Traidor

Sinopse: Goemon é forçado por um velho inimigo a matar Lupin.

Personagens: Goemon,Lupin, Jigen, Fujiko, Zenigata e personagens originais.

Categoria:Anime/mangá: Lupin III;Gênero:Crime/Suspense/Humor;Classificação:12 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Traidor

Goemon anda pela floresta depois da meditação, quando um homem usando terno e gravata surge em seu caminho. O homem tira uma enorme espada e diz:

– Vim tomar sua vida, Goemon Ishikawa Décimo Terceiro. 

– Sinto se o ofendi, mas gostaria de seguir o meu caminho. Responde Goemon passando pelo homem.

– Esqueceu de mim, Kojiro, o discípulo número dois do mestre  Mamochi? Você vai morrer por ter falhado em matar Lupin, como desejava nosso mestre. Você fez ainda pior e se juntou a Lupin. Diz o homem.

Goemon segue o caminho em silêncio e Kojiro o ataca com a espada, mas o samurai desvia.

– Você é um excelente guerreiro. Posso relevar sua traição se você matar Lupin Terceiro.

– Eu não preciso do seu perdão. Retruca Goemon.

O homem tira o celular do bolso e exibe para Goemon o vídeo de um hospital infantil e diz:

– Você deve matar o Lupin até o final do dia se quiser salvar essas crianças, os pais delas, os médicos e os enfermeiros. Eu mandei colocar uma bomba nesse hospital. E vou lhe avisando que tenho meus métodos para saber se você cumpriu ou não o nosso pequeno acordo, portanto não tente avisar a ninguém sobre a bomba.

– Eu me recuso a participar de algo tão hediondo. Diz Goemon.

Kojiro mostra o celular a Goemon e diz:

– Vou fazer uma pequena demonstração do que eu sou capaz.

Kojiro toca em uma tecla do celular e aciona uma pequena bomba na lixeira do hospital infantil, que por pouco não fere uma enfermeira e um garotinho na cadeira de rodas.

– Seu miserável! Diz Goemon.

– É melhor você se apressar, Goemon. O tempo está passando. E nem pense em se matar para preservar a sua honra. Eu detonarei a bomba do mesmo jeito.

Kojiro se afasta de Goemon com um sorriso largo. Enquanto Goemon respira fundo e tenta se resignar pela traição que realizará. O samurai diminui o passado de volta ao esconderijo.

Goemon volta ao esconderijo e encontra Jigen dormindo. Lupin sai do quarto cantarolando e quando vê Goemon diz:

– Bem-vindo de volta, Goemon. Já consegui bolar um plano pra gente entrar na casa do mafioso e roubar a estátua de Athena feita de esmeraldas. Vai ficar linda na coleção.

Goemon assume a postura de saque e diz:

– Lupin, por favor me perdoe. 

Antes que Lupin possa reagir, Goemon o atravessa com a espada. Jigen acorda com o grito de Lupin e atira várias vezes nas costas de Goemon.

Horas depois numa mansão, um homem gordo e baixo está com Fujiko ao lado dele. O homem entrega a Fujiko uma estátua da deusa Athena feita de esmeraldas e diz:

– Senhorita, Fujiko. Você terá que se casar comigo. E essa belíssima estátua é meu presente de casamento pra você, senhorita Fujiko.

– E por que me casaria com você? Pergunta Fujiko tomando uma taça de champanhe tranquilamente.

O homem aperta um botão e liga TV embutida na estante de livros no exato momento em que um jornalista anuncia:

– Estamos aqui direto do local onde foram encontrados os corpos do infame Lupin Terceiro e de seu comparsa Goemon Ishikawa Décimo Terceiro. Segundo fontes tudo leva a crer que foi uma disputa interna na gangue.

Fujiko deixa cair a taça de champanhe e diz:

– Isso não é verdade. Aqueles três idiotas eram como irmãos.

– Pois é, pena que Goemon tinha um fraco em proteger crianças. Eu blefei dizendo que tinha plantado bombas num hospital infantil e o forcei a matar Lupin. Com certeza Jigen o matou em seguida. Diz Kojiro rindo.

– Quando Jigen descobrir o que vocês fizeram, ele vai se vingar de vocês. Diz Fujiko chorando.

O homem gordo dá uma gargalhada e diz:

– Não se preocupe, Fujiko querida. Toda minha fortuna agora é sua também.

– Eu não quero isso! Eu quero o Lupin de volta. Diz Fujiko chorando desesperada. Até que ouve:

– Eu sempre soube que você me ama, Fujiko querida.

– Lupin! Diz Fujiko.

– O quê? onde está o meu chefe? Diz Kojiro chocado quando Lupin tira a máscara.

– Seu chefe tá amarrado e amordaçado num armário. Não me diga que você achou mesmo que Goemon perderia pra um canalha como você. Diz Lupin dando uma gargalhada.

– Então Goemon não conseguiu matar você? Pergunta Kojiro.

– Eu tinha escondido um microfone no Goemon e quando você fez aquela chantagem covarde pra me matar, eu disse ao Goemon o que fazer.

Kojiro tem uma nova surpresa ao ver Goemon entrar acompanhado por Jigen.

– Isso não é possível! Vocês estão todos mortos! Grita Kojiro alucinado.

Kojiro  pega a espada e tenta atacar Goemon, mas o samurai joga uma shuriken certeira na testa do inimigo.

– Seria um insulto usar a minha Zantetsuken num canalha covarde como esse. Diz Goemon. 

– Tenho que concordar com você, Goemon. Diz Jigen.

– Agora vamos embora daqui. Já pegamos tudo que o canalha que contratou esse covarde tinha de interessante. Diz Lupin.

– Você vai me dar a maior parte, não vai, Lupin? É uma indenização pelo trauma que eu sofri com a notícia da sua falsa morte. Diz Fujiko.

– É claro, Fujiko querida. Diz Lupin.

– Lupin, seu idiota! Nós arriscamos nossas vidas. Argumenta Jigen.

– Mas a pobre Fujiko sofreu um dano psicológico profundo com a minha morte. A pobrezinha é uma frágil mulher desamparada nesse mundo de homens. Diz Lupin abraçando Fujiko.

Goemon ri da confusão e diz:

– Vamos embora. Temos companhia. 

De repente Zenigata entra na mansão do chefe da máfia e grita:

– Estão todos presos!Por seus inúmeros crimes. 

Quando percebe a presença de Lupin e Goemon, Zenigata diz:

– Que bom que estão vivos, Lupin e Goemon. Quero dizer, Lupin e gangue, vocês estão presos.

Lupin joga uma bomba de fumaça e foge, junto de seus companheiros.

Nota da autora: Uma história curta mais centrada no Goemon.

Espero que gostem

Herança

 Sinopse: Fujiko recebe uma herança de um parente desconhecido.

Personagens: Fujiko , Lupin e Jigen.

Categoria: Anime/mangá: Lupin III;Gênero: Humor;Classificação: Livre.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Herança

Lupin e Fujiko estão em um jantar romântico se divertindo. Lupin se inclina para beijar Fujiko e ela permite sem nenhum truque.

– O que foi, Fujiko querida? Finalmente aceitou o meu amor e vai se casar comigo? Pergunta Lupin com cara de bobo.

– É porque esse é nosso último encontro. A partir da semana que vem serei uma mulher de alta sociedade e não fará bem à minha imagem ser associada de você aos seus cúmplices. Diz Fujiko.

– Como assim, Fujiko querida?

– Recebi uma carta de um parente milionário muito distante e ele teve a gentileza de antes de morrer de me incluir no testamento dele. A abertura do testamento será na semana que vem. Diz Fujiko.

– Que pena que nunca mais verei você, Fujiko querida. Sentirei a sua falta. Que tal a gente fazer amor uma última vez. Diz Lupin.

– Melhor não, Lupin. Prefiro me despedir de você com a lembrança de um jantar romântico. Responde Fujiko indo embora.

-Ah, Fujiko querida. A gente vai se ver antes do que você imagina.  Diz Lupin a si mesmo dando uma risadinha.

Uma semana depois Fujiko chega a uma cidade do interior do Japão e estaciona em frente a uma grande mansão. A ladra  respira fundo e começa a imaginar tudo o que herdará e dá um sorriso feliz. 

Um senhor de cabelos brancos e um grande bigode da mesma cor dos cabelos, vem receber Fujiko. 

– A senhorita deve ser a sobrinha bisneta do patrão. O advogado está à sua espera. Queria perdoar minha grosseria, meu nome é Antonio, eu fui o mordomo de seu falecido parente. 

O senhor leva Fujiko até o escritório do antigo patrão. Fujiko dá uma boa olhada na casa e nas obras de artes que servem de decoração e já começa imaginar a vida luxuosa que terá.

Na imaginação de Fujiko ela está rodeada por homens muito sexy  e atraentes e todos eles lhe oferecem as jóias mais valiosas do mundo. De repente na imaginação de Fujiko, Lupin aparece e leva todas as jóias com ele.

– Maldito traidor! É por isso que não se pode confiar nos homens. Murmura Fujiko.

– Algo a desagrada, senhorita Fujiko? Pergunta o mordomo.

-De jeito nenhum. Mal posso esperar pra botar a mão na grana que o velho deixou pra mim. Diz Fujiko. 

Fujiko logo percebe que foi sincera demais e faz um cara triste ao falar:

-Agora eu gostaria de receber o que meu generoso tio bisavô gentilmente deixou pra mim.

-Claro, senhorita Fujiko. Por favor, siga-me. Diz o mordomo.

Fujiko tem a impressão que o mordomo deu uma risada, mas não se importa quando ele abre a porta do escritório.

O advogado, um homem muito gordo e careca, arruma os óculos e diz:

– Vou começar a leitura do testamento. 

– Ótimo. Assim poderei providenciar algumas coisas novas. Diz Fujiko.

O advogado abre o grande envelope preto e dá uma tossida e finalmente começa a ler em voz alta:

– Eu, Yoshihiro em pleno gozo das minhas faculdades mentais.

– Por favor, senhor advogado, leia logo a parte que interessa. Diz Fujiko. A ladra se contém e diz:

– Por favor,senhor advogado, leia a parte da partilha dos bens.

– Está bem, senhorita. Concorda o advogado. 

O advogado vai retomar a leitura, quando Goemon entra na sala.

