol e encontra Goemon usando roupas ocidentais. Zenigata tira a arma do coldre, mas o chefe da Interpol diz:
– Guarde essa arma, Zenigata. Já está na hora de você conhecer o plano montado há anos pela Inteligência japonesa e a Interpol para capturar Lupin. Esse é o agente Ishikawa da Inteligêniycia japonesa.
– Parece que o senhor esqueceu de mim, agente Fujiko Mine da CIA.
Zenigata fica bastante surpreso e se deixa cair em uma cadeira.
– O agente Ishikawa faz parte de uma grande operação da Inteligência japonesa em conjunto com a Interpol para prender Lupin.
Goemon se aproxima de Zenigata e faz uma leve reverência:
– Sinto muito pelas humilhações que lhe causei, mas era a única maneira de prender Lupin.
– Está bem, eu entendo. Responde Zenigata chocado com a revelação.
– Nos próximos dias vamos prender Jigen e atrair Lupin e assim acabar com o reinado de terror desses dois criminosos. Diz Fujiko.
– É claro que o senhor está convidado a participar da Operação Traição. Diz Goemon.
Horas antes da prisão de Lupin, Jigen está numa casa em uma região que gosta de ficar em Nova York, quando ouve alguém bater na porta.
Jigen pega o revólver e vai averiguar quem é e olha pelo olho mágico da porta. Quando vê Goemon, Jigen guarda o revólver no coldre e abre a porta.
– Olá, Jigen, você está preso por seus diversos crimes. Diz Goemon.
– Que brincadeira é essa, Goemon? Pergunta Jigen pouco antes de ser atingido com uma arma de choque e desmaia.
Zenigata se aproxima e fica perplexo com o que acaba de presenciar e não consegue dizer nada.
– Bom trabalho, meu amor. Agora é só mandar uma mensagem de texto pro Lupin, usando o celular do Jigen e tudo estará pronto. Diz Fujiko.
– Bem pensado, querida. Diz Goemon.
Zenigata fica tão surpreso com a traição de Goemon que é preciso o samurai dizer:
– Inspetor, pode me ajudar a imobilizar esse bandido?
– É claro. Responde Zenigata.
Jigen acorda e percebe que está com os pulsos e pernas algemados a uma cadeira e pergunta:
– O que tá acontecendo aqui?
– O que está acontecendo é que você está preso. Já sabemos que Lupin está aqui para roubar a máscara de jade de Montezuma do Museu de História Mundial. Diz Goemon.
– Como você pôde trair a mim e a Lupin por causa dessa mulher? Diz Jigen indignado.
Goemon mostra a credencial da Inteligência japonesa de diz:
– Eu nunca fui amigo de vocês. Fiz tudo para ganhar a confiança de vocês e conseguir prender você e Lupin. Não se preocupe, você será tratado de acordo com os direitos humanos.
– Seu desgraçado, você vai me pagar caro, por isso Goemon.
O celular de Jigen recebe uma mensagem de Lupin avisando que está a caminho.
– Lupin está vindo. Confirma Fujiko.
– Sinto muito, Jigen, mas você precisa ficar quieto para não atrapalhar nosso plano. Diz Goemon amordaçando Jigen.
Zenigata continua sem acreditar até o momento que Lupin entra no apartamento e encontra Jigen.
Lupin está sozinho na cela contemplando o horizonte,onde o sol começa a se pôr e diz:
– Parece que eu realmente fui derrotado e vou morrer aqui nessa ilha deserta. Essas horas Jigen já deve ter sido executado e Goemon e Fujiko foram promovidos na polícia. É um triste fim para Lupin Terceiro.
– Ei, Lupin, deixe de palhaçada. Já encontrou o mapa do tesouro que o Conde de Monte Cristo deixou aqui na ilha? Diz Jigen.
– Jigen, você estragou o meu momento dramático e reflexivo na fic.
– Não seja idiota, os leitores querem saber o que está acontecendo.
– Então, eu vou deixar isso pra mais um flachback. Diz Lupin.
– Está bem. Concorda Jigen acendendo um cigarro.
