O Exótico Tesouro de Lupin

 Resumo: Jigen e Fujiko são capturados pelo serviço de inteligência de um país com a ajuda de Zenigata. Para libertar o amigo e amada, Lupin terá que abrir mão de uma grande reliquía da família.

Personagens: Lupin, Goemon, Fujiko, Jigen, Zenigate e personagens originais.

Catagoria: Anime/mangá: Lupin III; Gênero:Humor/paródia; Classificação:10 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O Exótico Tesouro de Lupin

Num reino chamado Eurotrópico o chefe da inteligência entra numa reunião, onde o rei  Gerad, o governante do país, está com os ministros falando sobre as  finanças do país.

– Talvez o senhor deva cortar seus gastos com roupas, majestade. Diz o ministro da economia.

– Que absurdo! Eu quero uma ideia melhor agora mesmo. Exige o rei.

– Eu tenho a solução,majestade. Descobri que existe um tesouro maravilhoso deixado pelo grande ladrão Arsene Lupin. Diz o chefe da Inteligência.

O rei fica bastante interessado e pergunta:

– Onde está esse tesouro maravilhoso?

– Numa ilha cuja localização é mantida em segredo pelo descendente mais famoso de Arsene Lupin, Lupin Terceiro. Não se preocupe, logo esse grande tesouro pertencerá ao povo de Eurotrópico. Mandei meus homens se juntarem à Interpol para  capturar Lupin e os comparsas dele. Assim  faremos que Lupin nos dê o tesouro em troca da própria liberdade. Diz o chefe da Inteligência.

– Isso parece perfeito. Diz o rei sorrindo só de imaginar os bilhões que conseguirá.

– Mandei chamar um policial japonês que é o maior especialista em Lupin Terceiro do mundo, o inspetor Zenigata.

Dias depois Jigen está fumando tranquilo em um bairro obscuro de Nova York, quando é cercado e rendido por policiais.

– Você está preso, Daisuke Jigen. Diz Zenigata surgindo das sombras.

Fujiko sai de uma joalheria e Zenigata a algema e diz:

– Você está presa por seus inúmeros crimes, Fujiko Mine. 

Lupin está em um esconderijo no Japão com Goemon quando vê o chefe da Inteligência eurotropeia na TV ao lado de Zenigata. Zenigata toma à frente e grita:

– Lupin! Eu prendi seus parceiros Jigen e Fujiko. Entregue-se e posso pensar em soltá-los, pois são peixes pequenos.

Jigen e Fujiko são filmados com pulsos e tornozelos algemados.

– Como Tiozão pôde se rebaixar assim, sequestrando a Fujik querida e o Jigen? Diz Lupin.

– É óbvio que é uma armadilha. 

– Sim, exatamente como eu previ que aconteceria. Parece que o tal  rei de Eurotrópico já sabe do formidável tesouro que o meu avô deixou numa ilha secreta.

– Você é mesmo um homem pervertido para criar um plano desses. Diz Goemon.

– Eu sei. Mas você vai me ajudar, não é, Goemozinho?

Goemon sorri e retruca:

– Sempre é divertido brincar com a vaidade de um homem tolo.

– Exatamente. Esse rei é um safado que tira o dinheiro do povo para gastar com roupas caras. Vamos roubar o tesouro nacional de Eurotrópoico e entregar ao povo, claro que teremos uma pequena comissão. Diz Lupin.

No dia seguinte Lupin e Goemon vão até a sede da Interpol e se entregam. Zenigata se aproxima indignado e puxa o rosto de Lupin, enquanto grita:

– Não pense que eu vou cair nos seus truques.

– Pare com isso, Tiozão. Tá doendo. Reclama Lupin.

– Então é você mesmo?

– Sim, vim me entregar, mas em troca quero ver a minha querida Fujiko e Jigen. Diz Lupin.

O chefe da inteligência surge vem até o pátio da Interpol e diz:

– Você os terá de volta e ainda ficará livre se nos entregar o tesouro secreto que Arsene Lupin deixou para você. Imagino que seja uma troca bem justa. Eu sou, Gary,chefe da Inteligência de Eurotrópico.

– Era só isso? Eu quero a permissão  para levar Goemon  comigo. Garanto que trarei o tesouro mais valioso do clã Lupin, mas antes gostaria que você libertasse a minha Fujiko querida e o Jigen. 

– Isso não será possível. Jigen e Fujiko continuarão presos nas celas especiais, mas como um gesto de boa vontade, vou deixar que os veja pelas câmeras.

Lupin vê a imagem de Jigen e Fujiko em celas separadas e pede para falar com os companheiros.

– Eu quero falar com eles. Diz Lupin.

O chefe da Inteligência de Eurotrópico liga o sistema de microfone de som das celas de Fujiko e Jigen e deixa Lupin falar com eles.

– Aguentem firme, Jigen e Fujiko querida. Eu vou entregar o tesouro mais valioso do meu clã em troca da liberdade de vocês. Goemon e eu vamos buscar o tesouro agora mesmo. Diz Lupin.

Zenigata questiona o chefe da Inteligência:

– Vai mesmo fazer isso?

– Sim, vou soltar os membros da gangue de Lupin e o senhor faça com Lupin o que achar melhor, depois que ele entregar o tesouro. Responde o Gary.

– Estou decepcionado com você, senhor Zenigata. Diz Goemon saindo com Lupin para pegar o tesouro.

– Não pensem que eu vou me sentir culpado. Com vocês vale tudo. Grita Zenigata.

Horas depois Lupin e Goemon voltam trazendo um enorme baú. Gary e seus comandados se aproximam.

– Muito bem, Lupin. Entregue o tesouro. Diz Gary.

– Eu só entregarei esse tesouro raro nas mãos do rei. Segundo as instruções dadas pelo vovô, esse tesouro só pode ser entregue a pessoas muito inteligentes. Ele até pode provar a eficiência de uma inteligência artificial. Diz Lupin.

– Eu mesmo não pude crer quando vi que o avô de Lupin tinha esse tesouro. O senhor Arsene Lupin era mesmo um grande mestre ladrão. Diz Goemon emocionado.

– Está bem, levarei você ao rei. Concorda Gary.

Zenigata fica emocionado com a fidelidade de Lupin aos companheiros e diz:

– Lupin, você vai mesmo entregar o tesouro mais valioso da sua família por seu amigo e a mulher traiçoeira que você ama? Por causa disso eu vou soltar Jigen e Fujiko.

– Na verdade eles também vão comigo para entregar meu tesouro ao rei. Diz Lupin.

Mais tarde todos seguem para Eurotrópico. Horas depois o rei Gerad vem receber Lupin e gangue no grande salão real, junto com sua grande comitiva.

– Muito bem, Lupin. Eu estou aqui como você pediu. Mostre agora mesmo o tesouro dos Lupin. Ordena o rei.

– Com todo o prazer, majestade. Jigen, Goemon, tragam o tesouro.

Lupin pega a chave com um gesto solene e começa a abrir o baú que tem várias trancas e combinações.

– Ei, Lupin. O que tem aí? Pergunta Zenigata sem conseguir controlar a curiosidade.

– Apenas observe. Diz Goemon.

Lupin finalmente abre o baú e tira algo de dentro. Todos no salão ficam boquiabertos sem dizer uma palavra, até que Zenigata quebra o silêncio:

– Não tem nada aí!

– Pelo contrário, esse é o tecido que contém a sabedoria de Confúcio e só os mais inteligentes podem ver. Como o grande rei Gerad cumpriu com a palavra e libertou minha querida Fujiko e Jigen, eu mesmo quero fazer um traje para ele com esse tecido especial que meu querido avô deixou pra mim. Diz Lupin como se segurasse um grande tecido.

– Pra mim é uma grande honra tocar nesse tecido tão nobre. Diz Goemon.

Fujiko se aproxima do rei e diz:

– Tenho certeza que o rei ficará muito sexy com uma roupa feita com esse tecido.

Jigen puxa Lupin pelo braço e cochicha:

– Que história é essa? 

Lupin dá uma risada e diz em voz alta:

– O Jigen também não consegue ver.

– Isso eu já esperava. Ele sempre foi bronco mesmo. Diz Fujiko.

– Hum! Que idiotice. Resmunga Jigen.

Lupin se aproxima do rei e diz:

– Quero que Vossa Majestade assista a confecção do seu terno especial.

– Está bem. Mas eu quero escolher o modelo do terno. Diz o rei.

– Será uma honra, confeccionar um terno para um rei tão inteligente. Meus ancestrais terão muito orgulho de mim. Diz Goemon.

Algumas horas depois o rei acompanha através das câmeras de seus aposentos, Lupin e Goemon costurando, enquanto Jigen os ajuda sem muita vontade.

Fujiko fica ao lado do rei e diz:

– Não vejo a hora do senhor vestir esse terno.

Enquanto isso, Zenigata anda de um lado para outro na sala de vigilância da capital.

– Deve ter algum truque nesse tal tecido que Lupin trouxe pra cá. O que ele pretende com isso? Diz Zenigata a si mesmo.

– Com certeza ele viu o quanto nosso rei é inteligente e quer exaltá-lo. Responde Gary assustando Zenigata.

Três dias depois,  Lupin, Goemon e Jigen vão até os aposentos do rei Gerad. Lupin toma a frente e entrega o novo terno ao rei no porta terno e diz:

– Viemos entregar o terno que só aparece diante de olhos inteligentes e pode até mesmo descobrir se a inteligência artificial realmente funciona.

O rei abre o porta terno e não vê nada e diz contrariado:

– O que é isso significa?

– Não gostou do terno majestade? Não me diga que não está vendo? Diz Lupin. 

– É claro que eu estou vendo só não gostei da cor. Diz o rei tentando disfarçar.

– Vamos, majestade. Eu quero ver como o senhor fica sexy nesse terno especial. Diz Fujiko deixando o rei ver o decote dela.

– Eu vou trocar imediatamente e testarei a inteligência de todos os que me cercam e até mesmo do povo.

O rei vai para o quarto de vestir e logo surge diante de todos apenas de cueca.

– E então o que acham do meu novo terno? 

Fujiko se adianta e diz:

– Ficou perfeito. Nunca vi um terno com um caimento tão bom. O senhor não deseja uma rainha,majestade?

– Ficou incrível. Sei  que o orgulho é uma paixão abominável para um samurai,mas creio que trabalhei muito bem. O terno está perfeito em Vossa Majestade. Diz Goemon.

– Eu também trabalhei duro, Goemon. O terno só ficou assim perfeito porque eu trouxe o tecido que o vovô deixou pra mim. Diz Lupin.

– Muito obrigado, Lupin. Você e sua gangue poderão deixar o país quando quiserem. Agora vou testar meu terno com a inteligência artificial. Diz o rei.

O rei Gerad segue pelo corredor que conduz até o cofre do palácio real e a inteligência artificial faz a leitura. O rei pergunta à inteligência artificial:

– O que acha do meu terno novo? 

As câmeras filma o rei de cima a baixo e a inteligência artificial responde:

– Nenhuma roupa foi detectada.

– Eu sabia! A inteligência artificial é uma tolice. Diz o rei que em seguida manda desligar todo o sistema de inteligência artificial do país.

Lupin, Jigen e Goemon aproveitam para se aproximarem do cofre do palácio real. Enquanto Fujiko segue com o rei.

O rei vai ao encontro de Gary e Zenigata e pergunta:

– O que acharam do meu terno novo?

–  Vossa Majestade está muito elegante. Diz Gary apressando-se em elogiar o rei.

– O senhor não tem vergonha, majestade? Sair por aí apenas de cueca. Diz Zenigata.

– Veja só, senhorita Fujiko. Um ignorante desses na Interpol. Inspetor Zenigata, vou falar com seus superiores sobre a sua ignorância. Diz o rei.