– Está atrasado! Reclama Fujiko.

– Queira me perdoar, senhorita Fujiko. Eu tentei ligar para Lupin e avisar que estaria ocupado, mas não consegui encontrar nem ele e nem Jigen. Explica Goemon.

O advogado dá uma tossida e começa a ler em voz alta:

 – Seguindo a vontade do senhor Yoshihiro, vou ler a partilha dos bens. Para meu sempre fiel mordomo, deixo os seguintes bens: Minhas propriedades na Europa e nos Estados Unidos e minhas minas de ouro no Brasil, além de ações de várias empresas que ao todo valem meio bilhão de dólares americanos. 

– O patrão sempre foi tão generoso. Diz o mordomo chorando emocionando.

Fujiko não se contém e grita:

– Iupi! Mal posso esperar a minha vez. Leia logo de uma vez, advogado.

O advogado retoma a leitura:

– Para minha sobrinha neta Fujiko Mine deixo essa mansão hipotecada em um bilhão e meio de dólares americanos e algumas dívidas de jogo pendentes. 

Fujiko desmaia e é amparada por Goemon. Então Lupin tira o disfarce de advogado e diz:

– Goemon, não seja sorrateiro!

Fujiko recobra a consciência e diz:

– Lupin! O que significa isso? 

– É uma pegadinha que eu resolvi fazer com você pra colocar no meu canal da internet.

Fujiko pega a espada de Goemon e sai correndo atrás de Lupin.

Jigen tira o disfarce de mordomo e comenta com Goemon:

– Imagino que nossos fãs da internet estejam se divertindo vendo a cara de Fujiko correndo atrás do Lupin.

– Tem razão. 

Duelo na escuridão

Sinopse: Um desconhecido desafia Jigen para um duelo. Jigen conseguirá vencer?

Personagem: Jigen

Categoria:Anime/Mangá: Lupin III;Gênero:Suspense/Crime; Classificação:13 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Duelo na Escuridão

Jigen está em um bar decadente em Nova York e depois de mais uma dose de bourbon, o pistoleiro decide ir embora.

Jigen paga a conta e levanta para ir embora, quando um homem magro de cabelos escuros se aproxima e diz:

– Você é o tal de Jigen, não é? O cara que anda com o Lupin?

Jigen acende um cigarro sem dar atenção ao homem e o sujeito dá um sorriso maníaco e joga na mesa, onde Jigen está, a foto de uma jovem de cabelos negros.

– Eu quero te enfrentar daqui a duas horas no galpão sete do porto. E se você não for, eu meu cúmplice mata essa garota. Diz o homem.

Jigen dá mais uma tragada no cigarro e responde:

– Pode apostar  que eu vou, mas no seu lugar eu desistia desse duelo. 

– Você é muito prepotente. Logo o nome de Jimmy Reed vai brilhar no submundo como o homem que matou Daisuke Jigen. Diz o homem.

Horas depois, Jigen chega ao galpão designado para o duelo.  Jigen entra no lugar e chama pelo adversário e comenta consigo mesmo:

– Parece que ele desistiu do duelo. É melhor eu ir embora.

Jigen dá meia volta e vê alguém trancar a porta do galpão, deixando o lugar escuro.

– Hoje é o dia da sua morte, Jigen. Saiba que eu estou com óculos de infravermelho e posso ver cada movimento seu, mas você não tem como se guiar no escuro. Diz  Jimmy gargalhando.

Jigen se irrita e joga longe o cigarro que está fumando e diz:

– Essa deve ser uma boa hora pra começar a rezar.

Jigen tem tempo apenas de pular quando Jimmy atira com uma metralhadora. Jigen consegue abrigo atrás de alguns caixotes que são perfurados um por um pelos tiros da metralhadora.

– Será seu fim, Jigen! Logo eu serei o pistoleiro mais famoso do submundo e vou poder cobrar fortunas dos chefões da máfia. Diz Jimmy sem parar de atirar contra os caixotes, que servem de abrigo para Jigen.

– Que cara chato. Resmunga Jigen.

Jigen consegue sair do esconderijo provisório a tempo de escapar de uma rajada de balas que destrói os caixotes.

– Você não pode se esconder, pistoloirozinho. Esqueceu que eu posso enxergar onde você vai com os meus óculos? Aqui vai mais uns tiros pra você. Diz Jimmy atirando.

Uma das balas perfura o chapéu de Jigen e outra passa de raspão no braço do pistoleiro.

– Eu não vou errar a próxima e tenho balas pra uma semana de diversão. Com certeza conseguirei matar Lupin e o tal de Goemon.

Jigen dá uma risada e diz:

– Parece que a metralhadora combina bem com você, porque você não para de falar. 

– Ha! Você é que tá desesperado, porque sabe que eu tenho muita munição e você só tem um revólver antiquado. Retruca Jimmy se preparando para mais uma sessão de tiros.

Jigen aproveita e aponta o Magnum  em direção a um ponto de luz da bituca de cigarro que está se apagando e atira atingindo Jimmy no braço direito e ele derruba a metralhadora.

– Seu miserável! Grita Jimmy tentando pegar a metralhadora.

Jigen acende um cigarro e diz:

– Eu só preciso de uma bala pra resolver meus assuntos.

Jigen destranca a porta do galpão com um tiro. Inconformado com a derrota , Jimmy tira o pino de uma granada para jogar em Jigen.

Jigen dá um tiro certeiro na testa de Jimmy e sai do galpão.  Jigen  caminha alguns metros até o carro e ouve uma explosão vinda do galpão.

Antes de entrar no carro, Jigen tira o chapéu em sinal de respeito pelo inimigo morto e segue em frente.

Jigen chega ao apartamento que está usando como esconderijo e encontra Lupin sentando no sofá, com os pés encima da mesa de centro.

– Finalmente você chegou, Jigen. Eu tenho um trabalho que vai render uma boa grana pra gente. Diz Lupin.

– E como você conseguiu esse tal trabalho? Pergunta Jigen bocejando.

– Com a minha Fujiko querida.

– Tô fora! Tive uma noite agitada, quero dormir. Diz Jigen entrando no quarto e trancando a porta.

– Fica a noite toda se divertindo e não quer ajudar o melhor amigo. Quanta ingratidão. Reclama Lupin.

Nota da autora: Uma fanfic curtinhatinha com o personagem mais querido de Lupin III. Essa foi a ideia incial de A Noite mais Escura, mas lá eu fui desenvolvendo e se tornou uma história com duas partes e nessa fanfic, eu estou treinando uma cena de ação.

Espero que gostem.

Uma boa garota

 Sinopse: Fujiko lê um comentário agressivo numa fanpage e decide que será uma boa pessoa praticando boas ações.

Personagens: Fujiko Mine e Lupin

Categoria: Anime/mangá:Lupin III;Gênero: Humor/Crime; Classificação:12 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Uma boa garota

Fujiko está deitada na cama olhando o celular, quando lê uma opinião muito forte sobre ela numa página de fãs de Lupin.

“ A tal Fujiko nunca fez nada de bom pra ninguém e ainda quer ser popular. Pra mim ela só é popular, por causa daqueles peitos dela.”

– Que idiota! É claro que eu faço coisas boas pelas pessoas, desde que me paguem bem.  Diz Fujiko chateada colocando o celular em cima do criado mundo.

Na manhã seguinte Fujiko olha o celular e lê mais uma vez o comentário e resolve mandar uma mensagem marcando um encontro com Lupin. Em poucos segundos Lupin responde a mensagem de Fujiko e a convida para o encontrar no novo esconderijo. 

– Ótimo. Pelo menos Lupin sabe que eu sou bondosa. Diz Fujiko a si mesma, enquanto se arruma para sair.

Algum tempo depois, Fujiko chega ao esconderijo de Lupin. Lupin abre a porta para a amada com a alegria habitual.

– Olá, Fujiko querida. Sentiu a minha falta?

– É claro, Lupin. Você sabe o quanto eu sou bondosa, não é, Lupin?

– Você bondosa, Fujiko querida? Existem vários tipos de bondade. Diz Lupin sem conseguir disfarçar o riso.

– Você não me acha bondosa, Lupin? Quer dizer que você não acha que eu tenho um coração bom?

– Bem, Fujiko querida. Você é muito boa em enganar e seduzir os homens, mas creio que é por uma boa causa. Seu coração é muito bom em tirar proveito das pessoas. Mas eu te amo assim,mesmo você sendo uma mulher perigosa. Diz Lupin sem perceber que Fujiko está bufando de ódio.

– Como você pode pensar isso de mim? Você disse que me amava? Isso não é a visão de um homem apaixonado. Questiona Fujiko.

– Eu só falei a verdade, apenas um homem como eu pode amar uma mulher perigosa como você, Fujiko querida. Reafirma Lupin.

Fujiko começa a chorar e Lupin pergunta:

– O que foi, Fujiko? Você não é de chorar.

– Um idiota fez um comentário na sua fanpage dizendo que eu sou popular somente por meus delicados seios. Responde Fujiko chorosa.

– Que idiota! Isso é porque ele não viu como a sua bunda é perfeita. A bondade em você é totalmente dispensável. Diz Lupin. 

Fujiko dá uma bofetada em Lupin e grita:

– Seu tarado! Eu posso ser tão bondosa quanto qualquer um de vocês.

Jigen vem entrando no apartamento que serve de esconderijo e vê Fujiko saindo indignada.

– Oi, Lupin. O que deu nela?

– O coração das mulheres é um mistério, Jigen. Um homem não pode nem fazer um elogio. Diz Lupin.

Fujiko volta para o hotel de luxo onde está hospedada e faz uma pesquisa na internet de como ser boa e lê seguinte dica:

“ Uma boa pessoa sempre faz boas ações.”

Fujiko fica confusa e pesquisa exemplos de boas ações:

“ Tente ajudar um idoso a atravessar a rua ou ajudar uma pessoa cega, ou alimentar os animais e pessoas em situação de rua. Você também pode ajudar uma instituição de caridade. Também não deve ser uma pessoa preconceituosa.”

–  Isso tudo parece muito fácil. Vou mostrar ao Lupin e aos outros que Fujiko Mine também pode ser uma boa pessoa. Diz Fujiko determinada.