Goemon chega e corta as barras da cela onde Lupin está com a espada e diz envergonhado:
– Eu concordo. Sinto-me desonrado em parecer um traidor.
– Quanto drama, Goemon. Diz Lupin.
Duas semanas antes , Lupin e gangue estão em uma mansão perto de uma praia. Goemon é último a chegar e assim que entra na casa pergunta:
– Por que mandou me chamar, Lupin?
– Descobri onde o Conde de Monte Cristo deixou parte da fortuna dele. O tesouro está na Ilha do Polvo, um lugar entre as Américas Central e do Sul, que está fora do mapa. O problema é que o lugar serve como uma solitária e não tem como chegar lá sem ser da polícia ou um preso.
– E aonde eu entro nessa história? Pergunta Goemon.
– Você fica esperando até eu dar a deixa e pega o Zenigata e os homens dele de surpresa como sempre. Responde Lupin.
– E por quê? Pergunta Goemon.
– Eu quero alguém que consiga se passar por um traidor e sabe mentir muito bem, assim como Jigen e a minha Fujiko querida. Diz Lupin.
– Está dizendo que eu não consigo mentir? Questiona Goemon.
– Exatamente. Responde Lupin.
– Lupin tem razão, você é um péssimo mentiroso. Concorda Jigen.
– Nunca pensei que eu diria isso, mas Jigen tem razão, você é inocente demais pra um ladrão. Poderia até mesmo ser um policial. Diz Fujiko.
– Fujiko querida, você acaba de me dar uma ótima ideia. Que tal você se passar por um agente da CIA e me capturar e o Jigen também será preso.
– Eu vou me passar por agente da Inteligência japonesa e vou provar que posso mentir tão bem quanto a senhorita Fujiko. Diz Goemon revoltado.
– Que grosseria, eu não sou nenhuma mentirosa, não é Lupin?
– Bem, Fujikinha às vezes você maquia a verdade. Diz Lupin, deixando Fujiko irritada.
– Puff! Goemon mentindo pro Zenigata, essa e quero ver. Comenta Jigen.
– Eu também. Diz Lupin rindo.
– Pois eu vou conseguir e ele acreditará em mim. Prepare-se para ser preso, Lupin. Diz Goemon saindo e batendo a porta.
– Parece que ele levou a sério o que dissemos. Comenta Jigen.
– Sempre dramático, mas será de grande ajuda se ele conseguir enganar o velho Zenigata. Como eu ia dizendo, eu vou sequestrar o chefe da Interpol por alguns dias e depois me passo por ele, enquanto o Jigen fica no esconderijo pra ser preso pelo Zenigata.
Lupin dá uma risada divertida e comenta com os amigos:
– Quem diria que você conseguiria enganar o Zenigata, Goemon?Você sempre foi tão ruim de mentir e sempre foi enganado pelas mulheres.
– Tem razão, Lupin. Concorda Goemon tirando a máscara e revelando ser Zenigata.
– Tiozão, você descobriu tudo? Admira-se Lupin.
– Sim. E você está preso! Grita Zenigata.
Jigen começa a rir e tira a máscara revelando ser Goemon.
– Eu disse que ele cairia fácil. Diz Jigen tirando a máscara de Zenigata.
– Verdade. Comenta Goemon rindo.
De repente Zenigata chega à ilha na lancha e grita:
– Como ousam me enganar outra vez, Lupin e gangue?! Vocês estão presos!
Zenigata diminui o entusiasmo quando ouve o barulho da lancha se afastando em alta velocidade.
– Muito obrigada pelo mapa do tesouro do Conde de Monte Cristo. Diz Fujiko se afastando.
Zenigata volta a atenção para Lupin e seus parceiros e os vê indo embora num helicóptero.
– Até mais, Tiozão. Diz Lupin.
– Lupin, seu maldito! Você me paga! Grita Zenigata.
Nota da autora: Quando eu estava escrevendo essa fic me veio a ideia e se o Goemon fosse um policial? Então desenvolvi essa humilde história.
Espero que gostem.