– Eu não sou nenhum ignorante. Isso só pode ser um truque do Lupin. Diz Zenigata.

– Vai ver que sua obsessão por Lupin é que o deixou ignorante. Provoca Fujiko.

– Eu devia lhe prender por desacato, Fujiko. Grita Zenigata irritado.

– Não fale assim com a minha futura rainha. Diz o rei Gerad.

– Quer saber de uma coisa? Eu vou embora e tomara que Lupin roube toda sua fortuna, rei Gerad. Diz Zenigata indo embora.

Enquanto isso, Lupin, Jigen e Goemon tiram todos os tesouros do cofre do rei.

– Ei, Lupin. Vamos deixar esse tesouro para o povo. Diz Jigen.

– Tem razão, Jigen. Na verdade, eu vou deixar uma parte com o povo.

– É o certo a fazer. Concorda Goemon, escondendo algumas pepitas de ouro no quimono.

Os três vão saindo do palácio por uma passagem secreta e encontram Fujiko. 

– Olá, rapazes. Vocês não estão pensando em ir embora sem mim, não é? 

– É claro que não, Fujiko querida. Diz Lupin oferecendo os lábios para Fujiko beijar.

Fujiko dá um beijo em Lupin e pega algumas jóias do paletó  dele. 

Lupin e gangue vão para um helicóptero preparado para a fuga. No momento em que Lupin e a gangue sobrevoam a praça central do capital de Eurotrópico, o rei Gerad faz um pronunciamento diante de todo o povo para mostrar seu novo terno.

– Quero provar a vocês meu intelecto superior com meu terno que só pessoas inteligentes podem ver. Ele foi feito com um tecido que o próprio Confúcio fabricou.

O povo elogia a roupa nova do rei até que uma criança da plateia grita:

– O rei tá só de cueca. 

Nesse instante Lupin joga  o tesouro real sobre o povo e o rei fica desesperado. 

Dias depois Lupin está com a gangue no resort e Jigen lê sobre a deposição do rei de Eurotrópico e comenta com os amigos:

– Parece que o tesouro que deixamos para o povo foi de muita ajuda.

– Bem, na verdade, eu peguei algumas jóias pra mim. Não é que eu não me importe com o povo, mas eu também sou uma sofrida mulher do povo, não é mesmo Lupin? Diz Fujiko.

– Verdade, Fujiko querida. Na verdade Jigen, eu também peguei uns dois ou três diamantezinhos. Diz Lupin.

– Eu peguei algumas pepitas de ouro como pagamento pelas horas que passei costurando o terno do rei. Diz Goemon.

– Mas você não costurou nada, aquele tecido foi uma invenção do Lupin. Diz Jigen.

– E você, Jigen? Não pegou nada? Pergunta Fujiko.

– Bem, eu coloquei uma ou duas pedrinhas preciosas no meu chapéu, mas depois eu percebi que tinham mais que duas ou três pedras preciosas. Responde o atirador.

– Afinal de contas, somos ladrões e não comunistas. Diz Goemon.

– Mas se a gente continuar mentindo assim, vai acabar na política. Diz Lupin.

Todos os membros da gangue dão uma boa gargalhada com o comentário de Lupin.

O licor de Vênus

 Sinopse: Fujiko chega ao renomado Spa Vênus para roubar o famoso Licor de Vênus, uma bebida que promete deixar as mulheres ainda mais belas.

Personagens: Lupin III, Fujiko, Goemon ,Jigen e personagem original.

Categoria: Anime/mangá: Lupin III; Gênero: Humor/horror/suspense;Classificação: 12 anos

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O licor de Vênus

Fujiko chega ao Spa Vênus, onde as mulheres mais ricas e belas do mundo fazem tratamento estético. O lugar foi construído de modo que lembra um templo grego e tem estátuas de Vênus nua em vários pontos.

Uma grande foto da dona do lugar fica bem visível logo na entrada. O nome dela é Suzane Marie, é uma mulher muito bonita com longos cabelos loiros, que gosta de usar decotes ousados deixando os grandes seios quase à mostra.

 O spa é famoso pelo Licor de Vênus. Fujiko assiste mais uma vez o vídeo de uma entrevista de Suzane Marie a um grande telejornal:

– Meu estabelecimento oferece a fórmula única do Licor de Vênus, que rejuvenesce e torna ainda mais bela a mulher que o tomar. Mas é um privilégio que as mulheres sem beleza ou baixo poder aquisitivo jamais conhecerão.

 ” Tenho certeza que a fórmula desse licor vale milhões no mercado negro. Tudo que eu tenho que fazer é pegar um pouco.” Pensa Fujiko depois de confirmar a reserva na recepção.

– Esse lugar tem um clima muito estranho. Diz Fujiko.

Uma mulher loira e alta se aproxima de Fujiko e diz:

– Seja bem-vinda, senhorita. Eu sou Cassandra. Estou aqui para atendê-la. Permita-me lhe acompanhar até a sua suíte de relaxamento.

Fujiko acha a moça familiar, mas resolve se concentrar apenas no trabalho que veio fazer. Uma atriz famosa passa por Fujiko e pela funcionária do spa. Fujiko logo percebe o olhar da funcionária para os seios da atriz e diz:

– Você está perdendo o jeito com disfarces, Lupin.

– Você realmente consegue me reconhecer de todo jeito, Fujiko querida.

– Nem se atreva a trapacear, esse trabalho é meu. A fórmula desse tal Licor de Vênus deve valer milhões e eu quero esse dinheiro.

-Que tal trabalharmos juntos, Fujiko querida?

-Então será setenta por cento para mim e trinta pra você e os outros. 

– Que tal meio a meio, Fujiko querida?

– Porque eu sou mulher e posso denunciar você a direção do spa. Diz Fujiko com um sorriso diabólico.

Lupin vai retrucar quando Suzane Marie vem passando pelo corredor acompanhada por Goemon.

– Vamos, meu amor. Hoje eu tenho uma longa reunião com os acionistas. Diz Suzane dando um beijo nos lábios de Goemon.

– É um prazer lhe acompanhar, minha adorada senhorita Suzane Marie. Pensar em seus lábios me livra da impureza do meu espírito. Diz Goemon.

 Suzane passa por Fujiko e diz:

– Seja muito bem-vinda, Fujiko Mine. Não sabe a alegria que sinto em lhe receber aqui. Fique à vontade. Tenho certeza que logo receberei a visita de Lupin e Jigen.

– O que Goemon está fazendo junto dessa mulher? Pergunta Fujiko.

– Eu também não sei. Faz uns dias ele chegou no esconderijo e disse pro Jigen e pra mim que ia deixar nossa gangue porque encontrou o amor. Mas eu entendo ele, essa Suzane Marie é tão gata. Vamos pro seu quarto Fujiko querida. Vou fazer uma massagem deliciosa em você. Diz Lupin sorrindo.

– Pervertido! Isso não é uma fanfic hentai. Diz Fujiko dando uma bofetada em Lupin.

– Só falta agora ela tirar uma marreta e isso aqui virar City Hunter. Resmunga Lupin massageando o rosto.


 Dias antes, Goemon está meditando em um templo quando de repente surge um ninja. O ninja ataca Goemon que se defende usando Zantetsuken. 

O ninja saca uma espada curta e luta de igual para igual com Goemon. Goemon consegue desferir um golpe que derruba o ninja no chão e acaba rasgando a máscara dele.

Para surpresa de Goemon, o ninja na verdade é uma bela mulher de longos cabelos loiros.

– Sinto muito por ter lhe atacado,Goemon, mas eu precisava testar a sua força.

Goemon sente as bochechas ficarem coradas e o coração acelerar e diz:

– Perdão por minha grosseria, senhorita. Qual o seu nome?

– Suzane Marie. Você é o tipo de homem que eu preciso ao meu lado, Goemon.

Goemon sente que está apaixonado por Suzane Marie. 

Horas depois de conhecer Suzane Marie, Goemon vai até o esconderijo de Lupin e comunica a Lupin e a Jigen:

– Estou deixando nosso grupo, pois conheci o verdadeiro amor. E agora viverei para minha amada.

Depois do aviso Goemon vai embora e deixa Lupin e Jigen estupefatos. 

– O que foi que deu nele? Diz Lupin.

– Eu não sei. É melhor investigar. Diz Jigen.


Fujiko e Lupin chegam à suíte, na verdade um apartamento luxuoso.

– Gostou do lugar, Fujiko querida? A cama é enorme e a gente podia aproveitar.

Fujiko prepara outra bofetada para dar em Lupin quando a voz de uma senhora gritando por ajuda chama a atenção dos ladrões.

Lupin é o primeiro abrir a porta e a senhora o empurra e entra na suíte e diz a Fujiko:

– Fuja daqui! Elas são bruxas que trabalham para um demônio. Eu sou Milla Menendez, a cantora Pop.  

Uma das funcionárias aplica uma injeção na senhora que cai adormecida. Lupin ampara a senhora e a funcionária diz:

– Pobrezinha entrou aqui dizendo essas coisas. Por favor, me desculpe pelo incomodo, senhorita. 

A funcionária então se dirige a Lupin: 

– Venha, me ajude a levar essa pobre senhora para não incomodar mais a senhorita. 

Lupin não vê outro jeito senão ajudar a moça. 

– Que coisa mais estranha. Diz Fujiko a si mesma.

Uma outra funcionária do spa chega e diz a Fujiko: 

– Trouxe o licor de Vênus para que a senhorita prove.

Fujiko vai recusar, mas a outra mulher lhe dá um pisão no pé da ladra. Assim que Fujiko grita de dor a mulher joga na garganta dela um líquido.

Fujiko sente um sabor delicioso de uma fruta doce, porém sente todo o corpo cair num grande torpor e adormece. A funcionária sai da suíte de Fujiko e liga com o celular para Suzane Marie e avisa:

– Fujiko Mine já tomou o licor de Vênus.

Lupin e a funcionária do spar chegam a um depósito. A funcionária diz a Lupin:

– Vamos jogar essa velha sem utilidade no lixo. 

Lupin dá um golpe na nuca da funcionária do spa e a moça desmaia. 

– Posso achar sexy mulheres frias, mas não gosto de gente que mata pessoas fracas. Durma um pouco gatinha. Diz Lupin.

Lupin deixa a funcionária amarrada e amordaçada e coloca uma máscara imitando o rosto dela na anciã e tira a pobre senhora do depósito.

Lupin consegue tirar a senhora do spa e a coloca em táxi para um hotel. Lupin volta para saber o que está acontecendo com Fujiko.

– Oi, Lupin. Quem é a velha que você tirou daqui?

– Ela disse que é Mila Menendez, a cantora pop. 

– Isso é bem possível. Nós estamos lidando com uma vampira. Diz Jigen.

– Como você descobriu isso? Pergunta Lupin.

– Eu li num site sobre seres sobrenaturais e afins. Essa vampira suga a juventude e beleza das mulheres e faz com que qualquer homem que se apaixone por ela.  Parece que o tal licor vem de uma substância encontrada num estranho diamante vermelho. E a vampira só pode ser morta com um golpe de espada ou um tiro de um homem puro e isso trará as mulheres de quem ela roubou a juventude ao normal. Porém tinha escrito no site que as informações sobre a vampira vinha de livros muito antigos que foram perdidos. Diz Jigen.

– Ainda bem que esse site tinha todas essas breves informações aleatórias. Comenta Lupin.

Jigen e Lupin são surpreendidos pelas funcionárias do spa apontando metralhadoras para eles. Goemon surge de maneira inesperada e diz:

– Que vergonhoso vocês tentarem roubar a senhorita Suzane. Não posso deixar que vivam.