Fujiko resolve sair para procurar alguma boa ação para fazer. Não demora muito e Fujiko vê uma senhora parada na calçada com uma sacola de compras pesada.

“Uma chance para fazer uma boa ação.” Pensa Fujiko se aproximando da velhinha. 

– Olá, bela senhora. Deixe que eu lhe ajude a atravessar a rua. Diz Fujiko pegando a sacola de compras da senhora e a empurrando na frente dos carros que freiam.

A pobre velhinha não consegue dizer nada de tão apavorada que está. Fujiko e a senhora chegam do outro lado da rua.

– Eu não queria atravessar a rua. Grita a senhora com um visível mau humor.

– Não precisa se envergonhar de precisar de ajuda. É obrigação dos mais jovens ajudar os velhos decrépitos que não conseguem se locomover a fazer coisas básicas do dia a dia. Diz Fujiko com um sorriso meigo.

Fujiko pega a carteira da senhora e uma parte das compras e se afasta sem que a pobre velhinha perceba. 

Fujiko caminha alguns quarteirões e começa a contar o dinheiro que tem na carteira e diz a si mesma:

– Não é tanto dinheiro assim. Uma boa pessoa daria essa mixaria aos mais pobres.

Fujiko vê um mendigo e larga a carteira cheia de  dinheiro no chapéu dele e deixa a sacola de compras da senhora perto de um bando de cachorros de rua.

Fujiko anda alguns metros e vê uma garotinha olhando fixamente para uma árvore. A ladra se aproxima da garota e pergunta:

– O que está acontecendo, garotinha?

– Meu gatinho subiu na árvore e não quer descer. Diz a menina choramingando. 

Fujiko não pensa duas vezes e tira a pistola da cinta-liga e atira no galho fazendo o gato cair no colo da garota.

Fujiko continua o que ela acredita ser uma caminhada de boas ações e acaba esbarrando num rapaz que sai correndo de uma igreja. Fujiko pega o dinheiro que ele roubou e diz ao rapaz:

– Não é certo roubar uma igreja, um bom ladrão rouba as pessoas independente do credo. Não seja uma pessoa preconceituosa.

O jovem ladrão olha para Fujiko e vai responder quando um carro da polícia se aproxima. Para surpresa de Fujiko quem desce do carro é Zenigata

– Você está preso Lupin! Perdão, eu errei a fala. Você está presa, Fujiko Mine! Diz Zenigata.

– Por que? Eu passei o dia inteiro praticando boas ações. Retruca Fujiko indignada. 

Zenigata algema Fujiko e quando vai colocá-la na viatura, Lupin surge numa moto e salva a amada.

– Até logo, Tiozão. Diz Lupin.

Lupin consegue livrar Fujiko das algemas com facilidade.

– Muito obrigada por vir me salvar, Lupin. Você realmente é o único homem que me aceita como eu sou. Diz Fujiko emocionada.

– É claro, Fujiko querida. Eu não me importo que sua popularidade com os fãs venha dos seus enormes…

Lupin é interrompido por uma sonora bofetada.

– Seu grosso! Nunca mais quero te ver. Diz Fujiko.

Lupin volta para o esconderijo e encontra Jigen lendo um jornal.

– Ei, Lupin. Que marca essa na sua cara?

– A Fujiko mudou de humor outra vez. As mulheres são tão complicadas, Jigen. Tudo isso por causa de um comentário besta na internet. Diz Lupin.

Nota da autora: Fiquei imaginando como seria se a Fujiko tentasse praticar boas ações pela cidade.

Espero que gostem.

Notas da autora

Olá! Tenho deixado de lado as minhas notas de autora aqui no blog. Então farei algumas.

Começando com a fanfic O berço de Lupin: Nela eu fiz uma paródia de O berço do mal, um episódio clássico de Além da Imaginação. Coloquei Kyosuke Mamo, um dos vilões da parte I do anime, pois ele tem uma máquina do tempo o que combina bastante com a premissa da história.

O Amuleto: É uma história que eu me baseei parte no mangá e em algumas artistas de doujishin japonesas.

Uma noite enluarada: Uma fanfic bem curtinha sobre a Clarice de O Castelo Cagliostro.

O Licor de Vênus é uma história baseada noss episódios 22 da parte II e 11 da parte III.

O Exótico tesouro de Lupin é uma versão do conto A roupa nova do Imperador com os personagens de Lupin III.

Fiquei bem contente em escrever duas história com Jigen. A noite mais escura,onde Jigen confrota o homem que matou o irmão dele. E fanfic cômica e curtinha Não fume, Jigen.

O Polvo contra Lupin: Nessa história aproveitei a averção de Lupin por polvos. O título é um trocadinho com seriados americanos onde sempre aparece algo como ” O povo contra fulano”.

As férias de Zenigata pensei que se existe um personagem que merce férias é o Zenigata, mas o nosso querido inspetor não é alguém que consiga relaxar mesmo de férias.

E a fanfic mais recente: O sequestro de Goemon que tem um pouco dos elementos do episódio 112 da parte II, mas preferi ir pelo lado da comédia leve e trazer a Murasaki de Fuma Conspirancy. Eu realmente amo esse casal.

Espero que gostem e se divirtam com as fanfics desse humilde blog.

O Sequestro de Goemon

 Sinopse: Goemon é sequestrado por um inimigo misterioso e Mursaki pede a ajuda de Lupin, Jigen e Fujiko.

Personagens:Lupin, Goemon, Jigen, Fujiko e Murasaki (personagem de Fuma Conspirancy)

Categoria: Anime/mangá: Lupin III; Gênero: Humor/Mistério/Romance; Classicação: 10 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O sequestro de Goemon

Goemon sai de um banho relaxante numa fonte de águas termais. Goemon se veste, enquanto canta um K-Pop qualquer, quando sente a picada de um dardo tranquilizante. Goemon tenta pegar a espada, mas o corpo não obedece.

– Que descuido. Murmura o samurai antes de cair num sono profundo.

Uma pessoa com roupas de ninja pega Goemon e o leva para dentro de um carro preto e sai em alta velocidade.

Anoitece e  Jigen se prepara para fazer o jantar e comenta com Lupin:

– Goemon está demorando, não acha?

– Ele foi se divertir nas termas, é natural que demore. Responde Lupin lendo um mangá.

– Ele já devia estar aqui. Isso tá me lembrando aquela vez que ele foi torturado. Diz Jigen.

– Que nada! Ele tá ótimo.

De repente alguém chega num carro em alta velocidade e estaciona em frente à casa. Jigen saca a arma e abre a porta. Para surpresa de Jigen quem chega é Murasaki, a noiva de Goemon.

Jigen percebe que a garota está chorando e mesmo prevendo a resposta, pergunta:

– O que aconteceu? Por que você tá chorando?

– Sequestraram o Goemon e querem um tal tesouro dos Fuma que supostamente meus ancestrais roubaram. Por favor, me ajudem. Pede Murasaki.

– Não se preocupe, Murasaki querida. Nós vamos ajudar você a salvar o Goemon. Diz Lupin.

Jigen percebe que Lupin está relaxado demais e questiona:

– Você não está preocupado com o Goemon? Talvez estejam torturando ele.

– Eu confio na resistência de Goemon. Responde Lupin.

Murasaki começa a chorar e Jigen diz:

– Não se preocupe, Murasaki. Vamos trazer o Goemon de volta.

A jovem se recompõe e diz:

– Vamos procurar o Goemon agora mesmo. Eu vou com vocês.

– É melhor você ficar aqui. Não sabemos em que estado encontramos o Goemon. Diz Jigen.

– Grosseiro como sempre. Comenta Fujiko entrando no esconderijo.

– Fujiko querida! Sempre tão bondosa. Diz Lupin se aproximando da amada.

– Não confunda as coisas, Lupin. Eu só vim com a Murasaki porque ela prometeu que vai me dar uma parte do tal tesouro Fuma quando resgatarmos o Goemon.

– Então você veio com a Murasaki? Pergunta Jigen.

– A idade tá te deixando surdo, Jigen? Foi exatamente o que eu disse. Retruca Fujiko.

Jigen puxa Lupin num canto e cochicha:

– Você não acha suspeito a Fujiko aparecer para ajudar e ficar sabendo antes da gente sobre o sequestro do Goemon?

– O que você tá insinuando, Jigen? A Fujiko é uma boa garota. Jamais sequestraria um amigo. Diz Lupin. 

– Idiota! Estamos falando da Fujiko. Insiste Jigen.

– O que tem a Fujiko? Pergunta Murasaki.

Lupin toma a frente e responde:

– Nada demais, Murasakizinha. A minha Fujikinha é um anjo de mulher que se ofereceu para ajudar um amigo em perigo cobrando uma pequena contribuição monetária. A Fujiko querida é uma mulher muito pura.

– Puramente interesseira. Diz Jigen.

– Eu ouvi isso, Jigen! Reclama Fujiko.

– Mas como vamos saber onde Goemon está? Pergunta Murasaki.

– Teremos que esperar o clã Fuma entrar em contato. É claro que eu vou exigir uma prova que Goemon está vivo. Responde Lupin muito sério.

De repente alguém atira uma flecha através da janela. A flecha  fica presa a uma parede e Lupin se aproxima para tirá-la da parede. Jigen se aproxima da janela com o Magnum em punho, enquanto Fujiko assume a proteção de Murasaki.

Lupin tira a flecha da parede e diz:

– O clã Fuma já nos encontrou. 

Lupin vê que a flecha traz um bilhete e lê em voz alta:

– Aqui diz pra levarmos o tesouro Fuma daqui a três dias num porto abandonado ou eles matarão o Goemon.

– E como a gente vai saber que ele tá vivo? Pergunta Jigen.

Lupin mostra uma foto de Goemon amarrado a uma cadeira, amordaçado e com os olhos vendados.

– Isso prova que Goemon está vivo e aparentemente em bom estado físico. Diz Lupin muito sério.

– Ainda bem. O único problema é que eu não sei tesouro é esse que o clã Fuma quer. Diz Murasaki.

 – Não tema, Murasaki querida, com Lupin não há problema. Eu vou encontrar esse tal tesouro e salvar o Goemon. Diz Lupin com a mão direita erguida como se fizesse um juramento.

– E como você vai fazer isso? Não sabemos o que é esse tal tesouro e nem temos nenhum mapa. Diz Jigen.