Goemon tira a espada da bainha, mas é interrompido por Suzane que diz:

– Não precisa disso, Goemon meu amor. Eles logo compreenderão que a vida pode ser muito melhor ao meu lado. 

– O que pretende fazer com a gente? Diz Jigen pegando o revólver do coldre.

Suzane vai até Jigen e responde:

– Nada demais. Vocês logo estarão bem à vontade comigo. 

Lupin tira o disfarce e se aproxima de Suzane e diz:

– Será que a gente podia aproveitar o restante da tarde, gatinha?

– É claro, Lupin querido. Mas tudo ao seu tempo. Por que não vai com as meninas e toma uma ducha?

– Lupin, você esqueceu da Fujiko? Pergunta Jigen chocado com a mudança repentina de Lupin.

– Quem é Fujiko? Eu agora quero apenas descansar e ficar elegante para Suzane querida. Diz Lupin entrando no prédio na companhia das funcionárias.

Jigen aponta a arma e Goemon se prepara para enfrentá-lo, porém Suzane interrompe a possível luta e diz:

– Você não tem que resistir, Jigen. Prometo que ao meu lado você nunca mais será traído.

Suzane se aproxima mais de Jigen e o pistoleiro abaixa a arma. Suzane dá um beijo na testa de Jigen e diz:

– Viu só, Jigen. Não precisava resistir tanto.

– Nunca conheci uma mulher tão bela quanto você, madame Suzane. Meu desejo é ser o seu amor. Diz Jigen.

Jigen segue Suzane e Goemon para dentro do spa. 

Fujiko acorda em um lugar escuro e logo percebe que está num depósito. A ladra sente uma certa dificuldade para se levantar e andar e segura em uma parede. Depois de alguns minutos tateando a parede de pedra Fujiko consegue chegar ao interruptor de luz.

Assim que acende a luz Fujiko mal pode acreditar quando olha para as próprias mãos e vê que estão completamente enrugadas. Fujiko dá um grito desesperado.

Mesmo com dificuldade, Fujiko consegue sair do depósito e caminhar pelo spa. Ela sorri quando vê Lupin e se esforça para se aproximar e chama o grande ladrão:

– Lupin! Por favor, me ajude. 

Lupin olha para Fujiko e diz:

– Veio acompanhar sua neta, senhora? Pergunta Lupin.

– Lupin, sou eu ,Fujiko. Não lembra mais de mim? Eu sou a sua amada.

– A senhora deve estar me confundindo com outra pessoa, eu não gosto de mulheres mais velhas. Eu sei que sou irresistível, mas a senhora podia ser a minha avó. Vou pedir a uma das funcionárias pra lhe ajudar a sair daqui, vovó. Diz Lupin.

Suzane surge acompanhada por Jigen e Goemon e diz:

– Olá, Fujiko Mine. Parece que você perdeu completamente seus encantos. E agora eu sou a mulher mais bela do mundo e ainda sou a mais poderosa. Porque nada pode me deter. 

– Sua bruxa! Diz Fujiko. A ladra mal consegue reconhecer a própria voz completamente envelhecida. 

Lupin vai até Suzane e beija no rosto e diz:

– Você conhece essa vovó, Suzane querida?

– Ela é apenas uma mulher má que me desafiou e merece ser punida com a morte. Jigen, atire nela. Agora eu preciso acertar os últimos detalhes do meu casamento com Goemon.

– Você vai casar com Goemon? Pergunta Fujiko.

– É claro que vou. Ele é o homem puro que eu procurei durante trezentos anos e assim que eu me casar com ele nada poderá me derrotar, pois somente um homem de coração puro pode me matar. Além disso, Jigen e Lupin também são muito fortes e serão ótimos maridos também. Jigen, atire logo nessa velhota e venha para o banquete.

Jigen aponta arma para Fujiko que arregala os olhos e diz:

– Jigen, sou eu, Fujiko. Lupin, por favor, pare ele. Eu não quero morrer assim.

Jigen não parece ouvir Fujiko e sorri quando vai puxar o gatilho, porém Goemon aparece e parte o revólver de Jigen ao meio.

Suzane fica chocada e diz:

– Goemon, o que você fez? Essa bruxa me desafiou e merece morrer.

– Eu não posso amar uma mulher que mata os fracos. Responde Goemon. Em seguida o samurai fala para Jigen:

– Pare de palhaçada, você nunca esteve em transe.

Jigen começa a rir e diz:

– Você devia olhar pra sua cara de medo, Fujiko. Tava hilária. 

Jigen pega o celular e tira algumas fotos de Fujiko, deixando a ladra irritada.

– Lupin, detenha esse dois! Diz Suzane.

– Sinto muito, Suzane querida, mas meu coração foi roubado pela minha Fujiko querida há muito tempo. Diz Lupin dando um tiro certeiro no coração da vampira.

Suzane olha para ferida e fica surpresa ao ver o sangue jorrar e diz:

– Mas eu só poderia ser morta por um homem de coração puro.

– Lupin tem um coração puro. Diz Jigen.

– Lupin tem o coração puramente mulherengo. Responde Goemon.

A vampira desaparece e um diamante vermelho surge e Lupin paga o diamante. No mesmo instante Fujiko volta ao normal e Lupin se aproxima dela querendo beijá-la.

– Fujiko querida, você ficou ainda mais bonita. 

Fujiko pega o diamante vermelho e diz:

– Desculpe,  Lupin, mas isso serve como indenização. Jigen, se você postar as minhas fotos na forma de uma velha na internet, vai se arrepender de ter nascido.

– Viu só,Goemon? Eu sou mais puro que você. Diz Lupin.

– Vergonhoso. Partirei para treinar meditação e livrar a mente dos pensamentos impuros. Diz Goemon.

Jigen acena para Lupin e vai embora. 

A sós Lupin segura o diamante vermelho e diz:

 – Enfim, sós.

Numa noite enluarada

Sinopse: Clarice,princesa de Cagliostro, recebe uma visita inesperada e muito aguardada.

Personagens: Clarice (O Castelo Cagliostro) e Lupin.

Catagoria: Anime/ mangá:Lupin III; Gênero: Romance; Classificação: Livre

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.Numa noite enluarada

Clarice termina de despachar os últimos documentos do dia e resolve descansar já que não tem nenhum compromisso na agenda.

Ela dispensa a criada e vai até o quarto da torre, que atualmente tem um elevador para chegar até ela. Do elevador, Clarice observa a grande lua cheia no céu e começa a lembrar do que viveu junto a Lupin e pensa numa forma de entrar em contato com ele.

Assim que entra no quarto a princesa de Cagliostro ouve uma voz conhecida:

– Ola, princesa Clarice. Vim trazer um presente pra você.

Lupin acende a luz e num passe de mágica faz surgir uma rosa e entrega a Clarice.

– Uma rosa para a mais linda princesa do mundo. Diz Lupin.

Clarice não resiste e dá um grande abraço em Lupin e diz:

– Você veio me ver. Senti tanta falta de você. Se você quiser, posso dar asilo político a você e aos seus companheiros de gangue.

– Não posso aceitar, minha princesa. Vim aqui apenas para lhe dar essa rosa.

Clarice acorda e percebe que está no escritório e murmura:

– Foi apenas um sonho.

A luz da lua entra pela janela e Clarice vê em cima da mesa um bela rosa vermelha.

Não fume, Jigen

 Sinopse: Jigen recebe um convite de Lupin para ir a uma casa em lugar afastado e descobre que os amigos querem que ele pare de fumar.

Personagens:Jigen,Lupin, Fujiko e Goemon.

Categoria:Anime/mangá:Lupin III;Gênero:Humor/Suspense/amizade;Classificação:10 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

Não fume, Jigen

Jigen estaciona o carro em frente a uma casa num lugar isolado e confere o bilhete que Lupin enviou .

– Só pode ser uma armadilha do Zenigata. Diz Jigen a si mesmo tirando o revólver do coldre e assumindo uma postura de ataque.

Jigen fica surpreso quando Lupin abre a porta da casa e diz com grande sorriso:

– Ele chegou!

Lupin puxa Jigen para dentro da  casa, onde estão Fujiko e Goemon. Jigen fica sem entender e pergunta:

– O que está acontecendo aqui? Por que tanto suspense pra um trabalho?

– Não é sobre um trabalho. Jigen, queremos que você deixe de fumar. Diz Lupin enquanto acende um cigarro.

– O quê?

– Queremos ajudar você a parar de fumar. Repete Lupin quase gritando.

– Mas você também fuma. Na verdade, todos vocês fumam. E não precisa gritar, eu não sou surdo. Retruca Jigen irritado.

– Porém você é o mais velho e tem que dar o exemplo pra gente. Diz Lupin.

– Lupin tem razão, Jigen. Diz Fujiko.

– É dever dos mais velhos dar bons exemplos. Diz Goemon.

– Parem de me chamar de velho! Eu sou apenas um homem clássico. Diz Jigen irritado.

– Todo homem velho diz isso. Provoca Fujiko.

– Devo concordar com a senhorita Fujiko. Jigen, os cigarros estão afetando sua memória. Diz Goemon.

– Vocês dois têm razão. Diz Lupin dando uma risadinha, deixando Jigen ainda mais chateado.

– Você lembra que dia é hoje, Jigenzinho? Pergunta Lupin colocando a mão no ombro do amigo.

– Hoje é quinta-feira. Responde o atirador.

Os outros membros da gangue dão uma grande gargalhada e Jigen fica irritado e solta alguns palavrões.

– Realmente você está senil. Diz Goemon.

– Se vocês não pararem com isso eu vou embora. Diz Jigen.

Jigen vai se afastando e começa a desconfiar que aqueles não são seus amigos ,mas policiais ou até mesmo membros de alguma organização do submundo. 

Jigen pega a arma e aponta para seus companheiros e Lupin se aproxima.

– Você realmente não sabe do que a gente tá falando? Diz Lupin.

– É claro que não. Por que eu deveria? Diz Jigen.

– Você devia falar logo, Lupin. Vou mandar o número de um médico ótimo que livrou uma amiga minha do cigarro. Diz Fujiko.

– Diga logo a ele que dia é hoje e ele compreenderá por que deve largar o vício do cigarro. Diz Goemon.

– Nós temos razão, Jigen. Só alguém muito senil para esquecer o prórprio aniversário. Diz Lupin dando uma grande gargalhada.

Jigen sorri um pouco constrangido quando vê o bolo com uma imitação de Magnum 357 no topo.

O amuleto Parte II

O Amuleto Parte II

Goemon pega a espada e começa a fazer força para tirar a espada da bainha. Por causa da força Goemon cai no chão, mas para a surpresa do pequeno samurai invés de espada saem flores.

– Hi, hi! Eu imaginei que você tentaria roubar a espada, Goemon. Como seu mestre, eu vou lhe castigar severamente. Você não vai treinar amanhã o dia inteiro e nem vai assistir o Masked Samurai.  Diz Lupin fazendo cara de mau.

Goemon começa a chorar alto e diz:

– Eu quero a minha espada! Mestre Lupin, o senhor é muito mau. Eu quero ir pra casa.

Jigen se aproxima da cena e pergunta:

– Oi, Lupin. O que você fez?

– Eu apenas coloquei ele de castigo. Proibi ele de treinar amanhã e de assistir Masked Samurai. E agora ele não para de chorar. Faça alguma coisa, Jigeen.

– Ei,Goemon, um samurai não deve chorar. Diz Jigen.

Goemon olha para Jigen com os olhos úmidos e volta a chorar.

– Isso deve ser um castigo muito duro para o Goemon. Bem, eu vou sair pra comprar uns cigarros. Diz Jigen saindo do quarto.