– Você é muito nervosinho, Jigen. Pode deixar que eu resolvo tudo. Retruca Lupin.

– Nunca pensei que você fosse tão cruel, Lupin. Depois que salvarmos o Goemon, nunca mais eu saio com você. Diz Fujiko.

– Viu só, Jigen? A minha Fujiko querida nunca sequestraria o Goemon. Diz Lupin.

– Como você pode pensar uma coisa dessa de mim, Jigen? Diz Fujiko indignada.

– Chega! Eu vou procurar esse tal tesouro com ou sem ajuda de vocês. Diz Murasaki saindo e batendo a porta.

– Eu vou com ela. Diz Jigen saindo.

– Eu também. Diz Fujiko seguindo Jigen e Murasaki.

– Esses dois são mesmo uns românticos. Diz Lupin para si mesmo dando uma risadinha.

Jigen consegue alcançar Murasaki antes dela entrar no carro e diz:

– Eu vou com você. Não vou permitir que Goemon seja torturado. 

– Eu também vou. Não posso deixar que só os homens sejam os bonzinhos na história. Preciso melhorar a minha imagem nesses tempos politicamente corretos. Diz Fujiko.

Lupin consegue alcançar os amigos  e mostrando o celular diz:

– Acho que eu já sei onde podemos encontrar o tal tesouro Fuma. Acabei de encontrar um site sobre tesouros ninjas escondidos. Ele diz que o clã Fuma costumava esconder os tesouros deles do outro lado da cidade, mas um ladrão os roubou. A suspeita é que o tesouro esteja nessa região onde estamos.

– Oi, Lupin. Você tem certeza disso? Isso parece conveniente demais. Diz Jigen.

– Nunca pensei que diria isso, mas Jigen tem razão. Concorda Fujiko. 

– Vocês são uns chatos. Eu me esforcei só pra salvar a vida do Goemon e vocês ficam aí me questionando.  Diz Lupin. 

– Eu acredito em você, Lupin. Diz Murasaki.

– Tá vendo só? Eu vou levar a Murasaki querida e o Goemon na minha próxima missão. Diz Lupin.

– De qualquer forma já é noite e não poderemos fazer nada útil até amanhã. Diz Jigen.

– Sim. Eu durmo no mesmo quarto que a Fujiko querida e a Murasaki querida. Tenho certeza que Goemon aprovaria esse meu gesto de amizade. Diz Lupin. 

Fujiko dá uma bofetada em Lupin e diz:

-Controle-se. 

-As mulheres são tão desconfiadas, Jigen. A gente não pode nem oferecer uma ajuda desinteressada. Queixar-se Lupin.

Jigen se limita a voltar para cozinha e preparar o jantar.

Goemon acorda e se sente um pouco tonto e logo percebe que está um quarto sem janelas e nem portas.  O samurai consegue levantar do futon onde está e fica bastante surpreso por não estar preso com alguma corda ou corrente.

Uma pequena réstia de luz vinda do lado de fora indica a Goemon que já amanheceu.

Goemon percebe uma pequena geladeira onde ele encontra água e alguns alimentos e vê que o sequestrador deixou uma bandeja com um bom café da manhã japonês.

– Que estranho esse cativeiro. Será que essa comida está envenenada? Questiona Goemon.

O samurai encontra um bilhete na bandeja escrito:

“ A comida não está envenenada. Pode comer à vontade.

Com amor, 

O sequestrador.”

– Tudo isso é muito estranho. Mas onde eu já vi esse estilo de escrita antes? Ele me parece familiar. Diz Goemon a si mesmo.

Goemon termina de comer e resolve procurar um jeito de sair do cativeiro e começa a tatear as paredes do lugar. De repente uma das paredes se abre como uma porta e Goemon se vê diante de um longo corredor iluminado por tochas.

– O que será que está acontecendo aqui? Questiona Goemon caminhando pelo corredor.

Apesar de ter passado a noite em claro, Murasaki levanta cedo e encontra Jigen passando café.

– Por que não toma um café e come alguma coisa antes de sairmos. Não  precisa ficar nervosa. Nós vamos salvar o Goemon. Diz Jigen.

– Muito obrigada, Jigen. Diz Murasaki se servindo.

– Já preparou o café da manhã, Jigen. Pelo visto você fez croissant. Eu adoro isso. Diz Fujiko entrando na cozinha e pegando um croissant e dando uma mordida generosa. 

Lupin entra na casa e cumprimenta a todos:

– Bom dia, gente!

Jigen sai da cozinha e se admira:

– Você acordado às oito da manhã! Onde você tava?

– Fui caminhar e apreciar a paisagem desse belo lugar. Quero ter hábitos mais saudáveis de hoje em diante. Agora vou tomar um bom banho. Diz Lupin.

Depois do café da manhã Lupin conduz Murasaki, Fujiko e Jigen até um templo próximo a um morro. 

– Segundo indicações do site, o tesouro dos Fuma está aqui em algum lugar.  Talvez dentro do templo. Diz Lupin.

Jigen puxa Fujiko e comenta:

– Não acha que Lupin está estranho? E que esse sequestro é bem esquisito?

– Verdade. Você está suspeitando do Lupin e comentando comigo? O que está acontecendo aqui? Diz Fujiko quase assustada com a situação.

– Nada demais, eu apenas estou achando o Lupin estranho.

De repente todos ouvem a voz de Goemon. Murasaki passa na frente de todos e Lupin apenas observa, enquanto Jigen vai atrás da jovem.

– Por que você tá aí parado, Lupin? Pergunta Fujiko.

– Eu quis esperar por você, Fujiko querida. 

– Você realmente tá muito estranho, Lupin.

– Desconfiando de mim, assim eu fico ofendido, Fujikinha. 

– Não me chame assim! Retruca Fujiko.

Enquanto isso, Goemon vai caminhando pelo corredor iluminado por tochas e lamenta:

– Se ao menos eu estivesse com a minha Zantetsuken, conseguiria sair daqui e enfrentar quem me mantém prisioneiro.

Goemon dá um grito de frustração e depois se recompõe e continua andando. De repente, Goemon ouve vozes familiares chamando por ele.

– São Murasaki e Jigen. Os bandidos os sequestraram também. Eu serei implacável quando puser as mãos neles. Devem ser muito poderosos, pois não é fácil capturar o Jigen. Apareça Zantetsuken! Diz Goemon.

Quando chega ao fim do corredor, Goemon vê a  Zantetsuken em um vidro. O samurai abaixa a cabeça e diz:

– Perdão, Zantetsuken por minha falta de habilidade. 

Goemon se aproxima do vidro e percebe que não há lasers ou qualquer tipo de ameaça. O samurai apenas levanta o vidro e pega a espada.

Goemon consegue lembrar quem tem a escrita igual ao do bilhete do sequestrador.

– Ele vai me pagar! Diz Goemon cortando a parede com a espada e encontrando Jigen e Musaki. 

– Goemon!Você conseguiu se libertar dos sequestradores! Diz Musaki se jogando nos braços de Goemon.

– Na verdade, isso foi uma ideia do Lupin. Diz Goemon. 

– Isso mesmo. Você fica muito distraído nas termas, Goemon. Diz Lupin se aproximando.

Goemon se  prepara para sacar a espada, mas tem uma ideia melhor:

– Quer dizer que você inventou toda essa história de sequestro e o tesouro?

Lupin começa a gargalhar e confirma tudo:

– Fui eu sim. Eu nunca machucaria, você Goemon. Na verdade eu resolvi ajudar você a se acertar com a Murasaki querida. A minha Fujiko querida  disse que eu sou incapaz de fazer algo romântico então, eu tive toda a ideia.

Jigen tira o Magnum do coldre e diz:

– Você foi capaz de inventar uma história tão cruel como essa?

–  Quer dizer que não tem tesouro nenhum? Pergunta Fujiko.

– É claro que não, Fujikinha. Eu criei tudo pro Goemon e Murasakizinha se encontrarem. Eu sou um gênio romântico. Diz Lupin.

– Você será um gênio morto. Diz Fujiko dando uma bofetada em Lupin.

Lupin sai correndo quando percebe a fúria no olhar de Jigen. 

Goemon e Murasaki ficam a sós e a garota diz:

– Eu salvei a sua vida, Goemon. Agora você tem que me beijar.

Goemon fica com o rosto vermelho e não consegue dizer nada. 

– Não seja bobo, Goemon. Não tem ninguém nos olhando, pode me beijar. Insiste Murasaki.

Goemon olha de um lado para o outro e dá um beijo apaixonado nos lábios da amada.

As férias de Zenigata


Sinopse: Zenigata é obrigado a entrarde férias, porém as férias não são tão relaxantes assim.

Personagens: Zenigata e Yata 

Gênero: Anime/mangá: Lupin III; Gênero: Humor; Classificação: Livre.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

As férias de Zenigata

Zenigata entrar na sala do chefe da Interpor e pergunta:

– Mandou me chamar,chefe?

– Sim. Você está de férias a partir de hoje.

– Eu não posso entrar de férias até prender o Lupin.

– Mas você vai entrar de férias, porque o Órgão Trabalhista Internacional descobriu que você nunca tirou férias e considerou isso uma grave violação dos direitos trabalhistas. Eles querem aplicar uma multa na Interpor. Por tanto, você vai entrar de férias ou vai pro olho da rua. Diz o chefe da Interpor.

– Está bem, chefe. Eu entrarei de férias.

No dia seguinte, Zenigata chega ao quarto de hotel e desfaz as malas. Depois de guardar as coisas no armário, o inspetor deita na cama.

Zenigata fecha os olhos para relaxar e de repente pensa que as férias na verdade fazem parte de um plano de Lupin.

– Mas ele não vai me enganar. Diz Zenigata.

O inspetor pega o celular e começa a vasculhar notícias de crime na cidade, mas desiste.

– Talvez  o chefe tenha razão e tudo que eu preciso é um bom descanso. Diz Zenigata a si mesmo.

Zenigata almoça e resolve passar a tarde na piscina do hotel. Enquanto se bronzeia, Zenigata vê uma mulher que ele reconhece a quilômetros, para espanto de Zenigata ela está mais vestida que o normal.

“Fujiko! Se ela está aqui, Lupin também está.” 

Zenigata coloca óculos escuro que trouxe e começa a seguir a suposta Fujiko e fica abismado ao ver que ela se a um grupo de religiosas.

– Inaceitável o desrespeito religioso da Fujiko. Diz Zenigata indo até ela.

Uma equipe de kendô passa por Zenigata e ele reconhece Goemon entre eles.

“ Goemon! O que será que Lupin está tramando? Vou descobrir.”

Zenigata se detém quando lembra das palavras do chefe sobre a demissão.

– Melhor eu tentar aproveitar as férias enquanto tento descobrir o plano de Lupin. Diz Zenigata.

Zenigata entra no bar do hotel e se surpreende ao ver que o bartender é Jigen.

– Olá, inspetor Zenigata. Diz Yata assustando Zenigata.

– O que você tá fazendo aqui?

– O mesmo que o senhor.

– Está seguindo a gangue do Lupin? Diz Zenigata sorrindo.

– Na verdade, eu estou curtindo as férias. Já tirei várias fotos e até consegui marcar um encontro pra hoje a noite. Tagarela Yata. O jovem policial se dá conta do que Zenigata falou e pergunta:

– Como assim perseguindo a gangue de Lupin? Nós estamos de férias.

– É que o Lupin e a gangue dele estão aqui. Não sei o que vieram roubar, mas eles estão aqui. Já vi a Fujiko e o Goemon. Não sei se você notou, mas o bartender é o Jigen. Cochicha Zenigata.

Yata dá uma olhada e pergunta ao superior:

– O senhor acha mesmo que aquela ruiva no balcão é o Jigen disfarçado? Tão bonita… Quem poderia imaginar?

Zenigata olha e vê uma bela ruiva limpando o balcão e diz:

– Ele sumiu. Bem, é melhor deixar isso de lado. 

– Vamos relaxar, inspetor. Eu pago uma bebida. Quer umas cervejas?

Zenigata aceita o convite do jovem colega que não economiza nas bebidas e nem nos pratos.

– Tem certeza que podemos pagar por isso, Yata?

– É claro. Estou colocando todas as despesas na conta da Interpol. Não temos que nos preocupar com gastos. Responde Yata tomando um gole generoso de cerveja.

Depois de algumas rodadas de bebida e comida, Zenigata volta para o quarto e cruza no corredor com a suposta Fujiko. O inspetor se aproxima dela e diz:

– Você está presa, Fujiko Mine.

A freira fica assustada e diz:

– O senhor está me confundindo com alguém. Eu sou a irmã Fujiko Maria.

– Você não me engana, Fujiko! Diz Zenigata puxando o véu da freira. 

Um dos seguranças vê a cena e diz a Zenigata:

– Fique parado aí mesmo, seu assediador! Eu vou chamar a polícia.

– Eu não estou assediando ninguém. Essa mulher é uma ladra internacional perigosa.  Eu sou o Inspetor Zenigata da Interpol. Diz Zenigata tirando a identificação do bolso, porém ele tira a carteirinha de desconto do bar.

– Venha comigo, senhor. Não posso deixar esse incidente impune. O senhor me acompanhe até a delegacia do hotel. Diz o segurança.

– Mas eu sou mesmo da Interpol. Argumenta Zenigata indo com o segurança à delegacia.

Yata entra no corredor e pergunta:

– O que está acontecendo aqui?

– Esse senhor assediou uma freira e está se passando por um agente da Interpol. Responde o segurança.

– É verdade. Nós somos  agentes da Interpol, por favor, venha comigo ao meu quarto ,senhor segurança. Diz Yata encostando na parede para não cair por causa da pequena bebedeira no bar.

Yata conduz o segurança e Zenigata até o quarto dele. Assim que o segurança passa pela porta Zenigata o acerta com um golpe na nuca que faz o segurança desmaiar.

– O que o senhor fez, inspetor? Diz Yata chocado.

– Eu o coloquei para dormir. Agora vamos, Yata. Temos que prender Lupin e gangue dele. Responde Zenigata.

– Mas estamos de férias.

– Um policial nunca tira férias diante do dever. Retruca Zenigata.

Yata dá um suspiro e segue Zenigata. Assim que saem para o corredor, Zenigata e Yata encontram um sujeito magro de cabelos curtos.

– Parado aí, Lupin! Você está preso! Grita Zenigata.

– Do que está falando, senhor. É melhor o senhor se conter até a chegada da polícia. Diz o homem.

– Você não vai me enganar, Lupin! Diz Zenigata jogando as algemas e acertando a cabeça do homem. 

O homem desmaia  e Zenigata se aproxima para efetuar a prisão do suposto Lupin. De repente vários policiais saem do elevador.

– O senhor está preso por assédio e agressão. Diz um dos policiais a Zenigata.

– Eu? Mas eu acabei de prender o Lupin. 

– Esse homem não é Lupin Terceiro, é o gerente do hotel.

Zenigata fica constrangido e dá um sorriso bobo.

 – E eu só queria curtir as férias. Lá se vai meu encontro.  Reclama Yata.

Numa ilha no Caribe, Lupin e gangue estão curtindo as férias, quando Lupin vê a seguinte manchete: 

“Interpol terá que pagar indenização milionária, depois de um de seus inspetores agredir o gerente de um hotel e um segurança e assediou uma freira.”

– Parece que o Tiozão andou aprontando todas num hotel. Comenta Lupin dando uma longa gargalhada.

– Isso é sério? Pergunta Jigen puxando o celular e lendo a notícia.

– Acho que o senhor Zenigata precisa relaxar. O trabalho está fazendo mal aos nervos dele. Diz Goemon.

Fujiko toma o celular das mãos de Jigen e comenta:

– Parece que o Zenigata confundiu uma freira comigo.

– Então ele realmente enlouqueceu. Diz Jigen.

– Seu grosso. Retruca Fujiko dando um tapa em Jigen.

– Vamos curtir nossas férias em paz, pessoal. Diz Lupin triunfante.

Três dias depois, Zenigata é chamado  à sala do chefe.

– Zenigata, seu idiota! Você está suspenso por um mês e se eu souber que você resolveu prender um mísero batedor de carteira, você vai pra rua. Diz o chefe aos gritos.

– Sim chefe. 

– Fique satisfeito de não ser demitido pelas loucuras que você cometeu. Acho que o melhor castigo é descontar do seu salário e do salário do seu aprendiz cada centavo da indenização que a Interpol terá que pagar as Irmãs da Misericórdia, ao gerente do hotel e ao segurança. Agora suma daqui! Diz o chefe com gritos ainda mais altos.

Zenigata se retira e a secretária pergunta ao chefe:

– Por que não o demitiu, chefe? Ele fez coisas muito graves.

– Apesar de tudo ele é um policial excelente. Se toda força policial do mundo tivesse policiais como Zenigata, o mundo seria melhor. Responde o chefe.

Zenigata vai saindo da prédio da Interpol e diz a si mesmo:

– Um mês passa depressa e depois da suspensão, eu vou prender o Lupin.

O Polvo contra Lupin

 Sinopse: Lupin aceita um desafio de Fujiko. Ele poderá vencer?

Personagens: Lupin, Jigen, Fujiko, Goemon e Zenigata.

Catagoria:Anime/mangá: Lupin III; Gênero: Humor; Classificação: Livre

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O polvo contra Lupin 

Lupin chega ao esconderijo depois de assistir a um filme com uma garota. O ladrão vai até a cozinha e pega um copo de água. Lupin abre a geladeira e encontra um enorme polvo e dá um grito.

Jigen entra na cozinha com o Magnum em punho e pergunta:

– O que aconteceu? É algum ataque?

Lupin retoma a compostura e diz:

– Não foi nada.

– Pelo visto você encontrou o polvo que eu comprei para o almoço de amanhã. Não me diga que se assustou com ele? Diz Jigen rindo.

– Eu apenas estava testando a sua atenção, Jigen. Lupin Terceiro não tem medo de nada. Retruca Lupin saindo da cozinha irritado.

– Sei. Um dia quero saber por que você tem tanto medo de  polvo. Provoca Jigen.

– Eu já disse que não tenho medo de nada! Responde Lupin ainda mais irritado.

– Que gritaria é essa? Pergunta Fujiko surgindo seminua. 

– Fujiko querida! Não sabia que você tava aqui. Diz Lupin tentando abraçar Fujiko.

Fujiko se esquiva do abraço de Lupin e diz:

– Vim aqui para trazer um trabalho e descubro que você saiu com outra mulher.

Lupin olha feio para Jigen e reclama com o amigo:

– Fofoqueiro!

– Ela me ameaçou. Diz Jigen com ares de sonso.

Goemon surge e diz:

– Realmente é patético que você tenha medo de um simples animal como um polvo, Lupin. Você deveria se envergonhar.

– Já disse que eu não tenho medo de nada. Grita Lupin.

– Pois eu desafio você a cuidar de um polvo por vinte e quatro horas. Diz Fujiko.

– Eu aceito se você fizer um striptesse pra mim, Fujiko querida.

 – Eu aceito, mas se você perder, eu saio com o Goemon. Diz Fujiko.

– Agora a coisa ficou interessante. Eu aposto duzentos dólares americanos na Fujiko.

– Traidor. Diz Lupin.

– Eu aceitarei participar dessa aposta sem sentido para ajudar você a fortalecer o seu espírito, Lupin. Diz Goemon.

– Prepare uma lingerie bem sexy, Fujiko querida. E você Goemon terá que comer sushi com ketchup. Diz Lupin furioso indo para o quarto.

– Se eu tiver que comer essa monstruosidade que o Lupin falou, cometerei seppuku e morrerei com honra. Diz Goemon.

Jigen se limita a rir e comenta:

– O jogo vai ser muito divertido.

Lupin deita na cama e antes de adormecer diz:

– Fujiko e Goemon vão me pagar por isso.

Lupin adormece e começa a sonhar. No sonho Lupin é pego por Zenigata.

– Dessa vez eu escolhi uma prisão perfeita pra você, Lupin. Você será mandado para a Ilha dos Polvos. Diz Zenigata dando uma sonora gargalhada.

No barco do presídio, Lupin vê uma ilha na forma de um polvo gigante e dá um grito de pavor.

Lupin acorda e suspira aliviado quando percebe que está no próprio quarto e Jigen abre a porta.

– Ei, Lupin. Pra quê essa gritaria? Não me diga que sonhou com um polvo. Acho que ficarei duzentos dólares mais rico. Diz Jigen.