Lupin segura Jigen pelo braço e diz:

– Jigen, me ajude a fazer o Goemon parar de chorar. Eu não tô aguentando mais. 

– Foi você quem deu o castigo. Se você retirar o que disse agora ele não irá lhe respeitar e eu também não posso lhe desautorizar na frente dele. Talvez ele pare de chorar em alguns minutos. Diz Jigen saindo do quarto.

Lupin tem uma ideia e diz:

– Goemon. Aceite essa punição como parte do treinamento e assim endurecerá o seu espírito e ficará mais perto de receber a espada. 

Goemon para de chorar e diz ainda fungando:

– Certo,mestre. Mas eu quero treinar.

– Mas você não vai e pronto. Diz Lupin perdendo a paciência.

Goemon sai correndo do quarto e volta a chorar alto. Lupin dá um suspiro e diz a si mesmo:

– Crianças são difíceis. E Goemon criança mais ainda.

Fujiko chega no esconderijo e encontra Jigen deitando no sofá fumando, enquanto usa fones de ouvidos. A ladra ouve o choro de Goemon e resolve ver o que está acontecendo.

Assim que vê Fujiko, Goemon corre até ela e a abraça. Fujiko sorri e pega Goemon no colo.

– O que foi? Por que você está chorando?

– Mestre Lupin não quer que eu treine e nem me deixa assistir Masked Samurai. Pede pra ele me deixá treinar. Ele faz tudo que a senhorita manda. Diz Goemon soluçando.

Fujiko sorri e coloca Goemon no chão outra vez e pergunta:

– E por que ele fez isso?

– Porque eu fui pegá a espada grande. Ele disse que eu podia pegar quando fosse mestre na espada de bambu e eu já virei mestre. Diz Goemon limpando os olhos com a  mão.

– Ainda não. Pra ser mestre da espada você tem que ser da idade do Lupin e do Jigen.

– Mas aí eu vou tá  velho. Diz Goemon.

– Você será um mestre antes do que imagina. Diz Fujiko dando um beijo no rosto de Goemon.

Goemon fica corado e para de chorar. Fujiko tira da bolsa alguns chocolates e entrega ao pequeno samurai que senta em um canto da sala e  come os chocolates.

– Você será uma ótima mãe pros nossos filhos, Fujiko querida. Diz Lupin  se aproximando de  Fujiko.

– Eu não posso me casar com alguém que faz uma criança chorar.

– Mas ele começou. Argumenta Lupin.

– Não interessa. Ele é só uma criança. A propósito, trouxe os livros sobre magia e amuletos que você pediu. Diz Fujiko jogando vários livros nos braços de Lupin.

– Obrigado, Fujiko querida. Não consigo achar uma cura pro Goemon em nenhum site da internet. Pesquisei até mesmo na dark web.

– Você já pensou na possibilidade dele não voltar ao normal e ter que passar por toda a fase de crescimento de novo? Diz Fujiko.

– Nesse caso. Teremos que mandar ele pra casa da família dele. Mas tem que ter um jeito de trazer Goemon de volta ao normal. Antes que ele me enlouqueça.

Enquanto isso na sala, Goemon repara que Jigen está dormindo e liga a televisão para assistir Masked Samurai. De repente Goemon nota a arma de Jigen e quando se aproxima para pegar a arma, Jigen se levanta:

– O que pretende fazer? 

Gemon se assusta e começa a fungar e Jigen explica:

– Isso não é uma arma de brinquedo. Você não pode mexer. 

– É sério? Meu pai disse que nenhuma arma se compara à espada japonesa. A gente pode duelar pra ver. Diz Goemon.

– Sem chance. Diz Jigen. 

– Então o senhor tá com medo de perder o duelo, mestre Jigen. Eu te desafio.

Jigen respira fundo e diz: 

– Você não estava de castigo proibido de assistir Masked Samurai? Por causa da sua desobediência, seu castigo irá dobrar. Você ficará três dias sem treinar. 

Goemon  chora ainda mais alto chamando a atenção de Fujiko e Lupin.

– O que foi, Jigen? Pergunta Lupin

– Ele me desafiou pra um duelo. Lupin, traga o Goemon de volta ao normal logo ou eu juro que não respondo por mim. Exige Jigen.

– Vocês são dois monstros. Ele vai  dormir comigo hoje à noite. Diz Fujiko pegando Goemon no colo.

– Buá, Fujiko! Eu também quero dormir com você. Diz Lupin.

Fujiko dá um cascudo em Lupin e diz:

– Continue o seu trabalho.

Lupin consegue achar em um livro algo que pode servir e comunica a Jigen:

– Parece que eu encontrei algo. 

– E o que é? 

– Teremos que esperar a lua cheia e colocar Goemon diante do amuleto e assim ele voltará ao normal.

– Será que vai funcionar? Pergunta Jigen.

– Tomara.

– E quando teremos lua cheia?

– Daqui a duas semanas.

 Na manhã seguinte Zenigata e Yata se aproximam do suposto esconderijo de Lupin. 

– Vamos, Yata.

– Não acha melhor pedir reforço, inspetor?

– No momento, a prioridade é a criança. A criança está chorando. Vamos agora mesmo, Yata.

Zenigata invade o  suposto esconderijo de Lupin aos gritos:

– Lupin,você está preso! 

– Inspetor Zenigata, acho que nos enganamos de casa. Diz Yata.

Zenigata nota que uma família o olha chocada. Envergonhado, o inspetor tira o chapéu e diz:

– Desculpe pelo incômodo. Eu estou procurando o infame Lupin Terceiro. Ele é a encarnação do mal que se diz um ladrão cavalheiro, mas está mantendo uma criança refém. Conto com a ajuda de vocês para encontrá-lo.

Zenigata e Yata se despedem dos donos da casa e se retiram. 

– Maldito Lupin. Não se preocupe, Yata. Vamos verificar todas as cinquenta propriedades deste perímetro.  Diz Zenigata.

Zenigata vai em direção ao carro para acompanhar Yata e quando olha percebe uma casa mais distante que as outras e diz:

– Vamos até lá, Yata. Aquele é o esconderijo de Lupin.

Goemon acorda cedo e para não chamar a atenção de Fujiko que dorme no futon ao lado, o pequeno samurai coloca um ursinho no lugar dele. Goemon samurai sai do quarto descalço para não chamar atenção de Lupin e Jigen que também estão dormindo.

Goemon encontra a espada de bambu e vai para o quintal pela entrada de animais domésticos da porta e vai para o quintal.

Goemon  está treinando quando vê Zenigata se aproximar e se esconde atrás de uma árvore.

  Zenigata derruba a porta com um chute e grita:

– Lupin! Você está preso!

Quando Zenigata pisa na soleira da porta, uma grande luva de boxe o atinge em cheio. 

– Parece que o Tiozão caiu na minha armadilha. Diz Lupin.

– Eu vou buscar o Goemon pra gente ir embora. Diz Jigen. O pistoleiro segue pelo corredor até o quarto.

– O Goemon sumiu! Diz Fujiko.

– Ele não deve ter ido longe. Diz Jigen indo procurar Goemon.

Lupin vai ajudar nas  buscas por Goemon,quando Yata pula em cima dele e o rende.

– Você está preso, Lupin. Você tem o direito de permanecer calado. Diz Yata.

Yata percebe o pequeno Goemon segurando a espada de bambu em posição de ataque.

– Olá, garotinho. Eu já prendi o homem mau e agora você pode vir comigo. Diz Yata tentando ser amigável.

– Eu não sou garotinho, sou Goemon Ishikawa XIII. Responde Goemon atacando Yata com a espada, atingindo o jovem policial na cabeça.

– Que criança mais assustadora! Diz Yata antes de desmaiar.

– Muito obrigado, Goemon. Diz Lupin dando um abraço no pequeno amigo.

– Lupin! Eu não encontro o Goemon em lugar nenhum. Diz Jigen.

– Ele tá aqui. Diz Lupin pegando Goemon no colo.

– Não pense que vai escapar, Lupin. Grita Zenigata entrando na casa novamente. O inspetor vê Goemon no colo de Lupin e sorri. 

– Qual o seu nome, garotinho? Pergunta Zenigata.

– Goemon Ishikawa XIII.

– Esse garotinho é filho do Goemon? Nunca pensei que ele fosse capaz de abandonar um filho, ainda mais com você, Lupin. De qualquer modo, eu devo levá-lo em custódia para que ele vá à escola e se torne um bom cidadão. Diz Zenigata.

– Ele não é o filho do Goemon, esse é o Goemon. Diz Lupin.

Goemon olha para Zenigata e se agarra com força em Lupin e diz tentando segurar o choro:

– Tô com medo desse velho, mestre Lupin.

– Lupin! O que você disse a ele? Não chore garotinho, vamos levá-lo à escola e você terá muitos amiguinhos. Diz Zenigata.

– Eu não quero ir pra escola, eu sou um samurai. Diz Goemon se agarrando em Lupin com mais força.

– Você ouviu, Tiozão. Ele não quer ir com você. 

– Não seja imprudente. Você não pode ficar andando por aí com o filho do Goemon. Uma criança não pode viver com vocês. Goemon foi um irresponsável ao deixar o filho dele com vocês para correr perigo. Diz Zenigata.

– Não se preocupe, Tiozão. Em duas semanas, Goemon voltará para buscar o filho dele. Diz Lupin.

– Está bem, mas se isso não acontecer, eu volto para buscar o filho do Goemon e levá-lo em custódia. Porque toda criança deve ir à escola. Diz Zenigata indo embora e levando Yata.

Lupin resolve ir para outro esconderijo e assim evitar que Zenigata tente levar Goemon à força. Enquanto Jigen dirige para o novo esconderijo, Lupin observa Goemon dormindo tranquilo no colo de Fujiko e comenta:

– Que sorrateiro! Quando ele voltar ao normal, vai se ver comigo.

– Deixe ele em paz, Lupin. Diz Fujiko.

– Tem certeza que o tal ritual vai funcionar? Pergunta Jigen.

– Absoluta.

Jigen se aproxima de uma casa num bairro de classe média e diz:

– É esse o lugar?

– Sim. Tem como a gente observar a rua e deixar Goemon entretido até a lua cheia. Confirma Lupin. 

Jigen entra com o carro na garagem  e Goemon acorda e pergunta:

– A gente já chegou?

– Sim. É a nova casa. Como você me ajudou com o Tiozão e o estagiário dele, vai poder treinar o quanto quiser e ver Masked Samurai. Diz Lupin ajudando o pequeno samurai a sair do carro.

– Eba! Posso duelar com mestre Jigen e provar que a minha espada é muito melhor que o revólver velho dele? Diz Goemon.

Lupin vai responder e vê Jigen entrando em casa resmungando números para não se enfurecer com Goemon e diz:

– É melhor você se preparar treinando ao máximo para duelar contra Jigen.

– Ficou louco Lupin? Pergunta Fujiko.

– É o único jeito de manter ele quieto até o dia do ritual.

– Acha mesmo que isso dará certo?

– Tenho certeza que sim, Fujiko querida.

Duas semanas se passam e finalmente chega a primeira noite de lua cheia. Lupin, Jigen e Fujiko trazem Goemon para o quintal da casa. 

Lupin coloca o amuleto que pegou do banco em uma mesa e diz a Goemon:

– Fique em frente a essa pedra cor-de-rosa. Lembre-se que esse é o primeiro teste para você usar a espada grande.

– Certo. Por que eu tô com esse quimono grande? Diz Goemon inseguro com a situação.

– Faz parte do teste. Diz Fujiko dando um beijo no rosto de Goemon.

– Vamos começar o teste. Diz Lupin tentando disfarçar o ciúme, enquanto Jigen dá uma risada.