Lupin joga um travesseiro no amigo e tenta voltar a dormir, porém tem a impressão de que um tentáculo se moveu no escuro.

 Lupin pega a Walther e acende a luz e não vê nada. O ladrão respira aliviado e diz a si mesmo:

– Ainda bem que o Jigen não viu isso. 

Lupin deita outra vez e depois de um certo tempo volta a dormir. Dessa vez Lupin sonha que  está em uma praia aos beijos e outras carícias mais atrevidas com Fujiko.

De repente um polvo gigantesco surge e pega Fujiko que grita por ajuda, mas Lupin não consegue fazer nada. Goemon surge e corta o polvo em vários pedaços.

Goemon pega Fujiko no colo e ela diz ao samurai:

– Ainda bem que você me salvou, Senhor Goemon. Vamos sair para jantar.

– Será uma honra, senhorita Fujiko. Responde Goemon.

Lupin chama por Fujiko, mas se vê cercado por vários mini polvos.

Lupin acorda ofegante e vê que já é manhã e sai do quarto. Assim que sai do quarto, Lupin encontra Jigen saindo da cozinha.

– Olá. Lupin já é meio-dia. Em homenagem a sua aposta resolvi preparar sushi de polvo pro almoço.

– Está delicioso. Diz Goemon comendo satisfeito um sushi.

– Pode aproveitar esse sushi nojento, Goemon. Logo você vai ter que comer sushi com ketchup. Diz Lupin irritado.

Jigen dá um cascudo em Lupin e reclama:

– Como se atreve a xingar o meu prato. Tenha mais respeito.

Fujiko entra na casa e interrompe a discussão entre Lupin e Jigen, mostrando um polvo dentro de um aquário.

– Olá, Lupin. Trouxe um novo amiguinho pra você. Você tem que ficar com ele por vinte e quatro horas e não deixar que nada de ruim aconteça com ele. Diz Fujiko entregando o aquário a Lupin.

Lupin reprime a careta de repulsa pelo animal e diz:

– Eu quero que você use uma lingerie vermelha, Fujiko querida.

Lupin coloca o aquário na mesa e Jigen comenta:

– Até que ele é um bichinho bem simpático, não é, Lupin?

– Não me amola. Retruca Lupin saindo da sala.

– Lupin. O trato é você cuidar do polvo por vinte e quatro horas. Diz Fujiko.

– Um homem deve honrar suas apostas. Eu mesmo já estou disposto a morrer com dignidade, caso a senhorita Fujiko perca a aposta. Diz Goemon.

– Não seja dramático, Goemon. Ninguém quer que você morra, você só vai ter que comer sushi com ketchup. Diz Lupin.

– Eu prefiro uma morte digna. Lupin, você pode me decapitar, caso vença a aposta. Diz Goemon.

– Não se preocupe, Goemon. Nós teremos um jantar maravilhoso no melhor restaurante japonês da cidade com tudo pago pelo Lupin.

– Eu não vou pagar nada! Grita Lupin.

Nesse instante o polvo coloca um tentáculo para fora do aquário e toca a mão. Lupin sente um nojo terrível da pele pegajosa e mole do animal, mas reprime a vontade de afastar a mão o mais rápido possível do animal.

– Parece que você tá indo muito bem, Lupin. Comenta Jigen.

– É muito bom ver que você está fortalecendo o espírito, Lupin. Diz Goemon.

– Vai mesmo deixar o Goemon se mate? Lupin, eu não quero mais saber de um homem frio como você. Diz Fujiko.

– Licencinha pra eu ir no banheiro. Diz Lupin.

Lupin tranca a porta do banheiro e começa a lavar as mãos, enquanto pensa num jeito de vencer a aposta e impedir que Goemon cumpra o que prometeu.

“ Goemon bem que podia ser menos dramático e Fujiko menos fria. Já sei! Vou me denunciar ao tiozão e assim eu não perco a aposta e Goemon continua vivo. Depois eu dou uma lição no safado do Jigen.”

Lupin liga para Zenigata e disfarça a voz:

– Eu quero denunciar o esconderijo de Lupin.

– Pode me dizer a localização exata, cidadão? Diz Zenigata ao celular.

Lupin passa o endereço e sai do banheiro com um sorriso satisfeito.

– Parece que você realmente precisava ir ao banheiro. Comenta Jigen.

– Cadê o Goemon e a Fujiko? Pergunta Lupin.

– Parece que foram pro quarto.

Lupin vai tomar satisfação com Goemon quando Zenigata abre a porta do esconderijo com um chute e grita:

– Você está preso, Lupin!

– Tiozão! Como você chegou aqui tão rápido? Questiona Lupin surpreso.

– Porque isso é uma fanfic. Responde Zenigata jogando algemas em Lupin e Jigen.

– Agora só nos resta a rendição, Jigen. Diz Lupin.

– O quê? Você não tem nenhum truque na manga? Isso é algum tipo de brincadeira? Já sei! O pessoal da Interpol contratou vocês dois para fazer uma pegadinha comigo. Diz Zenigata olhando de um lado para o outro.

– De onde tirou isso, Tiozão. Eu sou o primeiro e único Lupin Terceiro.

– Realmente deve ter alguma coisa errada. Lupin e Jigen nunca seriam pegos tão fácil. Diz Zenigata.

Goemon surge na sala e diz a Zenigata:

– Por favor, senhor Zenigata. Prenda-me! Entrego a minha Zantetsuken ao senhor.

Zenigata arregala os olhos  e diz:

– Isso não é normal. O que deu em vocês? Estão drogados? Já sei, isso é algum truque da Fujiko.

– Não tem truque nenhum, Tiozão. Eu me entrego. Diz Lupin.

Zenigata fica alguns minutos parado olhando para Lupin, Jigen e Goemon. Depois pensar muito Zenigata diz:

– Vou levar os três para a Ilha do Polvo. Lá tem a prisão mais segura do mundo. 

Lupin se liberta das algemas e tira a Walther do bolso. Para surpresa de Lupin, Zenigata começa a rir e diz:

– Você tem que ver a sua cara, Lupin. 

Lupin reconhece a voz de Jigen que tira a máscara de Zenigata. Em seguida, Goemon tira a máscara de Jigen e Fujiko tira a máscara de Goemon.

– Eu consegui interceptar a ligação que você fez. Explica Jigen.

– Então resolvemos lhe dar uma boa lição. Diz Fujiko.

– Você agiu de maneira desonrosa, Lupin. Deveria se envergonhar. Diz Goemon.

– Eu declaro essa aposta suspensa. Diz Lupin. 

– Hum! Bem conveniente pra você, Lupin. Pelo menos não vou perder o meu dinheiro por causa de uma trapaça. Diz Jigen.

– Não foi dessa vez que você fortaleceu o seu espírito. Diz Goemon.

Fujiko pega o aquário com o polvo  e diz:

– Vou devolver o bichinho pra pet shop. 

Quando todos saem, Lupin dá um suspiro de alívio até que ouve uma frase familiar:

– Você está cercado, Lupin! Saia pacificamente!

– Parece que eu liguei pro Tiozão de verdade. Pessoal, vamos fugir. Diz Lupin aos amigos.

A Noite mais Escura Parte II

                                         A Noite mais Escura Parte II

Jigen fica perplexo com o que Goemon acaba de fazer e ampara o amigo e ignora o som da sirene. De repente ouve a voz de Zenigata gritando:

– Parados aí, Jigen e Goemon.

Zenigata fica muito sério ao ver Goemon sangrando e se aproxima do samurai inerte.

– Tragam um médico ! Grita Zenigata ao ver que Goemon não reage.

– Não adianta mais, Tiozão. Ele se foi. Diz Jigen tirando o chapéu em sinal de respeito.

– Como pode dizer isso? Ele é seu companheiro. Por que não fez nada para impedir? Diz Zenigata segurando Jigen pelo colarinho.

– Foi uma escolha dele por falhar em uma missão muito importante. Responde Jigen se soltando de Zenigata. 

Jigen pega o próprio paletó e cobre o corpo de Goemon e avisa:

– Eu me encarrego do corpo dele. Lupin e eu daremos a ele um enterro digno de um samurai.

Zenigata hesita um pouco em ir e deixar Goemon, mas um policial diz:

– Encontraram um enfermeiro morto nas escadas e parece que ele foi morto com tiros de uma Walther P 38.

Zenigata  vai com o policial e manda dispersar a multidão. O inspetor vê Jigen indo embora carregando o corpo de Goemon.

Jigen se aproxima de uma kombi e abre a porta. 

– Foi uma boa performance, Lupin. Mas eu não faria seppuku tão mal feito. Diz Goemon.

– Mas fui tão dramático quanto você. Retruca Lupin tirando a máscara de Goemon.

Goemon tira a espada da bainha e coloca no pescoço de Lupin e diz:

– Eu não sou dramático.

– Os dois parem com isso. Temos trabalho a fazer. Goemon, conto com você para proteger a Yumi, enquanto eu e Lupin faremos o trabalho. Como ela está?Diz Jigen.

– De acordo. A senhorita Yumi continua dormindo.Diz Goemon.

– Agora pode ficar tranquilo, Jigen.Eu vou com eles para mostrar onde eles vão ficar. Diz Lupin quase chamando Jigen de cunhadinho.

– Vamos partir agora e levar a senhorita Yumi para um lugar seguro.  Espero ser digno de sua confiança, Jigen. Diz Goemon.

– Pode acreditar que eu confio plenamente em você, Goemon. Se esse idiota encostar na minha irmã pode partir ele ao meio. Diz Jigen.

– Assim você me ofende, Jigen. Diz Lupin dando a partida na kombi e se afastando.


 Um pouco antes, Lupin consegue alcançar Jigen e diz:

– Eu mandei uma mensagem para Goemon pedindo pra ele mudar a sua irmã de quarto ou tirar ela do hospital. Mas vamos deixar o tal Billy pensar que matou a sua irmã e assim deixar ela segura.

 – Será que Goemon vai ver essa mensagem a tempo? Pergunta Jigen dirigindo a toda velocidade.

– Eu confio naquele cara.

Goemon está escondido em uma árvore  em frente ao quarto de Yumi e percebe algo sinistro com Zantetsuken e vê um enfermeiro mexer no aparelho de oxigênio do quarto.