Durante o ritual, Lupin vê uma observação em letras pequenas no fim da página do livro onde é descrito o ritual:

“ Se a pessoa foi atingida apenas por gás da juventude. Ela se recuperará em duas semana sem necessidade de um ritual.”

Lupin rasga a página e fecha o livro antes que Jigen veja.

– Por que você tá com essa cara de bobo? Pergunta Jigen a Lupin.

– Nada não. Disfarça Lupin.

A luz da lua ilumina a jóia e a luz reflete em Goemon, porém nada acontece e o samurai continua criança.

– Eu já passei no teste? Eu tô com sono. Diz Goemon.

– Sim. Escove os dentes e vá dormir. Diz Lupin.

– Senhorita Fujioko, posso dormir com você?

– É claro.

Assim que Goemon e Fujiko entram em casa, Jigen se aproxima de Lupin e pergunta:

– O que deu errado?

– Eu não sei. Acho que Goemon terá que passar por toda a fase de crescimento. Diz Lupin sem coragem de contar a verdade ao amigo.

Na manhã seguinte, Goemon acorda e acha estranho o fato de estar nu em seu futon e percebe que tem um ursinho ao lado dele. Goemon fica confuso ao ver Fujiko dormindo no futon ao lado dele.

“ O que aconteceu aqui? Será que a senhorita Fujiko está traindo Lupin comigo? Eu agora sou um pervertido como Lupin. Devo meditar e treinar para tirar esses pensamentos impuros.” Pensa Goemon se levantando para vestir o quimono. 

Fujiko acorda e se assusta ao perceber que Goemon não está no quarto. Ela sai do quarto e se depara com Goemon de volta ao normal.

– Goemon! Você está de volta ao normal. O ritual funcionou. Comemora Fujiko.

– Do que está falando, senhorita Fujiko? Sinto quebrar suas esperanças comigo, mas não acho honrado trair um amigo. O que aconteceu ontem à noite jamais se repetirá. Diz Goemon.

Fujiko olha confusa para Goemon sem entender do que ele está falando.

De repente, Goemon percebe que ainda não viu a Zantetsuken e dá um grande  grito,acordando Lupin e Jigen.

Lupin entrega a espada a Goemon que a abraça como se fosse um bichinho de pelúcia.

– Por que você estava com a minha Zantetsuken, Lupin? Pergunta Goemon.

– Você não lembra o que aconteceu esses dias? Pergunta Jigen.

– Acho que eu fui atingido por algum gás sonífero e dormi profundamente. Engraçado é que eu sonhei que era criança e meu pai me entregava aos cuidados de dois mestres muito estranhos. Diz Goemon.

– Sério mesmo? Pergunta Fujiko. 

– Sim, um dos mestres tinha cara de macaco e não queria me dar a minha Zantetsuken. Diz Goemon.

– Cara de macaco.Você vai ver só uma coisa, Goemon. Resmunga Lupin.

Jigen nota que algo no bolso de Lupin  e descobre  a página rasgada por Lupin e lê em voz alta:

– Aqui diz que o gás da juventude perde o efeito em duas semanas. Seu miserável! Você sabia de tudo. 

– E me fez perder tempo indo a uma biblioteca. Diz Fujiko pegando uma marreta gigante.

Lupin sai correndo e grita:

–  Peraí,eu posso explicar tudo. Goemon, faça alguma coisa, esses dois vão me matar.

Goemon medita tranquilamente e comenta:

– Idiotas!

O Amuleto Parte I

 Sinopse: Lupin, Jigen e Goemon entram em banco para roubar uma joía para Fujiko, mas algo sai errado.

Personagen: Goemon, Lupin, Jigen, Fujiko, Zenigata e Yata.

Categoria:Anime/mangá: Lupin III;Gênero: Comédia/família; Classificação:Livre


Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O Amuleto

Lupin, Jigen e Goemon chegam a um banco. Lupin consegue desarmar o sistema de segurança sem dificuldade. Entretanto Jigen está desconfiado e diz:

– Você não acha que isso foi fácil demais, Lupin?

– Parece fácil por causa da minha incrível genialidade. Outros ladrões sofreriam para desarmar o sistema de segurança. 

Goemon olha em volta e pergunta:

– O que viemos fazer aqui? 

– Bem, eu vim pegar a algumas jóias para, minha Fujiko querida. Ela disse que tem uma jóia que atrai o amor. Diz Lupin.

– Então eu vou embora. Retruca Goemon virando de costas para Lupin e Jigen.

– Eu esqueci de mencionar que nesse banco esquecido está guardada a lendária espada Excalibur. Diz Lupin.

– A lendária espada ocidental? Tenho uma grande curiosidade em ver como ela é, mesmo sabendo que não é páreo para a magnífica espada japonesa. Diz Goemon.

Goemon segue na frente até o cofre e Jigen cochicha com Lupin:

– Você inventou isso, não foi?

– Só um pouquinho. Agora vamos, Jigenzinho. 

Lupin arrasta Jigen até onde Goemon está . Os três param diante do cofre que não parece ter nada especial. Lupin usa o spray para ver os lasers de segurança e fica espantado ao constatar que eles desenham um X.

– Isso tudo é muito estranho. Vamos voltar e reestudar esse lugar. Diz Jigen.

– Você vai ficar a fanfic inteira repetindo que isso é estranho, Jigen? Eu devia ter chamado a minha Fujiko querida. Diz Lupin irritado passando com facilidade pelos lasers.

Goemon olha para a espada e diz:

– Acho que Jigen tem razão. 

– Lembre-se da Excalibur, Goemonzinho. 

Goemon corta a porta do cofre ao meio com a  Zantetsuken e os três ladrões entram no cofre. A primeira coisa que Goemon vê é a espada ocidental com o cabo dourado.

– Parece uma espada pesada demais para a batalha. A espada japonesa continua imbatível. Comenta Goemon.

Enquanto Lupin e Jigen tentam abrir uma pequena arca branca sem sucesso.

– Ei, Goemon! Deixe de brincar com essa espada e ajude aqui. Diz Jigen.

– O que querem que eu faça? Pergunta Goemon.

– Não é óbvio? Que você quebre essa arca com sua espada. Diz Lupin ficando impaciente.

– Está bem, mas se afastem por causa dos estilhaços da arca. Diz Goemon.

Jigen e Lupin fazem o que o samurai pede e assistem Goemon partir a arca ao meio sem dificuldade e uma estranha fumaça envolve Goemon.

– O que tá acontecendo? Pergunta Jigen.

– E eu que sei? 

Jigen e Lupin começam a chamar por Goemon e quando a fumaça se dissipa. Lupin e Jigen arregalam os olhos quando veem um garotinho de uns quatros, cinco anos de cabelos longos e pretos coçando os olhos.

Lupin se aproxima do garoto e pergunta:

– Você é o Goemon?

– Sou sim, Goemon Ishikawa XIII, muito prazer. Responde o pequeno Goemon fazendo uma reverência.

De repente Goemon percebe que está nu e fica constrangido.

– Por que eu estou sem minhas roupas? E quem são vocês? Pergunta o pequeno samurai.

– Eu sou o professor Lupin Terceiro e o barbudo ranzinza é meu assistente Daisuke Jigen. Parece que você se perdeu da nossa excursão ao museu. Você ficou preso aqui no cofre e acabou tirando as roupas. Agora vamos. Diz Lupin.

– Quem você tá chamando de ranzinza, Lupin? Retruca Jigen.

Goemon se esconde atrás de Lupin e Jigen se abaixa até o companheiro e diz:

– Vou arrumar suas roupas.

Em minutos Jigen consegue deixar o quimono de Goemon no tamanho ideal para o garotinho à sua frente.

– Às vezes eu me pergunto por que você é um pistoleiro, Jigen. Diz Lupin.

Jigen ignora Lupin e dá a mão a Goemon para ele vir com eles. Goemon vê a espada e diz:

– A minha espada. Eu ia esquecendo. 

Lupin pega a Zantetsuken antes de Goemon e diz:

– Isso aqui não é Berserker. Essa espada é muito grande para você e pode lhe machucar. Quando chegarmos em casa você treina com uma espada de bambu se quiser. 

Goemon começa a lacrimejar e Jigen diz:

– Vamos pra casa. No caminho nós compramos sorvete pra você.

– Verdade?

– Sim. Confirma Lupin.

Assim que Lupin, Jigen e o pequeno Goemon saem do cofre encontram Zenigata.

– Você está preso, Lupin! Grita Zenigata girando as algemas.

Zenigata percebe Goemon e se enfurece ainda mais com Lupin e diz:

– Usando uma criança como refém! Lupin ,você foi longe demais! Nunca vou lhe perdoar por isso.

– Agora não tenho tempo pra brincar, Tiozão. Diz Lupin jogando uma bomba de  fumaça e aproveitando para fugir.

De volta ao esconderijo, Lupin e Jigen conversam entre si, enquanto Goemon assiste TV.

– O que aconteceu com Goemon, Lupin? Pergunta Jigen.

– Eu ainda não sei direito, mas parece que na arca tinha um gás raro que transforma adultos em crianças. Foi uma sorte o Goemon não ter virado um bebê. Diz Lupin.

– Como é que você tá sabendo disso? Pergunta Jigen se controlando para não dar um soco no amigo.

– Eu li agora no site do museu. Você sabe que eu não ligo pra superstições.

– Goemon parece apenas uma superstição pra você agora? Diz Jigen com o punho pronto para dar um soco em Lupin.

– Ei, Jigen. Cadê o Goemon? Pergunta Lupin ao perceber que o pequeno samurai não está mais assistindo TV.

Jigen abaixa o punho e diz:

– Será que ele foi pegar a espada? Vamos procurar ele agora mesmo.

Enquanto isso, Goemon consegue entrar no quarto de Lupin e logo vê a espada guardada na bainha em cima do armário. Goemon sobe na cama de Lupin e começa a pular para tentar pegar a espada.

Depois de vários pulos, Goemon consegue impulso para chegar até a Zantetsuken, mas quando está prestes a agarrar o cabo da espada, o pequeno samurai vai em direção ao chão.

Lupin se joga e consegue impedir a queda de Goemon. Lupin coloca Goemon no chão e diz:

– No que você estava pensando? Você podia ter se machucado.

– Eu queria a espada. Responde Goemon.

– Pra quê? Já disse que você só pode treinar com a espada de bambu. Diz Lupin.

– Mas eu não quero treinar com a espada de bambu. Eu quero aquela espada. Quem é você pra mandar em mim? Vou contar pro meu pai. Retruca Goemon.

– Já falamos, somos seus professores. E como um bom aluno você deve obedecer aos seus senseis. Quando você se tornar um mestre com a espada de bambu, poderá usar aquela espada. Diz Jigen.

– Mentira! O moço no museu disse que vocês tavam roubando e me fazendo de refém. Não sei o que é refém, mas deve ser algo ruim. Diz Goemon.

– Você é descendente do grande Goemon Ishikawa e por isso seu pai nos contratou pra ensinarmos técnicas de roubo. Diz Lupin massageando a cabeça.

Goemon olha para Jigen e pergunta:

– Isso é verdade?

– Sim, é verdade. Lupin não aparou a sua queda ainda pouco? Agora, vá lavar as mãos pra jantar. Diz Jigen.

– Certo. Perdão por minha grosseria,mestres. Farei o meu melhor para merecer a espada grande. Diz Goemon saindo do quarto para cumprir o que Jigen falou.

– Incrível que mesmo desse tamanho ele é assustador. Boa ideia a sua Jigen. A propósito, o que tem pra jantar?

– Encomendei comida japonesa. Imagino que Goemon não vai comer outra coisa e eu não quero ouvir birra.

No dia seguinte Fujiko vai até o esconderijo de Lupin. Assim que a ladra entra, Lupin dá um pulo e tenta abraçar a ladra, que se esquiva.

–  Por que isso, Fujiko querida?

– Eu me recuso a deixar você tocar em mim. Desde quando vocês ficaram covardes para pegar uma criança como refém? Diz Fujiko.

– Na verdade é o Goemon. Diz Lupin.

– Como assim? Pergunta Fujiko.

– Parece que tinha gás da juventude na arca da jóia que eu roubei pra você, Fujiko querida. E eu tô pesquisando como trazer o Goemon de volta ao normal. Explica Lupin.

– Eu só acredito vendo. Diz Fujiko.

Fujiko anda alguns passos e encontra Goemon em cima da mesa  brincando com algumas pedras preciosas. Lupin fica furioso e grita:

– Desça já daí! Isso não é brinquedo.

– Lupin! Não seja bárbaro. Diz Fujiko pegando Goemon no colo e o colocando no chão.

– Olá, senhorita. Eu sou, Goemon Ishikawa XIII, muito prazer em lhe conhecer. 

Fujiko acha adorável o jeito educado de Goemon cumprimentar e se apresenta:

– Eu sou Fujiko Mine. Muito prazer em conhecer você também.

– É verdade que você é uma mulher traiçoeira e ardilosa? O que é ardilosa? Pergunta Goemon.

– Quem disse isso? Pergunta Fujiko indignada.

– Mestre Jigen. Eu vi ele falando isso pro mestre Lupin. E também disse que não é pra confiar nas mulheres,mas eu acredito na minha avó e na mamãe. Diz Goemon.

Fujiko faz carinho no cabelo de Goemon e diz:

– Não ligue pra que o Jigen diz. Ele é um misógino.

– Então mestre Jigen é miso…miso… Essa coisa que você disse, senhorita Fujiko. O que é misoxino? 

– Misógino é um homem que não gosta de mulheres.

Goemon fica admirado com a informação. Lupin entrega ao pequeno samurai alguns lápis de cor e ordena:

– Vá desenhar um pouco.

Goemon se afasta e vai rabiscar uma parede. 

Jigen chega em casa trazendo o café da manhã e Goemon corre até ele e pergunta:

– É verdade que o senhor não gosta de mulher,mestre Jigen?

– Quem lhe disse isso? 

– A senhorita Fujiko. 

Jigen dá um suspiro e controla a vontade de xingar Fujiko com um palavrão e diz a Goemon:

– Tome o seu café da manhã e depois treine um pouco com a espada de bambu.

Gomon senta na posição de lótus e começa a comer a refeição tranquilamente.

– Ele ficou tão adorável. Nem parece o grosseirão antiquado.Comenta Fujiko.

Lupin se aproxima de Fujiko tentando beijar a ladra e diz:

– Que é isso, Fujiko querida? Eu também sou adorável. Também vou querer cair de boca no seu…

– Lupin, seu pervertido! Tem uma criança aqui. Diz Fujiko dando uma bofetada em Lupin.


Enquanto isso Zenigata está na central de polícia andando de um lado para o outro e Yata pergunta:

– Por que esse nervosismo todo, inspetor?

– Porque eu ainda não descobri onde está Lupin. E agora ele tem uma criança como refém. Eu nunca perdoarei Lupin por essa covardia. Grita Zenigata.

– Que covardia! Temos que prender ele e gangue o quanto antes. Imagina o que eles podem fazer com uma criança. Diz Yata.

– Essa fala deveria ser minha. Resmunga Zenigata.

De repente Zenigata olha para o mapa da cidade e nota algumas propriedades isoladas e diz:

– Lupin deve estar em uma dessas propriedades. Venha, Yata. É hoje que eu finalmente prendo Lupin. Diz Zenigata saindo correndo pela porta e quase tropeçando.

– Lá vou eu outra vez. Ele esqueceu de olhar as câmeras de segurança da cidade ou os rastreadores de carro. Diz Yata tentando alcançar Zenigata.

Enquanto isso,  Goemon está no treinamento com a espada de bambu e consegue partir ao meio com facilidade algumas latas e recebe os aplausos entusiasmados de Jigen que assiste ao treino, enquanto Lupin pesquisa na internet e em livros como trazer o samurai ao normal.

– Não precisam aplaudir. Isso é fruto apenas de um treinamento duro. Agora eu quero a espada grande. Diz Goemon.

– Não seja impaciente. Diz Lupin interrompendo os estudos.

– E por que não? Eu já dominei completamente essa espada. Diz Goemon. 

– Mas um samurai deve ser paciente.  Por que…Porque o caminho da espada é longo. Você deve treinar ainda mais com a espada de bambu. Diz Lupin.

– Isso não é justo. Reclama Goemon.

– Goemon, pare o treino agora e vá descansar.Deixei alguns biscoitos e leite em cima da mesa. Você pode assistir TV se quiser. Diz Jigen.

– Tá.

Lupin e Jigen observam Goemon entrar correndo em casa.

– É bom você descobrir logo um jeito de trazer ele de volta ao normal. Não acho que podemos embromar ele por mais tempo. Diz Jigen.

– Eu tô tentando ao máximo. Diz Lupin.

Goemon aproveita que Jigen e Lupin estão do lado de fora e vai procurar a espada. Evitando fazer barulho, Goemon entra mais uma vez no quarto de Lupin e sorri ao ver a espada encostada num canto.

O berço de Lupin

 Sinopse: Kyousuke Mamo volta no tempo disposto a atacar Lupin, enquanto ele é um bebê.

Personagens: Kyousuke Mamo, Lupin III, Lupin II, Aresene Lupin, personagens originais.

Categoria:Anime/mangá:Lupin III;Gênero: Humor/paródia/suspense;Classificação:12 anos.

Lupin III pertence a Monkey Punch e TMS Entretenimento. Essa é uma história sem fins lucrativos de fã para fã.

O berço de Lupin

Kyousuke Mamo consegue chegar à grande mansão Lupin. Kyousuke decide voltar ao passado para  acabar com Lupin III, quando ele ainda é um bebê. O vilão toca a campainha e quem vem atender é uma mulher loira e alta, cujo vestido tem um decote generoso.

– E você quem é? Pergunta a moça.

– Eu vim pela vaga de governanto. Diz Kyousuke.

– Você é a nova governanta? Mas você é um homem? Diz a moça realmente chocada.

– Marlene? O que está acontecendo aí? A senhora precisa da sua ajuda com menino. Diz Lupin II se aproximando.

– É que um homem veio preencher a vaga de governanta. Diz Marlene.

– Não se preocupe, Marlene. Todos nós somos livres. É o poder das flores. Diz Lupin II.

– O que ele quer dizer com isso? Resmunga Kyousuke.

Arsene Lupin entra na sala se apoiando em uma bengala e pergunta:

– O que está acontecendo aqui?

– Esse homem quer ser a nova governanta. Diz a babá.

– Eu realmente não entendo esse mundo cheio de hippies. Na minha época só moças bem instruídas se candidatavam à vaga de governanta, mas os tempos são outros. Diz  Arsene. 

– Na verdade, eu sou um governanto. Diz Kyousuke.

Lupin II dá uma tapa nas costa de Kyousuke e diz:

– Não fique constrangido, eu aceito o seu modo de vida. Meu pai é muito careta. Tem ideias do século passado.

Kyousuke finalmente entende o que Lupin II está pensando e diz:

-Acho que o senhor está enganado, senhor Lupin Segundo. Eu não sou como o senhor está pensando, eu estou aqui apenas pelo emprego.

– Tudo bem cara. O mundo é livre. Viva a paz e o amor sem fazer guerra. Diz Lupin II.

Arsene Lupin sai da sala resmungando:

– Espero que o meu neto não fique assim quando crescer.

– Ei! Colet, manda a minha mulher vir aqui conhecer a nova governanta. Como é seu nome mesmo? Diz Lupin II a uma empregada que vem passando.

– Kyousuke Mamo. É um nome japonês, senhor Lupin Segundo.

– Ah! Saquei! Vocês lá no Japão tem governanto invés de governanta. Tudo bem, nessa casa respeitamos as diferenças culturais.

– É isso mesmo. É um costume nosso lá no Japão.

A esposa de Lupin II surge no topo da escadaria, mas Kyousuke não consegue ver o rosto dela, mas percebe o belo corpo dela por causa do vestido curto.

– Então você já escolheu a nova governanta, querido. Suba, preciso de você no quarto agora. Diz a senhora Lupin II.

Lupin II sobe as escadas correndo e segura a esposa no colo. 

– Não é à toa que Lupin é do jeito que é. Murmura Kyousuke.

A babá sobe as escadas  e Kyousuke a segue. Marlene acha estranho o comportamento de Kyousuke e diz:

– Por que está me seguindo?

– É que eu ouvi sobre um bebê e eu gostaria de vê-lo. Eu adoro bebês. Diz Kyousuke reprimindo a intenção maléfica com um sorriso.

– Está bem. Eu tenho mesmo que dar de mamar ao jovem mestre. 

Kyousuke vai com a babá até o quarto do pequeno Lupin. O quarto do bebê Lupin não é muito diferente do quarto de outros recém nascidos, a não ser por alguns desenhos de bichinhos roubando cofres e um móbile de berço com ursinhos mascarados segurando sacos de dinheiro.

– Essa gente é realmente má influência. Resmunda Kyousuke.

Marlene tira o pequeno Lupin do berço e troca a fralda dele e diz:

– Está na hora de mamar, jovem mestre.

Kyousuke cobre a vista quando vê Marlene abrir a blusa, porém ela só pega uma mamadeira e começa a alimentar o bebê Lupin. 

– Está na hora da novela da tarde. Vou ligar a TV. Segura ele pra mim, governanto. Diz Marlene entregando Lupin a Kyousuke.

Assim que a babá sai, Kyosuke dá um sorriso maníaco para Lupin, porém o bebê dá uma risadinha alegre.

– Que fofo! Diz Kyousuke encantando com o bebê. 

A mãe de Lupin entra no quarto e surpreende Kyousuke segurando a criança.

– O que está fazendo, senhor governanta? 

– Bem… A babá teve que ir ao banheiro e o bebê acordou assustado e eu o peguei no colo. Mente Kyousuke entregando Lupin no colo da mãe.

– Muito obrigada, senhor governanta. Ele é o meu anjinho. Temo que talvez ele não suporte as expectativas do pai e do avô para se tornar um grande ladrão como eles.

Lupin sorri para a mãe que tem o rosto encoberto por um longo cabelo preto.

Kyosuke então tem uma ideia que julga brilhante.

“ Talvez eu não precise mesmo matar Lupin e ter minha imagem arranhada no século XXI, onde as pessoas gostam de um negócio chamado empatia. Vou ensinar a Lupin que roubar é errado e assim Lupin XIII não cruzará o meu caminho e meu clã será salvo de uma maneira mais fácil.”

Na manhã seguinte Kyousuke está trabalhando e tudo parece tranquilo até Lupin II entrar  em casa e anunciar a Arsene Lupin:

– Encontrei um objeto muito legal, coroa. Tá lá no jardim. Você também pode vir,Senhor governanta.

Kyousuke mal pode acreditar quando vê a máquina do tempo no jardim dos Lupin.

– Olha só o que eu achei, pai. Aposto que você nunca roubou algo tão legal assim. Diz Lupin II.

– O que é essa coisa em forma de ovo, Segundo? Diz Arsene.

– Eu acho que é um carro, porque tem uns painéis e um negócio tipo marcha ou um volante. Não vamos atribuir rótulos a essa coisa. A coisa será o que a gente quiser. Tenho certeza que é uma grande preciosidade. Responde Lupin II.

– É uma máquina do tempo! Grita Kyousuke. O cientista tampa a boca com a mão depois de perceber a besteira que fez.