Goemon decide agir e tira Yumi do quarto e a leva consigo para outro ponto do hospital. Em poucos minutos uma explosão é ouvida.

O falso enfermeiro sorri com a explosão no quarto que traz o caos ao hospital. Aproveitando a confusão o bandido avisa Billy:

– Tudo saiu exatamente como  o planejado, chefe.

O bandido aproveita a confusão para fugir pela escada de incêndio, mas encontra Lupin.

– Essa é pelo Jigen. Diz Lupin ao dar um tiro certeiro no bandido.

Goemon se aproxima trazendo Yumi adormecida no colo e diz:

– Você deu o que esse covarde merecia, mas farei uma breve oração por ele.

– Eu vou me disfarçar de você e encenar um seppuku. Diz Lupin.

– E pra quê isso? Pergunta Goemon.

– Porque será uma enorme vantagem pro Jigen se ele tiver despreocupado. Eu já expliquei tudo pra ele. Diz Lupin.


Fujiko acorda e lembra que foi sedada com gás do sono. A ladra logo percebe que está algemada a uma cama e que os quadris também estão amarrados.

– Desgraçado. Resmunga Fujiko tentando se libertar.

– Olá, minha adorada. Já sabe da novidade? Diz Billy sorrindo. 

– Do que está falando? Pergunta Fujiko.

– Goemon morreu, assim como a irmãzinha do Jigen. Diz Billy sorrindo.

Fujiko segura as lágrimas e retruca:

– Jigen e Lupin nunca vão te perdoar. Seu desgraçado! Eles vão te matar.

Billy ri e força um beijo em Fujiko. Em seguida Billy diz:

– Você fica linda assim com raiva.

Ao final da tarde, Jigen se aproxima de três túmulos num cemitério pouco visitado. Jigen coloca algumas flores nos túmulos.

– Vim me despedir de vocês de vez. Acho que eu não volto mais aqui. Pelo menos cumpri o meu papel de irmão mais velho dessa vez. Acho que a gente nunca mais vai se ver, porque eu não vou pro mesmo lugar que vocês quando eu morrer. Diz Jigen.

Jigen começa a se afastar dos túmulos quando recebe uma mensagem de Lupin no celular avisando:

“ O blackout será hoje à noite.”

Jigen começa a caminhar pelo cemitério, enquanto prepara o revólver.

Goemon entra numa pequena casa fora da cidade, depois de ficar quase todo o tempo vigiando no jardim, e encontra Yumi acordada. Ela sorri para Goemon e diz:

– Muito obrigada por ter salvado a minha vida. Você faz parte da gangue do tal Lupin Terceiro, não faz?

– De certo modo, eu ajudo Lupin e Jigen. Responde Goemon.

– Eu li a respeito do que aconteceu no hospital. Você foi muito engenhoso em deixar os criminosos que queriam me matar pensarem que eu morri. Diz Yumi.

– Na verdade foi ideia do Lupin. 

Yumi sorri ao perceber as bochechas coradas de Goemon. A jovem diz:

– Eu sei o seu nome, senhor Goemon Ishikawa Décimo Terceiro. Todo mundo já ouviu falar de você e dos seus companheiros. Só não entendo o motivo de um membro da gangue de Lupin ter me protegido.

– Eu recebi a missão de proteger  a senhorita de bandidos muito perigosos. E cumprirei minha missão, mesmo que custe a minha vida. Responde Goemon.

– Muito obrigada por sua dedicação, senhor Goemon. Eu vou embora dessa cidade. Eu perdi toda minha família aqui. Só fiquei porque achei que o meu outro irmão viria me buscar. Diz Yumi dando um beijo no rosto de Goemon e deixando o samurai encabulado.

Yumi fica um mais melancólica e diz:

– Diga ao meu irmão pra vir se despedir de mim na estação de trem, amanhã no final da tarde. Quero agradecer a ele pessoalmente pelo dinheiro que ele tem me enviado durante todos esses anos.

– Está bem, senhorita Yumi, mas eu a acompanharei até a estação de trem. Nada garante que o inimigo não esteja esperando por sua fuga. Diz Goemon.

– Está bem. Concorda a irmã de Jigen dando outro beijo no rosto de Goemon.

Por volta das onze da noite, Zenigata chega ao museu de jóias raras junto com a polícia local e grita:

– Cerquem todas as saídas. Não vamos deixar o safado do Lupin escapar outra vez.

Do alto do museu Lupin e Jigen observam a movimentação policial.

– Nossa! O Tiozão tá disposto como sempre. Comenta Lupin.

 Jigen acende um cigarro e pergunta a Lupin:

– E então, Lupin? Quando começa o tal blackout? 

– Temos dez segundos. Eu vou entrar e você cuida do resto. Diz Lupin.

– Na verdade vocês têm oito segundos. Diz Billy trazando Fujiko amarrada e amordaçada.

– Oi, Fujiko querida. Você tá linda assim amordaçada e amarrada. Dá até umas ideias pra mim. Diz Lupin.

 – Seu cretino! Você vai roubar o Mar do Brasil e trazer pra mim, se não eu mato essa vadia. E você, Jigen. Jogue a sua arma fora.

– Por mim você pode transformar essa mulher numa peneira. Retruca Jigen.

– Que coisa cruel pra se falar, Jigen. Não somos mais amigos. Diz Lupin.

– Eu sou apenas seu sócio. Retruca Jigen.

– Que grosseria! Diz Lupin.

As luzes da cidade se apagam e Billy diz:

– Foi um pouco antes do que eu ordenei, mas é sua chance Lupin. Diz Billy.

Fujiko dá um pisão no pé de Billy  e a solta. Fujiko corre como pode na direção de Lupin. Billy puxa a arma para atirar nela, mas Jigen é mais rápido e acerta o punho  de Billy e ele deixa a arma cair.

Lupin pega Fujiko no colo e caminha em direção a entrada do museu. Lupin diz a Jigen:

– Agora esse filho da mãe é todo seu. Eu e minha Fujiko querida vamos pegar o Mar do Brasil e teremos uma noite inesquecível. A gente se vê mais tarde.

– Seu idiota acha mesmo que os meus homens vão deixar Lupin levar a melhor?E você também não vai escapar, Jigen. Eu já sei quem você é. Logo você vai se juntar a sua família. Tagarela Billy.

Jigen acende um cigarro e começa a caminhar até a entrada do museu e diz:

– Não vale a pena gastar minhas balas com um lixo como você. Melhor deixar o Zenigata fazer o papel de lixeiro.

Quando Jigen vira às costas, Billy tira uma pistola que tinha escondida no paletó e puxa o gatilho, mas Jigen é mais rápido e acerta Billy com um tiro na testa.

– Diferente de você eu não tenho o hábito de atirar em gente indefesa.

Jigen entra no museu e vê Lupin e Fujiko correndo. 

– O Tiozão tá aqui. Vamos embora Jigen.

– Lupin! Você não vai escapar! Grita Zenigata vindo logo atrás de Lupin e Fujiko.

Jigen atira em uma ossada de dinossauro que cai e impede a passagem de Zenigata e dos outros policiais. Jigen logo se junta a Lupin e Fujiko na fuga.

No final da tarde seguinte Yumi está na estação de trem com Goemon. 

– Parece que meu irmão realmente não vem. Muito obrigada mais uma vez, Goemon. Se um dia encontrar o meu irmão entregue a ele o meu endereço. Diz Yumi entregando um envelope a Goemon.

– Não fiz nada além de minha obrigação, senhorita Yumi. Diz Goemon.

O trem se aproxima e antes de partir, Yumi dá um beijo na bochecha de Goemon e diz:

– Quem sabe um dia a gente volte a se encontrar, Goemon?

Goemon fica corado e observa Yumi entrar no trem e sentar perto da janela. Não demora muito e o trem parte.

Jigen assiste à partida da irmã num morro próximo à estação. 

– Você podia ter se despedido dela. Diz Lupin.

– Não tem pra quê. Agora vamos embora. Bem que você poderia contar como foi a noite inesquecível que Fujiko roubou a turmalina paraíba antes de chegar no esconderijo. Diz Jigen.

– Não enche. Retruca Lupin.

A Noite mais Escura

 Sinopse: Jigen recebe uma informação sobre o assassino de seu irmão mais velho e descobre que a irmã mais nova corre perigo.

Personagens: Jigen, Lupin, Goemon, Fujiko e personagem original.

Categorigoria: Anime/mangá; Gênero:Crime/drama/comédia; Classificação:12 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

A noite mais escura

Jigen acorda sentido o toque das mãos femininas macias em suas costas. Ele abre os olhos e vê a mulher de pele morena e cabelos encaracolados nua sorrindo para ele.

– Bom dia, Jigen. Te acordei para saber o que você quer de café da manhã.

Jigen levanta da cama sem pudor do corpo nu e pega um cigarro no maço e responde:

– Pode pedir qualquer coisa bem cara. É a CIA que vai pagar mesmo.

– Você tem tanto senso de humor, meu bem. Você sabe que eu morreria por você, não é? Mas você preferiu me abandonar. Diz a moça abraçando Jigen.

– Eu não preciso que nenhuma mulher morra por mim, Reddy. Imagino que você não entrou para CIA apenas pra marcar encontros e transar comigo. Retruca Jigen.

– É claro que não,meu amor. Mas eu tenho um presente que você vai gostar muito. Diz Reddy entregando a Jigen um celular. 

– E pra quê eu quero isso?

– Aí tem todas as informações sobre Billy Watson, o homem que matou o seu irmão mais velho. Ele está na cidade. Agora vamos nos vestir e tomar o café da manhã. Vou pedir as torradas francesas que você gosta, meu amor.

Jigen começa a se vestir e guarda o celular no bolso da camisa.

Jigen e Reddy tomam o café da manhã juntos conversando bobagens. Até que Jigen pergunta: 

– Por que você me deu esse celular,Reddy?

– Descobrimos que esse sujeito pretende causar um grande blackout na cidade e aproveitar a confusão para roubar o Mar do Brasil, a maior turmalina Paraíba do mundo. Diz Reddy abraçando Jigen outra vez.

-E a CIA quer que eu mate esse desgraçado?

– Não. A agência quer oferecer um acordo pra ele sair limpo de todos os crimes. Eu estou entregando ele  pra que você tenha a sua vingança, meu amor.