– Gostei dessa ideia, senhor governanta. Vou guardar a máquina do tempo no cofre dos Lupin. Nenhum ladrão conseguiu abrir aquele cofre, porque só os Lupin tem o talento natural e a técnica pra fazer. Diz Lupin II levando a máquina do tempo até o cofre.

Kyousuke entra na casa sem saber como recuperar sua máquina quando Lupin vem engatinhando até ele e estende os bracinhos querendo brincar. 

Kyosuke pega Lupin no colo e logo a babá entra na sala com uma expressão de fúria.

– Como pôde fazer isso, senhor governanta? Vou contar aos patrões.

– Do que você está falando, Marlene? Pergunta Kyousuke recebendo uma bofetada.

Marlene tira do bolso de Kyousuke uma calcinha de renda cor-de-rosa. A babá pega Lupin no colo e o bebê sorri para Kyousuke. O cientista logo percebe que foi Lupin o autor do roubo.

– Não fui eu. Foi o bebê. Diz Kyosuke.

Marlene  dá outra tapa no rosto de Kyousuke que quase cai no chão

– Além de pervertido é covarde. Tentando colocar a culpa no inocente jovem mestre. Diz Marlene pegando Lupin no colo. O bebê se esfrega nos seios da babá, deixando Kyousuke chocado.

“ É cada uma que me acontece. Agora eu tenho que pensar num meio de recuperar a minha máquina do tempo e dar o fora daqui.  Essa gente é louca,não é à toa que Lupin é um monstro.”

Kyousuke espera até a madrugada para ir até o cofre dos Lupin pegar a máquina do tempo de volta. Com muito cuidado, Kyosuke vai até o subterrâneo da mansão.

Kyousuke finalmente chega ao subterrâneo e quando se aproxima do cofre encontra o bebê Lupin engatinhando.

– Como é que você veio parar aqui, Lupin? Onde estão a babá e seus pais? Mas que gente mais irresponsável.

Lupin bate palmas e dá uma risadinha fofa se divertindo com as caretas de Kyousuke. 

Kyousuke Mamo começa a andar  de um lado para o outro tentando descobrir como abrir o cofre.

Lupin engatinha até a porta do cofre e Kyousuke diz:

– O que está tentando fazer? Você quer abrir o cofre?

Lupin bate palminha e sorri alegre gostando da brincadeira.

– Talvez ele possa mesmo abrir o cofre. Resmunga Kyousuke.

Kyousuke pega Lupin no braço e deixa o pequeno inimigo colocar as mãos no cofre. Lupin começa  brincar com botão de combinação do cofre e em poucos segundos consegue abrir o equipamento.

– Muito bem, Lupin. Você é um gênio. Diz Kyousuke correndo para a máquina do tempo.

Lupin começa a chorar e chama atenção dos pais e do avô que ficam orgulhosos da proeza do bebê.

– Nosso filho será um ladrão lendário. Diz a mãe cheia de orgulho.

– Ainda bem que o clã Lupin sobreviverá, apesar de tudo. Diz Arsene Lupin.

– O que você quer dizer com isso, coroa? Questiona Lupin II.

Kyousuke Mamo está na máquina do tempo viajando para algum lugar onde possa relaxar, quando se dá conta de que ele ensinou Lupin a roubar.

– Não é possível que eu tenha feito isso. Já sei, deve ser um sonho. Quando eu acordar estarei no hospital psiquiátrico e tudo ficará bem. Diz Kyousuke a si mesmo tentando se acalmar.

Kyosuke aparece no jardim do hospital psiquiátrico e um enfermeiro o cumprimenta:

– Olá, senhor Kyosuke Mamo. De volta de mais uma viagem pelo tempo?

– Na verdade eu estou apenas sonhando, Kazuma. Isso é apenas um sonho.

– O pobre sempre volta pior dessas viagens no tempo. Comenta o enfermeiro com uma colega.

Num lugar distante da clínica psiquiátrica, Jigen serve o jantar aos companheiros de gangue e diz:

– Você nunca contou pra gente qual foi seu primeiro roubo, Lupin.

– Eu não lembro direito. Mas a mamãe falou uma vez que foi quando eu tinha apenas um ano de idade e consegui abrir o cofre dos Lupin. Responde Lupin.

– Inacreditável. Diz Goemon.

Nota da autora: Essa fanfic é uma pequena paródia de O berço do mal, episódio de Além da Imaginação que eu assisti outra vez recentemente. Coloquei Kyosuke Mamo como protagonista, porque achei que combinava com esse tipo de história, além de ser meu vilão favorito da franquia.

Espero que gostem.

Nota da autora

Postei aqui no blog o último capítulo da fanfic A vitória de Zenigata. Não sei se foi o final mais adequado, mas enquanto eu ia terminando tive a ideia que de certa forma também é uma piada.

Essa história foi surgindo aos poucos há alguns meses antes mesmo da parte VI ser anunciada. Na ideia original Lupin seria preso por matar uma candidata a Primeira Ministra da Alemanha, mas quando saiu a parte VI tinha um episódio justamente com a mesa premissa, então eu improvisei com assassinato da irmã da candidata.

Obrigada por ler minha fanfic. E nos vemos em breve.

A vitória de Zenigata capítulo final

Capítulo Final

No dia seguinte Zenigata acorda cedo e toma o café da manhã no próprio hotel, enquanto pensa no que fará agora que não perseguirá mais Lupin.

Depois da refeição Zenigata sai do restaurante do hotel, um aluno de Goemon se aproxima e diz:

– Mestre Ishikawa pede desculpas por não vir e pediu que o levasse até o local do funeral do Senhor Lupin.

 Zenigata é escoltado pelo aluno de Goemon até o templo, onde a cerimônia budista é realizada. Zenigata fica surpreso ao ver um padre católico presente e também se surpreende ao ver  Jigen presente na cerimônia.

Goemon vem até Zenigata e o cumprimenta:

– Obrigado por ter vindo, Senhor Zenigata. A alma de Lupin com certeza está alegre por sua presença aqui. 

Zenigata vê que as pessoas tratam Fujiko como a viúva de Lupin. O ex- inspetor  fica comovido ao ver Junior dormindo tranquilo no colo da mãe. Zenigata caminha até Fujiko para prestar respeitos. Zenigata então ouve uma voz familiar dizer:

– Tiozão, você veio no meu velório. Tô emocionado.

Zenigata se recusa a olhar para trás com medo de ser ridicularizado por Goemon , Jigen e os demais convidados do velório. Mas o ex- inspetor sente um dedo o cutucando no ombro e mesma voz insistindo:

– Não me diga que tá com medo de mim, Tiozão? Olhe pra trás.

– Tem alguma coisa lhe incomodando, Senhor Zenigata? Pergunta Fujiko notando que Zenigata está pálido.

Zenigata quer responder a Fujiko, mas continua ouvindo a voz de Lupin:

– Responda, a minha Fujiko querida, Tiozão. Ela lhe fez uma pergunta.

Apavorado, Zenigata se abaixa diante de Fujiko e começa a fazer uma oração  pela alma de Lupin. Zenigata segue firme  na oração e ouve mais uma vez a voz de Lupin:

– Eu morri por sua culpa, Tiozão.

– Eu só cumpri meu dever quando prendi você, além disso foi Jigen quem o denunciou. Diz Zenigata olhando para trás e vendo Lupin sorrindo.

– E aí, Tiozão?

Zenigata desmaia com o susto. Jigen se aproxima de Zenigata e diz a Lupin:

– Essa brincadeira foi longe demais. O Tiozão passou mal. Alguém chame um médico.

– Lupin! Que mal gosto aparecer no no meio do seu velório, pode traumatizar o Júnior. Um absurdo você deixar o bebê e eu abandonados com apenas  cinco milhões de dólares americanos por mês. Diz Fujiko.

– Sentiu a minha falta, Fujiko querida? Diz Lupin entregando uma rosa a Fujiko.

Zenigata acorda e percebe que está em um quarto. O ex-inspetor dá um suspiro de alívio e diz a si mesmo:

– Ainda bem que tudo não passou de um sonho.

Porém Zenigata se depara com um sorridente Lupin:

– Olá, Tiozão!

Zenigata dá um grito de pavor e Jigen entra no quarto e repreende Lupin:

– Chega de bancar o fantasma, se não você vai matar o Tiozão do coração.

Lupin dá uma risadinha divertida e Zenigata se recomponhe.

– Então você está mesmo vivo? Como você conseguiu fugir da prisão secreta? Pergunta Zenigata  dando beliscão em Lupin que dá um grito de dor.

Jigen dá uma gargalhada com a cena e Lupin tenta dar um cascudo no companheiro, quando Goemon diz:

– É melhor você explicar ao senhor Zenigata o que está acontecendo e assim ajudar os leitores a entenderem toda situação.

– Tem razão, Goemon. Pra isso vou usar o recurso do flashback.

Lupi começa a contar tudo o que aconteceu a Zenigata:

“ Há três anos eu estava relaxando em um resort quando eu li num portal de internet sobre Hilda Jabs e o marido dela, um sujeito chamado Franz.

Assim que eu vi o sujeito o reconheci como um dos caras que atacaram o império Lupin. Ele resolveu me atrair revelando que tinha o diário onde meu avô tinha anotado os nomes de todos os descendentes do clã Lupin e também alguns dos esconderijos da fortuna dos Lupin.

– Eu vou pegar  esse diário de volta. Eu jurei.

Então eu liguei pro Jigen para ajudar no trabalho e ele aceitou de cara. Jigen  atendeu ao meu chamado e fez uma reverência humilde e disse:

– Obrigado por me chamar, Lupin. Em honra a nossa amizade eu farei esse trabalho de graça e o protegerei com a minha vida.”

Jigen dá um cascudo em Lupin e interrompe a história:

– Pare de inventar bobagens, eu não falei nada disso. E nunca faria uma reverência pra você.

– Não precisava me bater! Reclama Lupin começando uma pequena briga física com Jigen.

– Lupin foi atraído pelo diário do avô, mas história toda era um blefe para que o tal Franz matasse a esposa e Lupin levasse a culpa pelo assassinato.  Diz Goemon.

– Você destruiu o meu flashback perfeito. Eu vou lembrar disso, Goemon. Reclama Lupin.

– Os leitores modernos não têm paciência para um flashback cheio de bobagens. Retruca Goemon.

– Mas como você fugiu da prisão secreta, Lupin? Pergunta Zenigata.

Lupin olha para Goemon e diz:

– Pode deixar que eu mesmo conto. Será muito rápido e certa pessoa não precisará interromper outra vez. 

– Eu só quis deixar essa fanfic mais dinâmica. Retruca Goemon.

– Chega! Agora eu vou contar como fugi da prisão. 

– Vamos, Lupin! Conte essa história de uma vez.

Lupin então começa a fuga:

“ Como eu cheguei à prisão de olhos vendados, deduzi que fui mandado para a Ilha da Perdição, perto de Marselha, vizinha à lendária Ilha de Montecristo.

 Fiquei em uma solitária completamente isolada do mundo, onde eu não tinha contato nem mesmo com outros presos. A porta da cela era transparente e eu só tinha privacidade para ir ao banheiro. 

Então eu me lembrei do grandioso Conde de Montecristo e decidi que fugiria como ele, ou seja morrendo.”

Zenigata interrompe Lupin e diz:

– Eu ouvi dizer que os presos desse lugar são incinerados quando morrem.

Lupin começa a relatar o que aconteceu:

“ Exatamente. Então lembrei do livro de regras do vovô onde dizia que todo preso deixa a prisão quando morre e ensina a técnicas para simular a morte.Então usei algumas aranhas e escorpiões que estavam na minha cela. 

Deixe eles me picarem e logo adoeci de verdade. E como eu imaginava o jovem médico da prisão veio me atender, mas eu recusei o tratamento e ele foi se queixar com o diretor da prisão. 

Eu sabia que o diretor  queria mais que eu morresse e recusaria me mandar pra um hospital.  O jovem doutor indignado saiu da prisão disposto a ir à imprensa.

O diretor quis apressar as coisas e mandou uns guardas me matarem na cela e eu cuidei deles usando os meus escorpiões e aranhas treinados. É claro que eu peguei a arma de um dos guardas. É claro que Jigen já tinha se infiltrado na  prisão disfarçado de guarda.

Fui atrás do diretor para conseguir escapar. Assim que entrei na sala do diretor e cheguei a tempo de salvar a vida do médico.

Então  o diretor tentou atirar em mim, mas eu fui mais rápido. Aproveitei e tomei o lugar dele e mandei chamar Goemon para entregar as minhas cinzas.”

– Ei, Lupin. Explique logo pro Tiozão porque eu denunciei você à polícia, as pessoas estão confusas, achando que eu sou um traidor. Diz Jigen.

– Ah sim. A senhora Hilda Jabs contratou os meus serviços quando descobriu que o ex-marido era um líder neonazista. Só que eu precisava que tudo fosse o mais real possível, por isso deixei o Jigen ser enganado pela câmera. Ele caiu direitinho.Diz Lupin rindo.

– Idiota! Eu devia ter deixado você na prisão com aquele diretor psicopata. Diz Jigen. 

– Eu agradeço a você por ter atendido ao meu chamado, Jigenzinho.

– Eu só descobri a verdade um ano depois quando fui visitar Goemon. Tem ideia do que eu senti entregando meu melhor amigo à polícia? Ninguém no submundo queria meus serviços. Diz Jinge.

– Não exagera. Isso é só uma fanfic e não um filme filosófico e tals. Retruca Lupin.

– Mesmo assim, a irmã da senhora Hilda Jabs está morta. Diz Zenigata.

Hilda e Sônia entram no templo. Hilda que na época dos acontecimentos estava grávida traz consigo a filha e diz:

– Peço perdão, senhor Zenigata. Fui eu que arquitetei com Lupin todo o plano. Graças a Deus Lupin teve tempo de trocar as balas da arma do falso Lupin que meu ex-marido contratou.

– De qualquer forma o tal Franz saiu impune e agora já deve estar aproveitando os tesouros dos Lupin e caçado os descendentes. Diz Zenigata.

– Na verdade eu deixei um presentinho pra ele na América do Sul. Diz Lupin com um sorriso malicioso.


Três anos antes, logo  após a prisão de Lupin e do assassinato da esposa Franz ;que na verdade tem o sobrenome Heinzen, chega com seus capangas numa ilha próxima à costa brasileira.

– Segundo o diário de Arsene Lupin, essa ilha é onde está a maior parte do tesouro do antigo império Lupin. Procurem e cada um ganhará a metade do que encontrar. Diz Fraz.

Os homens correm pela ilha destruindo as plantas e cavando em todos os lugares. Logo Franz avista uma casa e grita para os homens seguirem até lá.

Todos correm como uma manada descontrolada de gado e entram na casa e começam a quebrar as paredes com pás, picaretas e até com armas de fogo.

De repente uma grande explosão faz a ilha sumir do mapa.


Zenigata fica chocado  com toda a história que ouviu e diz:

– Lupin, você está preso!

Lupin ri e retruca:

– Você não pode me prender, Tiozão. Você não é mais policial. E você ficou solteirinho enquanto todo mundo se casou. Agora eu vou embora cuidar da minha vida, pois agora sou um homem de família cheio de responsabilidades com minhas seis mulheres e dois filhos.

– Como é que é Lupin, seu pervertido? Diz Fujiko entregando Junior no colo de Lisa e pegando um grande rolo de macarrão.

Lupin sai correndo com Fujiko o perseguindo.

– Calma, Fujiko querida. Você é uma das únicas mulheres da minha vida. Goemon, Jigen me ajudem! Grita Lupin correndo para tentar fugir de Fujiko.


De repente Zenigata ouve o chefe da Interpol gritando:

– Dormindo em serviço, Zenigata? É por isso que você nunca consegue prender Lupin.

– Então tudo não passou de um sonho? Eu ainda trabalho no caso Lupin e na Interpol? Diz Zenigata.

– É claro que trabalha aqui, por enquanto. Se eu lhe pegar dormindo em serviço mais uma vez, eu o rebaixo para cuidar dos papéis do arquivo. Diz o chefe.

Zenigata dá um grande beijo na bochecha do chefe e sai cantando feliz pelos corredores da sede da Interpol.

– Depois desse sonho incrivelmente elaborado estou mais confiante que preciso prender Lupin.

– O que deu nele? Pergunta o chefe da Interpol a Yata que vem passando.

– Vai ver que ele descobriu um jeito de finalmente prender Lupin. Diz Yata.

A vitória de Zenigata Capítulo IV

A prisão  e  a morte de Lupin

 Nos dias atuais

 Um médico recebe a autorização para examinar Lupin, pois nos últimos meses as condições físicas de Lupin têm decaído e ele está cada vez mais magro e irreconhecível.

Um dos guardas abre o vidro blindado que tira quase toda a privacidade de Lupin.

O médico examina Lupin, vigiado por quatro guardas armados. Lupin fica o tempo imóvel na cama e o médico logo constata que o estado de saúde do grande ladrão é crítico e diz:

– Você está gravemente enfermo e vou pedir a sua internação imediata em um hospital militar.

– Pra quê? Pra eu voltar pra cá? Não muito obrigado. Pode me fazer um favor, doutor?  Diga aos meus amigos que eu parti desse mundo sem sentir rancor de nenhum deles. Sabe do que eu gostaria agora, doutor? De ver a Fujiko mais uma vez antes de morrer. A flauta do Goemon está tocando mais uma vez. Ele veio prestar os respeitos a mim. Diz Lupin quase desfalecido.

O médico constata que Lupin está com uma febre acima de quarenta graus e chama os guardas para remover Lupin da cela e levá-lo ao hospital.

– A gente só pode fazer isso se receber uma ordem do juiz. Diz um dos guardas.

– Mas se ele não for levado imediatamente para um hospital, ele morrerá. Retruca o médico.

– Sei lá, doutor. Dá um remédio pra ele e sai da cela pro diretor não reclamar com a gente depois. Diz o guarda.

O médico aplica uma injeção em Lupin na esperança de salvar o grande ladrão da morte.

O médico vai até a sala do diretor da prisão especial e diz:

– O senhor tem que transferir Lupin para um hospital agora mesmo ou ele morrerá.

– Infelizmente não tenho ordens para transferir o preso. Trate dele na própria cela. O histórico de Lupin demonstra que ele pode estar usando algum truque para escapar. Retruca o diretor do presídio enquanto mexe no celular.

– Saiba que eu vou denunciar essa violação dos direitos humanos. Grita o médico.

– Pode fazer. Mas agora o senhor será levado para o exame e confirmar a sua identidade ou se não é um dos cúmplices de Lupin.

Os guardas arrastam o médico até a sala de exames, enquanto o diretor continua mexendo no celular.

Enquanto os guardas levam o médico para a sala de exames, o diretor chama outros guardas e os manda para a cela de Lupin.

– Acho que nosso incinerador não vai notar a diferença se Lupin morrer um pouco antes do previsto. 

– O senhor quer que a gente jogue Lupin vivo no incinerador, diretor?

– Não seja selvagem! Sufoquem Lupin com o travesseiro. Depois se livrem do médico. Esperem  o doutor sair da ilha para afundar o barco dele no mar.  Agora precisamos do médico para fazer o atestado de óbito de Lupin. Diz o diretor da prisão.

O diretor segue para sala onde o médico é mantido depois  de comprovar a identidade.

– Doutor, o senhor não vai precisar fazer denúncia à imprensa, um dos guardas veio me avisar que Lupin acaba de morrer. Diz o diretor.

– Eu não acredito. Você fez alguma coisa com ele. Diz o médico indignado.

– O senhor mesmo disse que ele estava muito mal. Se duvida de mim, venha comigo até a cela de Lupin. Retruca o diretor.

O médico não tem escolha a não ser acompanhar o diretor e os guardas até a cela de Lupin.


Uma semana depois da visita a Goemon e o encontro com Jigen, Zenigata acorda cedo como faz todos os dias.

– Aqueles dois realmente abandonaram Lupin. Resmunga Zenigata depois de descobrir que Jigen viajou com Lisa para a América do Sul.

Zenigata liga a TV para assistir ao telejornal, enquanto prepara o café da manhã. De repente Zenigata ouve uma notícia que o deixa sem ação:

– A justiça da União Europeia confirmou hoje a morte do infame ladrão  Arsene Lupin III. A  causa da morte de Lupin não foi revelada. Como ele não tinha parentes suas cinzas foram enviadas ao Japão para serem entregues a Goemon Ishikawa, antigo cúmplice de Lupin, que teve seus crimes perdoados pelo governo japonês depois de prestar um grande serviço à nação.

Zenigata fica trêmulo e senta no chão para não cair de uma vez e diz a si mesmo:

– Ele deve ter conseguido fugir outra vez. É isso! Logo a Interpol vai me chamar pra perseguir Lupin.

Da janela Zenigata vê um rapaz de bicicleta se aproximando e sente o coração palpitar de esperança de é um agente da Interpol disfarçado que veio trazendo a missão de prender Lupin.

O rapaz toca a campainha e Zenigata corre para atender à porta. O rapaz  na verdade é um aluno de Gemon  que entrega entrega um envelope branco a Zenigata e diz:

– Mestre Goemon pediu que lhe entregasse esse envelope em mãos.

O rapaz desaparece como se fosse algum ser sobrenatural, deixando Zenigata confuso.

– Deve ser algum comunicado de Goemon dizendo onde Lupin está escondido agora. Diz Zenigata a si mesmo.

Mas ao abrir o envelope Zenigata constata que é um convite para o funeral de Lupin.

“ Lupin deixou expressa a vontade de que o senhor participasse do funeral dele, pois  o senhor foi o único homem que o enfrentou de igual para igual durante toda a vida de Lupin.

Se deseja vir sabe onde me encontrar.

Assinado, 

Goemon Ishikawa XIII.”

Zenigata larga o papel no chão e começa a chorar desconsolado.

– Agora tudo acabou realmente. Diz Zenigata percebendo que não poderá mais voltar a Interpol e que seus dias de glória acabaram para sempre.

Zenigata viaja na manhã seguinte para a vila do povo Iga, onde Goemon vive.  Quando chega à cidade mais próxima à vila Iga, Zenigata sobe no ônibus sem prestar atenção em nada, tudo para o ex-inspetor para sem vida, nem as belas paisagens no caminho e o belo dia de sol o alegram.

 Zenigata  chega à hospedaria e a  mesma jovem que o atendeu da primeira vez diz:

– Mestre Goemon avisou que o senhor viria, por isso preparamos a melhor suíte da nossa hospedaria para o senhor. Por favor, me acompanhe.

Zenigata segue a jovem até uma suíte espaçosa demais para os padrões japoneses. Assim que a recepcionista sai do quarto, Zenigata solta as malas no chão  e vai até o futon para descansar um pouco antes de ir ao velório de Lupin.

De repente Zenigata vê o rosto de Lupin na janela do quarto.

 Zenigata se aproxima da janela apesar das pernas tremendo e quando abre a janela não vê nada além do jardim da pensão.

Zenigata se afasta da janela  e tenta relaxar dizendo a si mesmo:

– Deve ser o cansaço da viagem.