– E qual a senha do celular?

– Daisuke Jigen.

Antes de ir embora, Jigen dá um longo beijo em Reddy.

– Até logo, meu amor. Diz Reddy.

– A gente se vê. Retruca Jigen.

Jigen volta ao esconderijo por volta das onze da manhã. O pistoleiro pega mais um cigarro e desbloqueia o celular que Reddy deu e começa a olhar as informações.

Quando vê um arquivo de uma câmera em tempo real de uma universidade pública, mostrando uma jovem garota de longos cabelos negros, Jigen resmunga:

– Maldito!Ele não vai escapar de mim.

– Quem é essa gatinha, Jigen? Não sabia que você gostava de universitárias agora. Se bem que tem a Lisa…Diz Lupin surgindo por trás do pistoleiro.

– Nunca mais fale assim dela se quiser continuar vivendo. Retruca Jigen apontando a pistola para Lupin.

– Esquentadinho. Pera aí, essa é a sua irmãzinha. Ela é muito gata. Bem que poderíamos ser família, não é cunhadinho? Diz Lupin.

Jigen coloca a arma no rosto de Lupin e retruca:

– Não pense que ela é algum tipo de vagabunda. Se você encostar nela, eu estouro seus miolos. 

– Calma,Jigenzinho. Eu só tava brincando.

Lupin  fica bastante empolgado  e começa a tagarelar sobre o novo trabalho:

– Descobri um trabalho que vai ser muito divertido. 

– E o que é?

-Vamos roubar a maior turmalina Paraíba do mundo, o Mar do Brasil. Nós vamos aproveitar o blackout que uma quadrilha de ladrões causará na cidade. Diz Lupin.

-Vou estar muito ocupado nesse dia. A propósito, como você ficou sabendo disso?

– A minha Fujiko querida deu a dica. Ela se infiltrou na quadrilha dele. Eu prometi que vou dar turmalina de presente pra ela e em troca vou ganhar uma noite incrível com a minha Fujikinha.

– Hum! Com certeza será uma noite incrível. Diz Jigen sem deixar de olhar o celular.

– Você tá interessado demais nesse celular. O que tem aí? Diz Lupin.

 – Isso é assunto meu. Goemon está na cidade? Diz Jigen indo para o quarto.

– Ele ainda tá no Japão disse que tá resolvendo um assunto particular. Deve tá tirando o atraso com a Murasaki. Diz Lupin dando uma risadinha.

Goemon termina sua meditação e depois de se vestir percebe o celular vibrar. O samurai pega o smartphone e vê uma mensagem de Jigen dizendo apenas:

“ Proteja essa garota. Vou lhe pagar muito bem” 

Junto a breve mensagem vem a foto de uma jovem de cabelos negros presos num rabo-de-cavalo. Goemon vai guardar o celular, quando recebe uma mensagem de Lupin dizendo:

“ A gatinha da foto é a irmã do Jigen. Ela pode ser a minha futura noiva. Dê o seu melhor pra proteger ela.

Com amor,

Lupin III”

A mensagem termina com a caricatura de Lupin. Depois de ler a mensagem, Goemon guarda o smartphone no quimono e pensa:

“ Lupin tem razão, ela é uma bela garota. É estranho que seja irmã de Jigen. Até que não seria ruim ter Jigen na família. Droga! Fui contaminado pela perversão de Lupin. Devo meditar enquanto viajo para tirar esses pensamentos impuros.”

Num hotel luxuoso, um homem aparentando cinquenta anos, alto e de cabelo grisalho, está se bronzeando e Fujiko se aproxima.

– Olá, Billy. Lupin já está sabendo dos seus planos para blackout, como combinamos. Vamos deixar que ele faça todo o trabalho e então pegamos a turmalina paraíba. Ouvi dizer que ela é belíssima e tem um azul único. Diz Fujiko.

– A beleza dessa pedra não se compara a sua, Fujiko. Retruca Billy. 

Billy fica muito sério e pergunta a Fujiko:

– Você que anda com Lupin, sabe alguma coisa sobre aquele pistoleiro que anda com ele? Como é mesmo o nome dele?

– Jigen, Daisuke Jigen.Só sei que ele conhece o Lupin há muito tempo. Fora isso não sei mais nada sobre ele. Por que a pergunta?

– Ele se parece muito com alguém que eu conheci há muito tempo, mas essa pessoa está morta. Diz Billy, deixando Fujiko curiosa.

Um dos capangas de Billy se aproxima e diz:

– Tudo certo pra nossa operação, chefe. 

– Ótimo. Será na próxima sexta-feira. Agora eu vou pro meu quarto tomar um banho e relaxar. Diz Billy.

– Você quer que eu faça uma massagem, meu bem? Diz Fujiko massageando os ombros de Billy.

– Eu só quero dormir um pouco, minha cara. Por que você não vai ao spa ou vai fazer umas compras. A gente se vê à noite. Sugere Billy.

– Está bem. Vou comprar uma lingerie nova só pra você apreciar. Diz Fujiko.

Fujiko se afasta e Billy volta a atenção para o subordinado que olha Fujiko entrar no hotel.

– Pare de olhar pra ela se não quiser morrer. Diz Billy.

– Desculpe chefe. Sobre a garota, também já providenciei tudo. Será hoje à noite quando ela sair da faculdade. A pobrezinha será mais uma vítima da violência dessa cidade. Desculpa a pergunta, mas porque o senhor quer apagar essa moça, chefe.

– Ela é irmã mais nova de um sujeitinho que eu matei a muito tempo. Um bandidinho pé de chinelo que ainda disse que ia me assombrar pro resto da vida. Os olhos da tal garota são iguais aos dele. Diz Billy. Em seguida Billy ordena ao subordinado:

– Descubra o que puder sobre Daisuke Jigen, o comparsa de Lupin.

– Certo chefe.

Dez horas da noite, e uma jovem de longos cabelos negros, usando um vestido branco, sai da biblioteca e caminha pelo campus para chegar ao dormitório.

Quando a garota passa em frente ao bosque da universidade um sujeito usando uma máscara de esqui salta sobre a jovem e a derruba no chão. A moça bate a cabeça no chão e desmaia  por alguns instantes. O homem se prepara para dar uma facada.

A jovem abre os olhos achando que vai morrer, quando vê a figura de um samurai perfurar o bandido com a espada.

– Foi um golpe implacável. Murmura Goemon.

Um dos guardas do campus se aproxima e a jovem conta tudo o que aconteceu.

– Calma, Yumi. Vou levar você até a enfermaria. Não pode mais existir um samurai em nossa época. Diz o guarda socorrendo a moça.

No dia seguinte Lupin está no esconderijo e lê em voz alta uma manchete:

– Vítima de maníaco diz ter sido salva por um samurai. Goemon fez um ótimo trabalho. Como será  que ele consegue sempre chegar na hora certa? Pelo menos a Yumizinha tá bem, não é cunhadinho?

Jigen sai da cozinha  e avisa:

– O café da manhã está pronto. E se me chamar de cunhadinho outra vez, eu lhe mato. Já disse pra não ficar de olho comprido na minha irmã. Diz Jigen.

– Eu só fiz um comentário elogioso à senhorita Yumi. Responde Lupin.

O celular de Lupin vibra e ele quase grita:

– É a minha Fujiko querida mandando uma mensagem.

Jigen acha melhor deixar Lupin de lado e ir comer, mas Lupin fica muito sério e diz:

– Jigen! Aquele miserável do Billy Watson deu uma ordem para atacar a sua irmã no hospital. 

Jigen não pensa duas vezes e pega o Magnum e o chapéu e sai o mais rápido possível.

– Ele esqueceu de ligar pro Goemon. Diz Lupin.

Lupin tenta mandar uma mensagem para Goemon, mas o celular está fora de área.

– Essa não. Eu tenho que agir antes que aconteça algo que deixe o meu futuro cunhado triste. Diz Lupin saindo.

Alguns minutos antes no hotel, o subordinado de Billy entra na suíte e diz:

– Infelizmente não conseguimos encontrar nada sobre o passado de Daisuke Jigen. Na verdade, sequer temos certeza que esse é o nome real dele.

Billy dispensa o subordinado e pensa em voz alta:

– Onde eu já vi aquele tal de Jigen antes e por que ele é tão familiar. Por que será que ele usa aquele chapéu idiota?

De repente Billy lembra de pouco depois ter matado um dos guardas de um chefão da máfia de Nova York. Quando um garoto de uns quinze anos atirou em Billy com um Magnum 357 e quase acertou o bandido na cabeça.

– Já sei de onde conheço o Jigen. Foi ele quem atirou em mim. Aquele olhar, ele se parece com aquele bandido pé de chinelo que eu matei. 

Billy fica alguns segundos em silêncio e liga para o subordinado com o celular e ordena:

– Ataque hoje mesmo hospital universitário onde aquela vadiazinha tá. Quero que Jigen sofra antes de eu matar ele. 

Fujiko ouve tudo através da escuta que deixou no quarto de Billy e envia uma mensagem para Lupin.

– Olá minha bela,Fujiko. Você já avisou a Lupin? Saiba que não vai dar tempo de Lupin fazer nada. Um dos meus associados já está no hospital universitário. Diz Billy.

– Sinto muito, mas eu tenho asco de assassinos. Diz Fujiko puxando a pistola que sempre trás consigo.

Billy dá um chute e como tem mais força física consegue desarmar Fujiko e a deixa atordoada.

– Você agora é minha, Fujiko. Não se preocupe, quando toda a gangue de Lupin estiver exterminada, eu lhe dou a turmalina paraíba de presente de casamento. Diz Billy algemado Fujiko.

Jigen consegue chegar ao hospital universitário a tempo de ouvir uma grande explosão. O pistoleiro corre para ver o que aconteceu e vê Goemon caminhando entre a multidão.

– Goemon você conseguiu salvar ela, não conseguiu? Onde ela está? Pergunta Jigen.

– Sinto muito em ter falhando na missão que você confiou a mim. Diz Goemon tirando a espada da bainha.

– Ei, Goemon. O que você vai fazer?

– Compensarei a minha falha com a minha vida. Responde Goemon enfiando  a espada no próprio ventre para horror das pessoas das pessoas no pátio do hospital universitário.